Não tem desculpa, não tem adversário pequeno e não tem espaço para tropeço. Tem que entrar equilibrado, jogar futebol e ganhar
O Inter entrou na zona de rebaixamento, mas tudo bem, porque quando a bola rolar no Beira-Rio, o Inter estará somando um ponto com o empate e já estará fora dessa situação. No mínimo, contra o Remo, terá a chance de sair do Z-4.
Para mim, a zona de rebaixamento, hoje, é mais um símbolo do que qualquer outra coisa. A parte realmente preocupante começa mais acima, com São Paulo, Santos, Grêmio, Mirassol, Inter, Remo e Vasco. Essa turma vai ficar trocando de posição. Quem não conseguir escapar rapidamente vai conviver com o problema durante todo o campeonato.
Por isso, o Inter precisa parar de fazer conta e encarar jogo a jogo. Contra o Remo, não existe mais esse negócio de “é o Remo”. É obrigação entrar com um time equilibrado para ganhar. Se for 1 a 0, está ótimo. Se puder fazer 2 a 0 ou 3 a 0, melhor ainda. O que não pode é entrar em campo achando que o jogo será fácil.
Pezzolano vai mexer no time. Villagra volta e é titular absoluto. A tendência é o Inter abandonar a linha de cinco desde o início, porque terá mais posse e precisará propor o jogo. Bruno Gomes deve ser o lateral, Mercado e Maripán na zaga, Matheus Bahia pela esquerda, Bernabei com liberdade pelo lado, Villagra e Bruno Henrique no meio, Alan Patrick solto e Vitinho pela direita.
A dúvida está no ataque. Pezzolano vem testando Carboneiro e Alerrandro. Eu sei que muita gente torce o nariz para o Alerrandro, mas é fase. Se ele fizer dois gols, amanhã todo mundo estará dizendo que está recuperado. Ao mesmo tempo, Carboneiro precisa estar muito a fim hoje. Porque é jogo de final de campeonato contra o Remo.
Não importa quem vai começar. O que importa é o Inter entender o tamanho desse jogo. Hoje não tem desculpa, não tem adversário pequeno e não tem espaço para tropeço. Tem que entrar equilibrado, jogar futebol e ganhar.
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