Fora da Arena e dentro do Beira-Rio, Dupla deixa muito a desejar

Se o Brasileirão terminasse hoje e só valessem os jogos do Inter no Beira-Rio e do Grêmio fora da Arena, ambos estariam medonhamente rebaixados. Cairiam na mesma posição, inclusive: 18º, o popular antepenúltimo lugar. 

Quando joga além do Mampituba, o Grêmio vai para a UTI entubado. Seu aproveitamento é de esquálidos 13,33%. Se fosse IDH da ONU, eu chamaria de abaixo da linha da miséria. No Inter se dá o inverso. O drama é ser mandante: 36,36%. 

O que mantém o Grêmio fora do Z-4 é a força da Arena, onde seria G-6. O que afasta o Inter do Z-4 é o contra-ataque longe de Porto Alegre, que lhe daria o 12º lugar. 

O Inter não consegue propor no Beira-Rio. Vive do espaço que o adversário lhe oferece quando ataca em seus domínios. O Grêmio consegue competir em casa, mas quando é pressionado na condição de visitante vaza pelos lados e por dentro, pelo alto e por baixo. 

Aqui, temos um fato matemático: se não acharem algum equilíbrio, por mínimo que seja, capaz de acabar com essa vida de médico e monstro conforme o fator local, Grêmio e Inter morrerão abraçados. Com ou sem Copa do Brasil.

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