Siga o programa E o Campeão é... e receba um alerta assim que um novo episódio é publicado.
A cartada de Rui Borges ao lançar a artilharia sul-americana evitou desastre na Pedreira. O "menino mal comportado", voltou a marcar e aproxima-se do golo mil e o FC Porto prepara o teste na Madeira.
Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
O Sporting venceu ontem em Braga e, afinal, foi Carlos Vincent que viu lenços brancos. 3 x 1 foi o resultado final na Pedreira, uma reviravolta dos Leões na segunda parte. Mais logo entra em campo, às 18h, o Futebol Clube do Porto, na Madeira. Enfrenta o Marítimo, com relato em direto aqui na Rádio Observador. A análise da atualidade desportiva hoje com Gabriel Alves, João Pinto, Luís Pinto Coelho e Pedro Henriques. Muito bom dia, campeões. Gabriel Alves, foi do banco que o Sporting conseguiu dar a volta a este resultado em Braga?
Foi a gestão de Rui Borges, que acabou por fazer entrar os jogadores necessários no momento certo e acabaram por ter a rentabilidade que o Sporting Clube de Portugal estava a necessitar, depois de uma boa entrada do Braga, mesmo no segundo tempo. Mas o Braga é daquelas equipas que promete, mas depois não concretiza, não rende. E, obviamente, tem João Moutinho, de fato, eu diria com todo o respeito, um monstro de futebol fantástico. Quando sai, o Braga parece que esvazia. E depois tem outro jogador que é extremamente importante, e ontem o Braga jogou com 10, que é o Horta, porque não se deu por ele durante a partida. O Sporting, obviamente que com mexidas, não só sobre o ponto de vista de gestão dos jogadores, mas também até em termos táticos, com o adiantamento do Mbia, naturalmente que quis fazer ali um teste face àquilo que vai ter na próxima terça-feira. Acabou por ver dificultada a situação por Braga, por um bom posicionamento dos guerreiros, quer com ou sem bola, naquilo que foi a primeira fase do desafio, a primeira parte. Mas a verdade é que depois, com a entrada dos três futebolistas, que vinham de uma intensa campanha de seleções. Aliás, há uns títulos hoje nos jornais interessantes: ainda se lembram do futebol indígena? Pois é, foram 19 dias. Aliás, tem sido criticado por vários treinadores, até ao nível internacional, porque é muito tempo, de facto. A verdade é que o Sporting conseguiu, com esses três jogadores acabados de chegar, por dar a volta, mais fortes, mais intensos, na entrada que fizeram nos duelos e, sobretudo, Salazar. Também quis mostrar, também era um desafio a si próprio, mostrar ao Braga, portanto ia em Braga, com todo o respeito pelo seu antigo clube, que não tinha desaprendido nada ao vir para Lisboa.
João Pinto, sabemos da falta de paciência do presidente do Braga. Carlos Vincent vai acabar a época a treinar os arsenalistas e onde é que falhou o Braga para perder esta vantagem que tinha até ao intervalo?
Bom dia. Sobre a primeira pergunta, é realmente muito difícil de responder. Pela primeira vez, estou a fazer o "Campeão" de óculos, mas ainda assim não vejo tão longe. Realmente é um presidente com algumas decisões mais meteóricas, mas acho que aprendeu qualquer coisa o ano passado, deixou estar o homem um ano. Ele tem construído qualquer coisa de bom. Onde é que falha o Braga? Na defesa. Quanto a mim, na defesa. Ontem a escolha dos centrais, mesmo dos defesas. Não jogaram o Lagarbielka, não jogaram o Travaços, para mim é sempre um problema. E o Vítor Carvalho, a central, viu-se que assim que entrou Luís Soares, perdeu completamente os posicionamentos e acaba por ser por ali que o Sporting entra sem dificuldade. Aquele terceiro gol do Sporting é uma anedota. O Sporting marca um gol com o jogador lesionado que corre 50 metros com a bola no pé. E, portanto, até que ponto é que o Braga consegue defender mal? Agora, definitivamente, o Sporting quando faz as substituições, acaba com o jogo. O Braga esteve bem e podia ter matado o jogo em duas ou três oportunidades. Acabou por não o fazer e depois fisicamente pareceu-me muito abaixo daquilo que é necessário. Uma equipa que está há três semanas parada, percebe-se que baixa um bocadinho os índices físicos, mas também é abusar.
Pedro Henriques, no Sem Falta da Rádio Observador, o podcast que analisa as arbitragens dos jogos que aqui merecem emissão especial, dás conta de um penalti por assinalar de Doumbia, do Sporting. É, na tua opinião, um lance que marca esta partida?
Tendo o resultado de 1 x 0 a favor, o penalti não é um gol, mas é uma forte probabilidade. Poderia ter impacto no jogo. Não é um lance fácil, porque eu quero relembrar que o VAR esteve a analisar o lance. Portanto, agiu-se o árbitro à espera do VAR analisar o lance. E o lance tinha a questão de se tinha tocado ou não na mão direita do Doumbia. Tocou. Se era dentro ou fora, percebe-se por uma imagem lateral que é dentro. E depois é a questão, uma vez mais, de interpretação. E eu relembro porque por muitos critérios que estejam definidos, e estão definidos, é normal que os árbitros, os VARs e os comentadores, mesmo estando por dentro daquilo que diz a lei, os regulamentos e tudo mais, que há ali uma margem de interpretação, que é se ele está a tirar a mão, não está, se há volumetria, se está fora do plano do corpo, etc. E portanto, é aqui que depois, muitas vezes, surgem as tais não convergências ou divergências. Para mim, como comentador, e na minha opinião, está lá o essencial, que é a mão fora do plano do corpo, o chamado "make the body bigger", que é uma expressão inglesa. Não digo que haja movimento deliberado ou intencional, mas há realmente a mão fora do plano do corpo, afastado, posição não natural e, portanto, para mim era suficiente para marcar o pontapé de penalti. O VAR viu o lance, acha que não é e tem essa interpretação, mas pronto, é um caso e tornou-se um caso. Aliás, penso que até foi, não sei se o diretor desportivo do Braga ou assim, que depois veiculou isso nas redes sociais. Portanto, isso pode ser determinante. Ontem, só para dar aqui o meu complemento também em relação
Em relação ao jogo, dizer que era um jogo que tanto Rui Borges como o Vincent estavam ali um bocadinho na corda bamba. Não estou a dizer que sejam despedidos por causa disso, mas sabia-se que quem perdesse iria ter esse problema acrescido, o tal lenço branco. O Sporting, é bom relembrar, que vinha de empates e que também o Rui Borges foi questionado, vou até ao Frederico Varandas a dizer que a posição está segura. O Sporting sai reforçado, sai por cima, com uma alteração. O Sporting no ano passado para o campeonato, em 18 pontos possíveis com Benfica, Porto e Braga, tinha feito quatro ou cinco pontos e, portanto, não tinha ganho a nenhum dos ditos grandes. Já o conseguiu fazer, ainda por cima em Braga, sai por cima, sai moralizado. Acabou por fazer bem a gestão da equipe, no sentido que colocou os que tinham jogado na meia de semana, os três sul-americanos no banco e as suas entradas foram determinantes ao ponto de o Soares ter desbloqueado e feito aquilo que o Giannidis ainda não vai conseguindo fazer de forma tão regular e, sobretudo, o Zalazar, que tem entre este céu e o inferno que é entrar, ser o man of the match e ao mesmo tempo se ilusionar, mas apercebermos também que há jogadores que são mais titulares e a deixar mais uma vez aquela dúvida de um jogador como o Acuna, até que ponto terá sido uma boa aquisição ou não. Portanto, o Sporting sai por cima, cria agora pressão em relação ao Futebol Clube do Porto, que tem um jogo também com algum grau de dificuldade, mas aquilo que era um cenário negativo do Sporting poder sair desta jornada ainda mais longe do Futebol Clube do Porto, para já isso não se vai colocar.
Luís Pinto Coelho, respira melhor Rui Borges depois desta vitória e parece-me que há aqui uma segunda linha na equipa de Rui Borges que não garante assim muito. Depois das saídas de Silas Anderson, Vaz Giannidis e com a entrada dos sul-americanos, que com poucos dias de recuperação, parece que foram a chave para resolver este jogo a favor dos Leões. Não sei se queres também, Luís Pinto-Coelho, comentar as declarações de Frederico Varandas aludindo ao Futebol Clube do Porto, que enviou uma resposta ao primeiro-ministro, por sua vez, já tinha num debate quinzenal no Parlamento, feito uma alusão ao Sporting criticando a oposição.
Olá, bom dia. Relativamente ao Frederico Varandas, já se sabe que ele vive obcecado com o Porto e quando nem é o Porto que está em causa, vem sempre com alguma piadinha, mas pronto, é o que é. Relativamente ao jogo, eu acho que há aqui um ou outro ponto que eu quero tocar, que me parece claro, que são duas equipas que se defendem mal. E o Braga ontem, o treinador do Braga acho que não antecipou o que toda a gente percebia, que era aquelas três substituições que iam acontecer, que era Zalazar, o Maxi e o Suárez. E estando em vantagem, deixou o jogo partir, que não me parece muito inteligente, porque poderia ter antecipado as substituições, nem que baixasse um pouco as linhas, mas ficava muito mais compacto e não permitia ao Sporting aquelas cavalgadas por ali fora de Zalazar e de outros jogadores. É verdade, como o João Pinto disse, que o Braga foi ineficaz ofensivamente, porque teve ali duas, três oportunidades que podia matar o jogo, fazendo 2 x 0. Mas parece-me claro que o Sporting ganhando tem um problema na dupla de centrais. Acho que são muito permeáveis, são relativamente fáceis de bater. Ofensivamente, vai tendo muita qualidade individual, mas defensivamente parece-me uma equipa um pouco abaixo de Porto e de Benfica.
Só muito rápido. Em relação à questão, e muito bem dito por Luís, e por João. O Sporting começa, em termos de bloco defensivo, mal no meio-campo, porque aquele meio-campo não marca. O próprio Altimira ontem que desce e o Doubiago sobe, aquilo não resultou, é só isso. Em relação ao Braga, só para dizer, em termos defensivos, era uma das melhores defesas do campeonato, com cinco gols sofridos. Ontem passou a oito e o ataque já vinha sendo um ataque pobre, só tinha sete, passou a oito, está 8 x 8. Portanto, o rendimento deste Sporting de Braga é, diremos, neste 26/27, para já, um rendimento para ver, rever, olhar e apreciar, a ver o que vai evoluir ou não.
Luís Pinto Coelho, ainda ficava contigo durante mais uns minutos para começarmos a olhar o jogo de mais logo, com emissão especial de desporto aqui na Rádio Observador, às 18h00, Marítimo Futebol Clube do Porto. De resto, já com o Smalling nos convocados de Farioli, poderá estrear-se o veterano inglês. E o que esperas da equipa de Farioli quando se faz uma pausa tão grande para seleções? Parece que é tudo um pouco uma incógnita com o momento anímico e de forma que chegam as equipas para o retomar do campeonato.
Sim, é uma pausa grande e nunca se sabe muito bem como é que os jogadores reagem, quer aqueles que vêm das seleções e que jogaram muito, por exemplo, como a dupla de centrais do Porto, que fez os quatro jogos, ou então aqueles jogadores que ficaram nos clubes, mas o ritmo de treino é completamente diferente. Estou com alguma dúvida relativamente, por exemplo, a Kvior, o Porto vai jogar quarta-feira um jogo importante em Sevilha. Não sei aqui se Farioli não está tentando, se calhar, poupar o Kvior, mantendo Bernárcek, porque o Bernárcek não vai jogar em Sevilha. E como é que vai a questão dos jogadores que estão a regressar de lesão, que estiveram em recuperação, como o Gabri Veiga, por exemplo, o próprio Martim também. Mas é um jogo complicado, o Porto teve sempre alguma dificuldade de jogar na Madeira. O relvado também não é dos melhores, mas o Porto, obviamente, que vai partir para tentar ganhar o jogo, a tentar resolver cedo, que era o ideal, mas o Marítimo também é uma boa equipa e acredito que pode ser um jogo complicado para o Porto.
Gabriel, o que tem que fazer o Porto para passar neste teste na Ilha da Madeira?
Intenso, coletivo, agressivo como é, agressivo competitivamente, óbvio. Muito disciplinado, tática e muito concentrado competitivamente. Face ao Marítimo, que vai dar tudo por tudo para poder responder às suas exigências, porque está décimo primeiro, só tem duas vitórias, sofre muitos gols, tem 12 já encaixados. Também não marca tantos, mas tem oito. Tem um goal average negativo de -4.
Em relação ao Porto, como sabemos, invicto, sete vitórias. É a melhor defesa com três e o segundo melhor ataque com 18. É um jogo interessante para seguir e obviamente com os adversários de olhos ali. No pós-FIFA, é um jogo importante.
João Pinto, esperas um bailinho da Madeira? É isso que os adversários do Futebol Clube do Porto apostam para esta partida de mais logo.
Nelson, andas a usar óculos que é para ver à distância