Um estudo divulgado pelo Forum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) nesta terça-feira (11) mostra um aumento na violência contra a mulher em dias de jogos de futebol no Brasil.
Lesões corporais e ameaçam sobem em dias de partidas de futebol. O estudo considerou dias de partidas do Brasileirão, Libertadores e Sul-Americana em cinco cidades brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre.
Entre mulheres de 15 a 29 anos, o aumento da violência é ainda maior. São 44,4% a mais de ameaças e lesões corporais. Dentro das residências, o número também cresce.
Em 2022, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou a mesma análise. Considerando dados coletados entre 2015 e 2018, ameaças subiam 23,7% e lesões corporais, 20,8% — o que mostra um aumento de 3,7% e 8,1% em cada um, no período entre 2023 e 2025.
O estudo foi lançado nesta terça-feira. O evento ocorreu na sede do Grupo Mulheres do Brasil, em São Paulo.
O FBSP também lista 10 recomendações para enfrentar a violência contra a mulher no contexto do futebol. Entre elas, há estratégias de denúncia, protocolos interrnos nos clubes e responsabilização nas torcidas.
A atuação do poder público na regulação e a modificação da cultura torcedora também foram citados. Veja as recomendações:
Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.
Também é possível realizar denúncias pelo número 180 — a Central de Atendimento à Mulher, que funciona em todo o país e no exterior, 24 horas por dia. A ligação é gratuita. O serviço recebe denúncias, dá orientação de especialistas e faz encaminhamento para serviços de proteção e auxílio psicológico. O contato também pode ser feito pelo WhatsApp no número (61) 99656-5008.
A denúncia também pode ser feita pelo Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.
Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e a página da Ouvidoria Nacional de Diretos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Vítimas de violência doméstica podem fazer a denúncia em até seis meses.
Caso esteja se sentindo em risco, a vítima pode solicitar uma medida protetiva de urgência.
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