Em entrevista exclusiva ao Lance!, Ana Thaís Matos avaliou as expectativas em relação à Copa do Mundo Feminina, que será realizada no Brasil em 2027. Além disso, analisou o nível atual do futebol brasileiro após a pausa para o Mundial deste ano. A comentarista da Globo foi uma das palestrantes da Rio Innovation Week na última quarta-feira (5).
A jornalista iniciou seu comentário afirmando que o futebol feminino já é um produto mundial e disse crer que a Copa do Mundo de 2027 contribuirá para que as pessoas deixem de ter receio ou qualquer tipo de resistência em relação à modalidade. Ana lembrou o sucesso das edições anteriores e afirmou que espera grandes histórias ao longo do torneio do próximo ano.
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— A construção para a Copa do Mundo Feminina começa agora. A gente (Globo) vem transmitindo a Copa de forma firme desde 2019. A maior audiência da Copa do Mundo de 2019 foi a final transmitida no Brasil, na TV Globo. O futebol feminino é um produto no mundo. Eu acho que a Copa vai contribuir para quebrar um pouco esse paradigma, esse medo que as pessoas têm — iniciou Ana.
— Porque se compara muito futebol de seleções com futebol de clubes, e futebol de seleções avançou em muitas coisas. Então, acho que nós teremos grandes jogos, bons públicos, ótimas histórias — complementou.
A Globo exibirá 100% dos jogos da competição, com cobertura integrada envolvendo TV Globo, sportv e Ge TV. A edição de 2027 será a terceira Copa do Mundo Feminina exibida pela TV Globo, a sexta pelo sportv e a primeira com transmissão e cobertura da Ge TV.
Questionada sobre uma possível queda do nível do futebol brasileiro após a Copa do Mundo, Ana Thaís Matos avaliou que os jogos ainda não estão bons. Para ela, há uma questão de ritmo, visto que houve a pausa para a realização do Mundial e também uma adaptação ao calendário, que, pelo segundo ano consecutivo, para em meio à temporada.
Para a comentarista, o futebol de seleções passa por outra avaliação e não é comparável ao de clubes, citando a Argentina como exemplo. Em sua opinião, as partidas dos campeonatos nacionais estavam melhores antes da pausa.
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— A Copa do Mundo é a Copa do Mundo, independentemente do que a gente faça aqui (Brasil) enquanto país. Se você for comparar o próprio futebol argentino hoje, não é um futebol de ponta, comparado com o Brasil, por exemplo, e a Argentina estava na final da Copa mais uma vez. Eu acho que futebol de seleções é uma coisa e futebol de clubes é outra — disse.
— Eu acho que teve uma queda no futebol brasileiro comparado com o próprio futebol brasileiro. Se você olhar o nível dos jogos antes do campeonato parar, estava melhor. Acho que é uma questão de ritmo. A gente está se adaptando a esse novo calendário. É o segundo ano que se para no meio; agora a pausa foi ainda maior em relação ao ano passado. Eu acho que tem uma questão de ritmo, e isso ficou bem evidente; os jogos não estão bons — avaliou Ana.
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