Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Carlos Cordeiro, assessor sênior de Gianni Infantino, renuncia na Fifa em protesto contra proposta polêmica, nesta sexta-feira, 31. Um dia depois da Uefa anunciar boicote à entidade mundial de futebol, o norte-americano segue na mesma direção da organização europeia e classifica o novo projeto administrativo da Fifa como “um mau negócio para o futebol”.
O novo projeto administrativo da Fifa foi anunciado nesta terça-feira, 28. A ideia é criar uma empresa privada para comercializar e organizar as competições da entidade, inclusive a Copa do Mundo. Além disso, a companhia inédita seria aberta para investimentos privados e venderia suas ações na bolsa.
Em resposta, a Uefa fez uma reunião de emergência nesta quarta-feira, 29, e soltou um dia depois, 30, o comunicado anunciando o boicote. A organização europeia de futebol salientou que as 55 associações-membro rejeitam de forma unânime a proposta da Fifa.
Nesta sexta-feira, Cordeiro deixou o cargo de assessor na Fifa. O ex-banqueiro e ex-vice-presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos tinha sido nomeado por Infantino em 2021.
Cordeiro revelou sua decisão para a Sky Sports e deu declarações sobre a instituição que trabalhava há cinco anos, assim como a respeito do novo projeto polêmico.
Segundo o norte-americano, a proposta é um “um mau negócio para o futebol” e que ele não conseguiria “assistir passivamente enquanto a FIFA cogita vender uma participação na Copa do Mundo”. O ex-assessor acrescentou que não teve “qualquer envolvimento” no projeto e que se opôs a ele.
Cordeiro disse que a Fifa possui bilhões de dólares em reservas e não tem dívidas. Nesse sentido, “vender uma participação permanente no ativo mais valioso do futebol [a Copa do Mundo] para arrecadar 4,2 bilhões de dólares faz pouco sentido”, completou. Ele concluiu afirmando que a Fifa está “hipotecando o futuro do futebol sem qualquer justificativa convincente.”