O time que um dia se apresentou como referência de organização e regularidade vive um momento de mediocridade disfarçada de "processo". Empata com quem não deveria, sofre contra equipes em crise e apresenta um futebol previsível, lento e sem criatividade.
O elenco é caro, a estrutura é privilegiada e a cobrança deveria ser proporcional. No entanto, parte da torcida ainda engole derrotas constrangedoras e eliminações evitáveis como se fossem acasos do destino. Há uma passividade estranha.
Enquanto outros clubes se mexem por menos, no Palmeiras ainda se discute se "é cedo demais" para questionar o trabalho. Cedo demais para quê? Para exigir futebol decente? Compatível com o elenco que o clube oferece à comissão técnica?
Palmeiras perde e começa a derreter no Brasileirão
O problema não é só o resultado. É a maneira como o time joga. Não se impõe tecnicamente para controlar partidas, segue com dependência excessiva de bolas paradas e um meio-campo que não gera o que em tese seria capaz.
O adversário sabe o que vai enfrentar. E quando o rival é organizado, o Palmeiras sofre. Isso não é azar. É limitação. Não por acaso são quatro jogos sem vencer. Contra um time da Série B, um dos rivais em crise e um mal colocado no campeonato paraguaio. E foram duas derrotas.
Enquanto parte da torcida continuar aplaudindo mediocridade em nome da estabilidade, alguém seguirá confortável na zona de conforto. A pergunta continua no ar, cada vez mais incômoda: até quando?
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