A noite desta quinta-feira (13) promete ser longa para o Botafogo. Afinal, terá que sobreviver a altitude de 3.400 metros de Cusco (Peru). Ele espera sair vivo do confronto contra o Cienciano, às 21h30 (de Brasília), no estádio Garcilaso de la Vega, pela ida das oitavas da Copa Sul-Americana. 

Os times traçaram caminhos distintos no torneio continental, até aqui. Não é por acaso que apenas um deles precisou disputar os playoffs do mata-mata. O glorioso foi o líder do Grupo E com 16 pontos, enquanto o adversário o segundo do Grupo B com a oito.

O dois embates da repescagem, diante do Lanús, demonstraram bem o que pode-se esperar dos peruanos. Isso porque perderam de 2 a 0 fora de casa, mas venceram por 4 a 0 como mandante — quando atuou muito acima do nível do mar. 

O clube chegou na temporada com a expectativa de obter resultados melhores que na passada. Afinal, terminou na oitava posição do Campeonato Peruano. E decidiu pela mudança de treinador, ao fim dela: Cristian Ruggeri foi o escolhido para assumir a função.

O argentino passa por um primeiro ano de trabalho de altos e baixos. Se a campanha na liga nacional vem sendo boa  — está em terceiro — e segue vivo na Sula, a eliminação ainda nas oitavas da Copa da Liga Peruana aparece como uma grande decepção.

Entre fases positivas e negativas, a atual vivida pelo Cienciano é preocupante: foram duas vitórias e cinco derrotas, nos últimos sete desafios. Chama atenção o desequilíbrio entre os trabalhos com e sem a bola na sequência, já que marcou 9 gols e sofreu 11 nela.

O clube foi para 2026 sob grande crise interna, por conta dos problemas envolvendo a SAF. Toda essa turbulência parece ter interfido no trabalho de Martín Anselmi. Não à toa, só durou quase quatro meses no comando do time. E o escolhido para substituí-lo foi outro estrangeiro.

Franlim Carvalho, auxiliar de Artur Jorge no 2024 histórico do Glorioso, foi contratado para tentar colocar o Botafogo nos trilhos novamente. E passou por mais altos que baixos no começo da sua trajetória: teve aproveitamento de 60,4%, nos 16 primeiros compromissos(8V - 5E - 3D).

A expectativa é que a parada da Copa faria comissão técnica e elenco criarem uma liga ainda maior. E o retrospecto, desde o retorno, tem demonstrado que o período foi bem aproveitado. Até porque venceram dois e empataram dois, das quatro partidas disputadas no período