A 23ª rodada do Campeonato Brasileiro começa neste sábado, 15, com o confronto entre Palmeiras e Fluminense, às 16h30. Além de abrir mais uma rodada da competição, a partida marcará a estreia de um novo conjunto de regras adotado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

As mudanças foram aprovadas pela entidade na última segunda-feira, 10, em conjunto com os clubes, e têm como base alterações promovidas pela International Football Association Board (IFAB), órgão responsável pelas regras do futebol. A maior parte das novidades já foi aplicada na Copa do Mundo, mas uma delas será implementada pela primeira vez: o protocolo envolvendo atendimento médico aos goleiros.

As alterações têm como principal objetivo aumentar o tempo de bola rolando e reduzir situações utilizadas para retardar as partidas.

Um estudo encomendado pela CBF Academy à empresa Opta analisou 177 jogos da Série A antes da paralisação para a Copa do Mundo e identificou uma média de apenas 52 minutos e 54 segundos de bola em jogo por partida.

Entre os fatores apontados para a redução do tempo efetivo estão o excesso de faltas, a demora nas cobranças, as reposições de bola e a chamada "cera".

Uma das principais novidades envolve os goleiros. Atualmente, eles são os únicos jogadores que podem receber atendimento médico dentro do gramado sem precisar deixar o campo imediatamente.

A possibilidade, porém, passou a ser utilizada com frequência para interromper ou diminuir o ritmo das partidas. Com o novo protocolo, sempre que um goleiro receber atendimento médico em campo, um jogador de linha da mesma equipe também terá de deixar o gramado por um minuto.

A escolha do atleta que ficará temporariamente fora será feita pelo treinador ou pelo capitão da equipe. A regra é inédita e não chegou a ser utilizada durante a última Copa do Mundo.

Além disso, qualquer jogador que receber atendimento médico dentro de campo deverá permanecer fora por um minuto antes de retornar à partida.

Outra mudança importante diz respeito ao tempo que os goleiros poderão permanecer com a bola nas mãos.

A partir de agora, o arqueiro terá oito segundos para realizar a reposição. Caso ultrapasse o limite, a posse será entregue ao adversário, que terá direito a um escanteio.

A mudança substitui a antiga referência de seis segundos, que já era prevista nas regras, mas tinha aplicação pouco frequente.

As cobranças de tiro de meta e lateral também passarão a ter um tempo máximo.

O jogador responsável pelo tiro de meta terá cinco segundos para executar a cobrança. Se ultrapassar o limite, o adversário ganhará um escanteio.

Nos arremessos laterais, o prazo também será de cinco segundos. Caso a cobrança não seja realizada dentro do tempo determinado, a posse passará para a equipe adversária.

As substituições também ganharam uma nova regra para evitar interrupções prolongadas.

O jogador que for substituído terá dez segundos para deixar o campo. Se exceder esse período, poderá ser punido com cartão amarelo.

A medida busca impedir que atletas utilizem as substituições para retardar a partida, principalmente nos minutos finais.

A comunicação entre jogadores e arbitragem também será modificada.

Pelo novo protocolo, somente o capitão poderá se aproximar do árbitro para discutir decisões tomadas durante a partida. Para indicar que está disponível para conversar, o árbitro fará um sinal com o punho cerrado acima da cabeça