A partir do próximo final de semana, o Brasileirão das Séries A e B passará a contar com uma série de novidades na atuação da arbitragem. Nesta segunda-feira (10), os clubes aprovaram a implantação das mesmas regras aplicadas na Copa do Mundo deste ano para diminuir a cera dos atletas e aumentar o tempo de bola rolando. Além disso, outras medidas que não chegaram a ser usadas no Mundial, mas já foram anunciadas por ligas europeias, também foram aprovadas.
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Uma delas é a regra que fará com que um jogador de linha deixe o campo por um minuto sempre que o goleiro da equipe precisar ser atendido. Caberá ao técnico ou ao capitão do time definir quem deverá deixar momentaneamente o gramado.
Entre as outras novidades, haverá limite de oito segundos para o goleiro repor a bola em jogo; de cinco segundos para a cobrança de laterais e tiros de meta; e de dez segundos para que o jogador que foi substituído deixe o gramado.
Além do Brasileirão nas duas principais séries, as medidas passarão a valer também a partir das quartas de final da Copa do Brasil, além do Feminino A1.
As mudanças foram aprovadas pelos clubes após a CBF apresentar um estudo que demonstrou que, na média, jogos do futebol brasileiro nesta temporada tiveram apenas 52% do tempo de bola rolando, o que deixa o Brasileirão atrás de todas as cinco grandes ligas europeias e da MLS, dos Estados Unidos.
Nos 177 jogos do Brasileirão Série A deste ano analisados, a média de bola rolando foi de apenas 52min54s, enquanto o padrão almejado pela Fifa é de 60 minutos. Vale ressaltar, contudo, que nenhuma grande liga alcançou esse número na última temporada: a MLS liderou no quesito, com 57min12s, seguida pela alemã Bundesliga (56min18s), a francesa Ligue 1 (56min17s), a inglesa Premier League (55min23s), a espanhola LaLiga (55min09s) e a italiana Série A (54min28s).
Com a adoção das novas regras, a CBF acredita que conseguirá elevar o tempo de bola rolando para uma média de 57 a 58 minutos até o fim deste ano, e que alcance o padrão desejado pela Fifa no médio e longo prazos — para isso, porém, espera uma melhor capacitação dos árbitros.
Isso porque um levantamento da confederação evidenciou algo que costuma motivar reclamações de muita gente envolvida com o futebol: a diferença de critérios entre os árbitros para a marcação de faltas.
No Brasileirão da Série A, o árbitro que marca menos faltas por jogo tem média de 22,9 por partida, enquanto que o mais rigoroso tem média de 32,6. Ou seja, quase dez a mais. Na Premier League, essa variação é de apenas quatro pontos: de 21,7 para o com menor registro de faltas, e de 25,7 para o que mais marca.
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