Viveros faz jus ao apelido de trem e vem embalado no Brasileirão. Com 14 gols — dois anotados no domingo, contra o Santos — o atacante colombiano do Athletico é o artilheiro da competição em sua primeira participação na elite brasileira.
Viveros, de 26 anos, alia a força física à velocidade e ao faro de gol. O camisa 9 não faz o tipo de centroavante que fica preso dentro da área. O colombiano se movimenta no ataque, evita ficar preso entre os zagueiros e tem mostrado repertório variado no Brasileirão.
O talento se soma a um time que joga para servir o atacante. A adaptação rápida ao Brasil também chama a atenção.
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Viveros já chegou muito artilheiro no ano passado. Ele veio para cá, teve processo de adaptação, não chamou tanta atenção no ano passado porque era a Série B, e explodiu esse ano. O Athletico se montou, joga em função dele e ele é muito rápido e está avançando. É muito talentoso.PVC, colunista do UOL
A trajetória no Brasil começou na Série B e com recorde. O Athletico pagou R$ 27,5 milhões para contratá-lo do Atlético Nacional-COL e tornou o camisa 9 a contratação mais cara na história do clube. Tudo isso enquanto ele era artilheiro do time colombiano na Libertadores.
Viveros foi um dos rostos do acesso e se manteve no Athletico para colher frutos na Série A. Foram 10 gols em 2025, o que despertou interesse de outros clubes. Mesmo assim, o colombiano decidiu ficar no Furacão e é o principal nome da campanha surpreendente na elite — a equipe é a terceira colocada, atrás apenas de Palmeiras e Flamengo.
O desempenho no Brasil quase levou Viveros à Copa do Mundo. O atacante esteve na pré-lista do técnico Néstor Lorenzo para defender a Colômbia no Mundial deste ano, mas ficou de fora na lista final.
O sucesso no Brasil surpreende quem acompanhou o surgimento de Viveros na Colômbia. Os passos do atacante no futebol do seu país não foram tão brilhantes quanto os dados por aqui.
Ele não teve protagonismo na Colômbia. Nem em Cali, nem no [Atlético] Nacional. Hoje em dia nos surpreende vê-lo brilhando no Brasil. Claramente, ele deu um salto de qualidade. Marina Granziera, jornalista da Caracol TV
Viveros nasceu em Buenaventura, na Colômbia. A cidade tem sua importância devido à atividade portuária e é referência no assunto no país.
A trajetória como jogador profissional começou no América de Cali. Ele ainda passou por Atlético de Cali e Itagui Leones até viver um momento agoniante na carreira.
Viveros ficou praticamente um ano sem clube. Após deixar o Itagui, o jogador ficou apenas treinando em 2021 enquanto esperava uma oportunidade e teve de usar outros meios para receber dinheiro e se manter.
Foi então que surgiu o Carabobo, da Venezuela. O ano foi mágico. Viveros marcou 21 gols em 34 jogos e ganhou o apelido de trem da torcida.
De lá, Viveros foi para o Deportivo Cali-COL e, em 2024, tentou o sonho europeu. Ele fechou com o Sarajevo, da Bósnia, mas a passagem ficou muito aquém do esperado.
O colombiano foi muito pouco aproveitado e jogou somente por 22 minutos em uma partida durante quatro meses. A volta à América do Sul foi a melhor solução: ele foi jogar no La Equidad — hoje Internacional de Bogotá — e depois se transferiu para o Atlético Nacional, onde fez sucesso e chamou atenção do Athletico.
O sucesso mexeu no valor de mercado do colombiano. Viveros praticamente dobrou seu valor, segundo o site Transfermarkt. Comprado pelo Athletico por R$ 27,5 milhões, hoje ele vale 10 milhões de euros (R$ 58,8 milhões na cotação atual).
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