Um dos confrontos das oitavas de final da Copa do Brasil é entre rivais interestaduais. E um deles precisa de uma verdadeira reviravolta para se classificar. É diante desse contexto que Corinthians e Internacional se enfrentam, na quinta-feira (6), às 20h (de Brasília), na Neo Química Arena.

Por estarem ambos na Série A do Brasileirão, os próximos adversários estrearam na competição já na quinta fase. Ambos tiveram níveis de enfrentamentos tranquilos nela, e passaram sem grandes problemas: o paulistas pelo Barra-SC, enquanto os gaúchos pelo Athletic Club.

Apesar da expectativa por um grande equilíbrio na ida, o desfecho dela deu uma grande vantagem para um dos lados: o Colorado venceu por 2 a 0. Agora, o Timão conta com a força dentro de casa para tentar conseguir uma virada que aumentaria sua confiança para o restante do torneio.

O clube viveu um início de ano bem abaixo do esperado. Isso porque tinha o mesmo plantél e comissão técnica que havia conquistado a Copa do Brasil, na reta final de 2025. Mas viu a continuidade do trabalho de Dorival Jr ir por água abaixo, após uma péssima sequência de resultados.

O escolhido para assumir a função foi Fernando Diniz, que teve um impacto imediato à frente da equipe. E o retrospecto pré-parada da Copa demonstra isso: venceu nove, empatou quatro e perdeu três, dos 16 desafios com treinador — no primeiro semestre.

O Corinthians confiava numa evolução ainda maior, depois do longo período livre para treinar. E voltou com tudo, ao vencer o Remo por 3 a 0. O problema é que viu o desempenho cair nos duelos seguintes: empatou com  Bahia (1 a 1) e Athletico-PR (0 a 0) e perdeu para o Inter (2 a 0).

O clube tinha a expectativa de passar por uma temporada mais tranquila, após quase ter sido rebaixado no Brasileiro — na anterior. E escolheu Paulo Pezzolano para ser o comandante desse objetivo. No entanto, seu início de trabalho foi marcado por pressão e turbulência.

Os apenas dois pontos dos primeiros 18 pontos em disputa no Brasileiro, além da perda do título do Estadual, fizeram o técnico balançar no cargo. Ainda assim, a diretoria optou por mantê-lo. E viu as coisas melhorarem, com aproveitamento de 63,3%, numa série de dez partidas (5V - 4E - 1D).

O tempo livre para trabalhar era a esperança do Internacional conseguir uma melhora. Os dois primeiros jogos, pós-retorno, geraram aflição: perdeu para o Cruzeiro (2 a 1) e Athletico-PR (2 a 0). Mas o empate com Flamengo (1 a 1) e vitória sobre o Corinthians (2 a 0) elavaram sua moral