Um dos embates reservados para as oitavas de final da Copa do Brasil será entre times que vivem anos decepcionantes, cada um dentro de suas pretensões. Chapecoense e Cruzeiro ficam frente a frente, no domingo (1), às 18h30 (de Brasília), na Arena Condá, pela ida do confronto.
Por estarem na Série A, os dois estrearam já na quinta fase da competição. E apesar de ambos ter conquistado a vaga no sufoco, tiveram níveis de enfrentamento diferentes nele: a Chape passou pelo Botafogo (2 a 1), enquanto a Raposa pelo Goiás (3 a 2).
Os próximos adversários se encontraram diversas vezes, num passado recente. Dentre essas, quatro foram pela Copa do Brasil. E ainda que não tenham vencido todos, os mineiros conseguiram a classificação nas duas oportunidades — em 2012 e 2017.
O clube iniciou a temporada sob muita empolgação. Até porque voltaria a disputar a primeira divisão do Brasileiro, após três edições. O problema é que as coisas desandaram desde o princípio dela. Não foi por acaso que trocou de treinador três vezes, ainda na metade inicial.
Gilmar del Pozzo começou 2026 à frente da equipe, foi trocado por Fábio Matias, que pouco tempo ficou no cargo. Rafael Lacerda foi o escolhido para assumir a função. O resultado disso: a Chapecoense é o lanterna do torneio nacional, e dificilmente escapa do rebaixamento.
A última esperança era para que o treinador conseguisse fazer uma verdadeira revolução coletiva, durante a parada da Copa. Os primeiros indícios do retorno, entretanto, não são nada bons: perdeu para o Bahia (2 a 0) foi goleado pelo Flamengo (4 a 0) e empatou com Santos (2 a 2).
O Cabuloso chegou para o ano sob altas expectativas. Fortaleceu ainda mais um elenco que já era bem forte, além de ter contratado um nome de peso para comandá-lo. O problema é que a relação entre Tite e os jogadores não deu liga, e ele acabou demitido em menos de três meses.
A diretoria do clube apostou tudo na chegada de outro treinador renomado, para ocupar o lugar deixado pelo ex-Seleção. O impacto de Artur Jorge foi imediato. É o que mostra o retrospecto pré-paralisação do Mundial: venceu dez, empatou cinco e perdeu três, em 18 partidas.
O Cruzeiro esperava que o tempo para treinar seria o que ele precisava para dar ainda mais sua cara ao time. E desde o retorno, ele se mostrou forte dentro de casa e abaixo fora: superou Internacional (2 a 1) e Coritiba (1 a 0) como visitante, e perdeu para o Botafogo (1 a 0) como mandante