A vitória de Lando Norris no Grande Prêmio da Hungria marca o fim da primeira metade da temporada de 2026. Depois da corrida de domingo (26), então, a Fórmula 1 retorna apenas no penúltimo fim de semana de agosto, com o GP da Holanda. Esse período de pausa serve como "férias" para pilotos e funcionários na elite do automobilismo, que proíbe o funcionamento das fábricas. Mas, afinal, por que isso acontece?

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A ideia é simples. Com o aumento gradativo do calendário da Fórmula 1, que se estabeleceu desde 2024 em 24 etapas por ano – maior número da história –, era necessário garantir que os funcionários tivessem algum tempo de descanso. Assim, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) estabeleceu, em regulamento, um período obrigatório de paralisação das atividades relacionadas à F1 durante 14 dias corridos.

Sim, as férias não são apenas acordos informais, mas, sim, uma regra prevista no artigo 24.1 do regulamento esportivo da F1. As equipes precisam escolher o período que entrará em pausa durante os meses de julho e agosto. Assim, os dias exatos de cada time ficam a critério da própria equipe, de acordo com suas estratégias e necessidades.

Na prática, isso significa que as fábricas precisam interromper as principais atividades de desenvolvimento dos carros durante o período escolhido. A pausa, no entanto, não impede qualquer tipo de trabalho: existem exceções previstas no regulamento e algumas atividades podem continuar normalmente.

Além do meio da temporada, há uma nova pausa forçada no fim do ano. A partir do dia 24 de dezembro, na véspera de Natal, a categoria entra em paralisação por nove dias corridos. As fábricas, então, podem voltar às atividades no dia 2 de janeiro.

A resposta curta é: não. Durante a pausa, as equipes ficam proibidas de desenvolver os carros de Fórmula 1, o que inclui atividades como o uso do túnel de vento e simulações de CFD voltadas ao projeto dos monopostos. A produção e o desenvolvimento de peças também são interrompidos, assim como a montagem de componentes e dos próprios carros.

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A restrição também vale para os funcionários e consultores envolvidos diretamente no design, no desenvolvimento e na produção dos carros. A exceção fica por conta de atividades realizadas no circuito para preparar os monopostos para a primeira corrida após o retorno da categoria.

O mesmo tipo de paralisação passou a ser aplicado às fabricantes de unidades de potência, responsáveis pelos motores da F1. Dessa forma, as equipes não podem simplesmente aproveitar o período de férias para continuar trabalhando no desenvolvimento dos carros ou das unidades de potência e obter vantagem sobre as rivais.

Ainda assim, o regulamento permite algumas atividades. Reparos em carros danificados na corrida imediatamente anterior à pausa podem ser realizados, desde que tenham autorização prévia da FIA. Serviços de manutenção também são permitidos, assim como trabalhos em projetos que não tenham relação com a Fórmula 1.

Portanto, as férias da Fórmula 1 não significam que todas as fábricas ficam completamente paradas. A regra serve, principalmente, para impedir o desenvolvimento dos carros durante um período determinado e garantir uma pausa obrigatória para os profissionais diretamente envolvidos na categoria.

Será necessário esperar quase um mês para voltar a acompanhar os carros em ação na pista. Para a dar continuidade a temporada de 2026, a Fórmula 1 retorna para o Grande Prêmio da Holanda, entre os dias 21 e 23 de agosto. A décima segunda etapa do ano acontece no Circuito de Park Zandvoort.

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