A Real Federação Espanhola de Futebol (Rfef), por meio do Comitê Técnico de Árbitros (CTA), divulgou as alterações nas regras e diretrizes de arbitragem que entrarão em vigor na temporada 2026/27 de La Liga. Algumas das mudanças já foram aplicadas durante a Copa do Mundo de 2026, enquanto outras representam atualizações de critérios utilizados nas temporadas anteriores.

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Entre as principais novidades estão o limite de tempo para substituições, novas medidas para lesões de goleiros, mudanças em cobranças de tiro de meta e ampliações nas situações revisáveis pelo VAR.

Uma das mudanças que passa a valer nas competições profissionais espanholas determina que o jogador substituído deverá deixar o campo em até dez segundos após a sinalização da troca.

Caso o atleta ultrapasse esse limite sem justificativa relacionada a lesão ou segurança, o substituto só poderá entrar na próxima interrupção após um minuto de bola rolando. Em substituições múltiplas, o prazo passa a contar a partir da indicação da última troca.

O futebol espanhol também participará do teste aprovado pela International Football Association Board (IFAB) para reduzir paralisações provocadas por supostas lesões de goleiros.

Quando o jogo for interrompido para atendimento ao goleiro, o treinador deverá indicar imediatamente um jogador de linha para deixar o gramado. Esse atleta precisará permanecer fora por pelo menos um minuto após a retomada da partida. Caso não haja indicação em até dez segundos, o capitão da equipe será retirado automaticamente.

A regra prevê exceções para situações envolvendo sangramento, faltas que exijam atendimento imediato ou choques entre goleiros e jogadores de linha.

Outra novidade permite ao árbitro aplicar vantagem em cobranças executadas de maneira irregular, desde que o adversário obtenha imediatamente a posse clara da bola.

Nos pênaltis, a regra sobre o duplo toque foi atualizada. Caso o cobrador toque duas vezes involuntariamente na bola e marque o gol, a cobrança será repetida. Se desperdiçar a tentativa, o pênalti será considerado perdido.

Também haverá punições para equipes que atrasarem reinícios de jogo. Em cobranças de lateral, a posse poderá ser entregue ao adversário. Já em tiros de meta, o atraso poderá resultar em escanteio para o time rival após contagem regressiva de cinco segundos realizada pelo árbitro.

O CTA também esclareceu uma situação que gerou debate na última temporada. A partir de agora, se o goleiro executar um tiro de meta e um companheiro tocar deliberadamente na bola com a mão dentro da área antes de colocá-la em jogo, a infração será punida com pênalti.

A alteração busca uniformizar a interpretação dos árbitros em lances semelhantes aos registrados recentemente no futebol espanhol.

O protocolo do VAR foi ampliado para incluir novas situações revisáveis. Entre elas está a possibilidade de correção de uma segunda advertência que resulte em expulsão quando houver erro claro na aplicação do cartão.

Também passam a ser revisáveis erros de identidade, quando o árbitro aplica cartão amarelo ou vermelho ao jogador errado. Nesses casos, a revisão será limitada à identificação do infrator, sem reanálise da infração em si.

Outra novidade envolve escanteios concedidos de forma claramente equivocada. O VAR poderá recomendar a correção da decisão desde que a revisão seja imediata e não provoque atraso na retomada da partida.

Além disso, a tecnologia poderá intervir em determinadas infrações cometidas antes da cobrança de faltas ou escanteios ofensivos, desde que tenham impacto direto em gols, chances claras de gol ou expulsões.

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