247 – A Federação de Futebol da Nova Zelândia (NZF) retirou nesta sexta-feira (14) seu apoio ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, e defendeu uma apuração independente sobre a tentativa frustrada de abrir a entidade máxima do futebol a investidores privados.

As informações foram publicadas originalmente pela Folha de S.Paulo. A decisão da NZF amplia a pressão sobre Infantino, alvo de críticas após uma carta aberta assinada por três confederações — Europa, América do Norte, Central e Caribe, e Ásia — que acusaram o dirigente de romper a confiança “por meio de artimanhas”.

Em comunicado, a federação neozelandesa afirmou que a crise interna da Fifa exige uma resposta institucional. “Após cuidadosa análise, a NZF concluiu que determinadas decisões e ações dentro da Fifa contribuíram para a deterioração da confiança e o aumento da divisão no futebol internacional”, disse a entidade.

A NZF também defendeu que o caso seja submetido a uma avaliação externa. “É necessária uma revisão independente para restabelecer a confiança e a credibilidade”, afirmou.

O posicionamento ocorre em meio a suspeitas de que parte das confederações contrárias a Infantino queira pressioná-lo a deixar o cargo antes de uma eventual candidatura à reeleição, prevista para março de 2027. O ítalo-suíço, de 55 anos, preside a Fifa desde 2016.

A federação da Nova Zelândia afirmou ainda que a crise pode servir para fortalecer os mecanismos de controle dentro da entidade. “Este momento representa uma oportunidade para que todas as associações-membro da Fifa defendam uma governança mais sólida, prestação de contas e transparência, elementos fundamentais para manter a confiança na gestão do futebol mundial”, acrescentou a NZF.

O comunicado foi divulgado depois de uma reunião da Confederação de Futebol da Oceania (OFC), realizada na quarta-feira (12). A NZF integra a entidade regional, que também se manifestou sobre o impasse.

A OFC declarou ver com satisfação o arquivamento do plano de investimento privado, mas não pediu a saída de Infantino. “Boa governança, transparência e respeito aos processos institucionais estabelecidos são fundamentais para a gestão eficaz e o desenvolvimento sustentável do futebol”, afirmou a confederação.

A Fifa reagiu às críticas e acusou as confederações dissidentes de tentarem “minar” a entidade e seu presidente. Até o momento, porém, a pressão pública sobre Infantino ganhou novo peso com a retirada formal de apoio por parte da federação neozelandesa.

❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com [email protected].

✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no Telegram do 247 e no canal do 247 no WhatsApp