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As décadas passam, a indústria muda, mas uma coisa permanece igual: a melhor publicidade que existe para um carro (ou pelo menos a mais legal) é vencer corridas. E a Ford pelo visto acredita nisso, pois a fabricante do oval azul acaba de anunciar seu retorno ao Campeonato Mundial de Rali (o WRC, claro) com uma equipe de fábrica.
O retorno está marcado para 2028, com uma nova parceria com a equipe M-Sport sob a chancela da Ford Racing. Dito isso, já no ano que vem a M-Sport disputará o WRC com uma versão atualizada do Ford Fiesta Rally2.
Será a primeira vez que a Ford terá uma equipe de fábrica propriamente dita no WRC desde 2012. Claro, de lá para cá sempre vimos os carros da marca na competição — a questão é que todos eles eram inscritos por equipes privadas, sem o suporte oficial da fabricante (o que inclui, claro, recursos financeiros e técnicos, além de pessoal e questões administrativas). E a própria parceria com a M-Sport também tem tradição — a equipe foi a responsável pelo programa oficial da Ford no WRC entre 1997 e 2012, chegando a conquistar títulos em 2006 e 2007 com o Ford Focus. E nem precisamos mencionar que a Ford já participa do Mundial de Rali há cinco décadas, faturando seu primeiro título em 1979 com o Escort RS1800 conduzido por nomes lendários como Hannu Mikkola, Björn Waldegård e Ari Vatanen.
Mark Rushbrook, o diretor global da Ford Racing, comemorou a nova etapa na nota oficial à imprensa. “Enquanto celebramos os 125 anos da Ford Racing, nosso legado de 50 anos no WRC se destaca como um dos nosso maiores orgulhos por sua ligação direta com os carros divertidos e empolgantes que saíram de lá. Mal podemos esperar para competir novamente nos ralis em 2028 e além”. (Dalmo Hernandes)
Embora não tenha o mesmo peso de ícones como a F40 ou a F50, a Ferrari 550 Maranello certamente representa uma era icônica para a marca. Ela é uma relíquia de quando o pessoal de Modena fazia grand tourers com motor V12 dianteiro e câmbio manual, e seu design noventista envelheceu muito bem. Naturalmente, agora que ela completou 30 anos e seu status de clássico é inquestionável, os exemplares à venda em leilões também estão subindo de preço e quebrando recordes.
O carro em questão foi vendido em um leilão online promovido pela agência Joopiter. Após 43 lances, a 550 Maranello foi arrematada por US$ 2,7 milhões (pouco mais de R$ 14 milhões em conversão direta) — bem mais que os US$ 800.000-1,3 milhão estimados inicialmente. De acordo com a Joopiter, a cifra é quatro vezes maior que o recorde anterior, cujo valor exato não foi divulgado.
Claro, não se trata de qualquer 550 Maranello, e sim do carro que Michael Jordan, possivelmente a maior lenda do basquete, comprou novo em 1997. A Ferrari está em perfeitas condições, parece nova, e carrega a placa personalizada “MJ 5”.
Michael Jordan vendeu o carro em 2002 e, depois disso, o esportivo passou mais de duas décadas longe dos holofotes. Quem finalmente colocou um fim a esse mistério foi John Temerian, CEO da Curated — loja especializada em supercarros clássicos —, que passou cerca de dez anos cruzando históricos e registros de concessionárias da Ferrari. Ele acabou localizando a 550 Maranello na Califórnia, nas mãos de um proprietário de longa data que jamais a havia anunciado publicamente. Empolgado com o achado, Temerian comprou o carro antes mesmo de vê-lo pessoalmente.
Pintada na clássica tonalidade Rosso Barchetta com interior em couro caramelo, esta 550 em especial carrega um peso histórico difícil de replicar. Ela foi entregue a Jordan em maio de 1997, em pleno auge da sua trajetória no Chicago Bulls, e a imagem do camisa 23 ao volante poucas horas após conquistar seu quinto título da NBA, em junho daquele mesmo ano, ajudou a eternizar o modelo muito além da bolha dos colecionadores. Em uma feliz coincidência, o carro retornou a Chicago em 29 de maio de 2026, exatos 29 anos após sua entrega original a Jordan. (Dalmo Hernandes)
Fernando Alonso não vai parar. A Aston Martin confirmou que o espanhol continuará como piloto da equipe em 2027, ao lado de Lance Stroll, estendendo por mais uma temporada uma carreira que começou na Fórmula 1 em 2001. Quando alinhar no grid no ano que vem, Alonso terá 46 anos.
É uma carreira tão longa que dá para colocar a coisa em perspectiva: Alonso estreou na F1 pela Minardi quando Franco Colapinto, Oliver Bearman, Oscar Piastri, Kimi Antonelli, Liam Lawson, Arvid Lindbad e Isack Hadjar sequer eram nascidos e o Verstappen do grid era Jos, que tinha a mesma idade de Max atualmente.
Ele chegou a admitir neste ano que o GP da Espanha de 2026 poderia ser sua última corrida em Barcelona, mas resolveu continuar. Alonso também disse que demorou para tomar a decisão, mas ainda acredita ter velocidade e determinação para competir em alto nível — e, principalmente, que ainda acredita no projeto da Aston Martin.
Esse talvez seja o ponto mais interessante. A Aston Martin passou 2026 muito abaixo do que se esperava do novo projeto com Honda e Adrian Newey, embora tenha mostrado alguma evolução ao longo do ano. Mesmo assim, Alonso aparentemente acha que ainda há algo para buscar em 2027. (Leo Contesini)
Surpreendendo um total de zero leitores do FlatOut, a Volvo desistiu de se dedicar exclusivamente aos elétricos e voltará a oferecer o SUV XC40 em versão híbrida no mercado brasileiro. A mudança de planos está alinhada com o que toda a indústria tem feito — percebendo que ainda existe demanda por combustão interna e tecnologia híbrida, não há porque apressar a transição para os carros totalmente elétricos.
A novidade chegará ao Brasil no primeiro semestre de 2027 na versão híbrida leve (MHEV) — movimento confirmado pelo presidente da marca, Marcelo Kronemberger, à rede de concessionárias. A decisão reforça a mudança de rumo da Volvo, que pisou no freio na meta de virar 100% elétrica para apostar em uma estratégia “multienergia”. Sob o capô, o conjunto de 48 V ligado ao motor 2.0 turbo a gasolina é a chave para enquadrar o SUV nas normas locais para emissões, posicionando o modelo como alternativa de entrada abaixo dos híbridos plug-in XC60 e XC90, e convivendo com os elétricos EX40 e EC40.
O retorno coincidirá com a atualização da linha que a Volvo apresentou recentemente. Por fora, as mudanças são sutis: grade, para-choques e capô redesenhados, além dos faróis “Martelo de Thor” afilados e novos grafismos nas lanternas. Por dentro, o destaque é a nova central multimídia com tela de 11,2 polegadas, interface atualizada com assistente de IA Google Gemini e arquitetura simplificada. O pacote de segurança também foi reforçado por novos sensores e câmeras, trazendo recursos como alerta de abertura de portas para ciclistas e visão 360° em 3D.
A Volvo ainda não divulgou versões ou preços para o mercado nacional, mas estas informações não devem demorar para aparecer. (Dalmo Hernandes)
A Ford aproveitou os 65 anos da fábrica de General Pacheco, na Argentina, para mostrar duas das novas versões da Ranger que serão produzidas por lá em 2027: a Tremor e a PHEV flex