Dos 128 participantes da Série Prata, dez são batizadas com nomes de times da Alemanha, Inglaterra e
Itália
O Borrussia VPA representa a comunidade da Vila Padre Anchieta e atrai grande público aos seus jogos (Divulgação)
Não existe instante mais decisivo para a montagem de uma equipe do futebol amador do que a escolha do seu nome. É uma decisão que mostra disposição de representar a comunidade, reforçar um fato inusitado ou homenagear uma equipe de preferência. Nos últimos anos, Campinas foi invadida por uma quantidade expressiva de times com escudos e camisas que lembram o continente europeu. Os dirigentes não escondem que é uma estratégia para reforçar a identificação com equipes da Inglaterra e da Espanha, que são acompanhadas pela televisão ou pelas redes sociais.
Na atual edição da Série Prata, são dez equipes inseridas na competição que levam nomes de times europeus. São elas: Shalk 05, Bayern Itajaí, Borussia UPA, Arsenal do Jardim Yeda, Parma F.C, Manchester F.C CPS, Chelsea F.C, Manchester CB, Lazio Rossin e Leverkusen F.C.
Presidente e fundador do Borussia UPA, Diego Felipe Ferreira Lima conta que a equipe foi fundada no dia 8 de março de 2020, às vésperas da pandemia do novo coronavírus. Tudo criado a partir do desejo de três amigos, que almejavam conduzir uma equipe já existente, intitulada Aliança Barcelona, e que tinha sido descontinuada por seu proprietário. O nome foi alterado devido ao fato de que o Borússia era uma equipe forte na Alemanha e dona de uma torcida fanática.
Diego Lima afirma que, em uma conjuntura normal, seria natural batizar a equipe com o nome de uma equipe nacional, mas alguns obstáculos atrapalham a realização desse desejo. “Seria uma desvalorização nós, como brasileiros, utilizarmos nomes de equipes europeias. Porém, existe muito preconceito com os times do país, Muito se fala sobre ser fiel aos times e ao futebol brasileiro, mas todo jogador sonha em ir jogar na Europa”, explicou o dirigente do Borussia. “A Série Prata mesmo é uma prova viva que os principais times que estão na Ouro mantêm os nomes mais tradicionais, como os de bairros, mas a nova geração de times chegam com força. O Borussia VPA (Vila Padre Anchieta), mant[em o nome do bairro e representa a quebrada”, disse Diego.
Para reforçar o conceito, ele afirma que 90% dos jogadores são oriundos da Vila Padre Anchieta. Por isso, existe a decisão de colocar o escudo VPA acima da letra “B” de Borussia, referente à equipe alemã. “Nós admiramos aquilo que o futebol tem de melhor, independentemente de região, classe social, raça ou cor. O futebol é universal e é uma paixão da Antártida até o polo norte”, arrematou.
Saullo Arcanjo, comandante do Bayern Itajaí, relata um caminho mais curioso até chegar ao nome. Ele conta que, no início do projeto, em 2014, existia a dúvida sobre o nome que seria dado à equipe. A meta era encontrar algo que chamasse atenção dos fãs do futebol amador, mas sem renegar a comunidade do Parque Itajaí. “Nessa época, o time alemão estava em grande momento e eu já acompanhava muito a história do clube, que é maravilhosa, focado na excelência (na formação do atleta) desde a criança. Nossa ideologia não é ser apenas um time de futebol, mas, de alguma forma, impactar pessoas”, disse Arcanjo.
Sobre a decisão de descartar um time brasileiro, a explicação é muito simples, segundo ele. “Seria bem mais difícil um time amador com nome de Corinthians, por exemplo. Talvez um jogador ou um torcedor muito fiel ao Palmeiras não simpatizasse pelo time com o nome do arquirrival. Mas quero enfatizar que é minha opinião”, disse o dirigente, que não se arrependeu da decisão tomada. Pelo contrário. Para ele, muitos dividendos foram colhidos. Mas ele admite que existem exceções e devem ser comemoradas. “O campeão dos dois últimos campeonatos da cidade carrega o nome de Flamengo (sediado no Jardim Mônica) , um dos times mais antigos da cidade e com uma história fantástica”, disse o dirigente do Bayern Itajaí. “A escolha por nomes europeus é por simpatia com a equipe estrangeira. E nota-se que, na maioria dos casos, o nome estrangeiro vem composto da região de que a equipe amadora é oriunda”, completou Saullo Arcanjo.
Em outros casos, o time europeu é perpetuado dentro da própria comunidade. Luis Fernando do Prado é um dos idealizadores, treinador e jogador do Hipermaster do Arsenal do Jardim Yeda e revela a trajetória inusitada da equipe. “No início, o meu time nem chamava Arsenal, era um outro nome e eles pararam. Daí peguei o nome deles”, disse Prado. Os jogos começaram a partir de 1991, e a entrada no futebol amador ocorreu no ano 2000. Agora, além do time principal, o Arsenal também tem o Hipermaster e existem planos para a montagem de uma equipe feminina. “A Copa Feminina será aqui no Brasil e as mulheres, graças a Deus, estão em alta”, arrematou.
Nada Consta 3 x 0 Uruguai Esporte ClubeR16 F.C 3 x 0 Milan Satélite IrisBrasil do Uruguai 0 x 3 Ousados Vida NovaE.C Botafogo PLB 0 x 1 União Barbarense F.CMoscou F.C 2 x 3 Favela F.CReal Sirius 2 x 2 Estrela do GuetoJuventus Puccamp 1 x 2 Unidos da Vila FormosaMolekes Sonhadores 0 x 1 Real São JoséTranqueiras 1 x 2 GalacticosSão Luiz 0 x 3 Defensor F.CGueto 2 x 1 Fanáticos F.CProblemáticos F.C 1 x 3 MatinaClube Atlético Columbia 3 x 2 Manchester F.C CPSBangu F.C 5 x 0 Palmeirinha F.CRua 3 F.C 3 x 2 União Padre AnchietaComplexo C. Grande 9 x 2 E.UniãoManchester CB 3 x 2 São Fernando F.CC.R Celeste 2 x 7 Ayizan F.CC.A Lafayete 0 x 1 Nóbrega F.CReal Eulina E.C 0 x 0 Rosália F.CSTP Sociedade JMT 3 x 0 Geru F.CLazio Rossin 1 x 3 DZ 7 Futebol ClubeChelsea F.C 3 x 0 Real AméricaPingão 3 x 1 Imperial Vida NovaLeverkusen F.C 0 x 2 Jd Nova AméricaUnidos da Singer 0 x 4 Atlético SingerPolêmicos F.C 4 x 5 São Paulo F.CUnidos JD Mercedes 1 x 0 Ouro Verde F.C