O Campeonato Brasileiro de 2007 foi marcado por uma disputa intensa e pela afirmação de um dos times mais consistentes da era dos pontos corridos. Cada rodada representava um desafio tático enorme, exigindo regularidade, força mental e elencos qualificados para suportar a maratona da competição nacional em busca da glória máxima. O Lance! relembra Grêmio 0 x 2 São Paulo no Brasileirão 2007.

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O São Paulo, sob a batuta rigorosa do técnico Muricy Ramalho, vivia exatamente esse processo de consolidação de sua identidade e dominância. Com uma defesa que se tornaria histórica e um meio-campo extremamente combativo, a equipe do Morumbi viajava para o Sul do país sabendo que uma vitória fora de casa poderia mudar de vez os rumos de sua campanha no torneio.

Do outro lado, o Grêmio, treinado por Mano Menezes, apostava todas as suas fichas na força de sua apaixonada torcida e na mística do seu estádio. Atuar em casa era sinônimo de pressão asfixiante sobre os adversários, e o Tricolor Gaúcho confiava no talento de jogadores como Tcheco, Diego Souza e Tuta para furar o forte bloqueio defensivo paulista e somar três pontos fundamentais.

Foi com essa atmosfera de decisão e muita expectativa que as duas tradicionais potências do futebol nacional se enfrentaram na noite de 5 de agosto de 2007. O histórico Estádio Olímpico, em Porto Alegre, recebeu um grande público de mais de 23 mil presentes para acompanhar o aguardado duelo válido pela 17ª rodada, em uma partida que entraria para a história da competição.

Contrariando a pressão inicial esperada pelos donos da casa, o embate Grêmio 0 x 2 São Paulo no Brasileirão 2007 terminou com uma imponente e irrepreensível vitória visitante. Com gols precisos, inteligência tática e muita obediência defensiva, a equipe paulista assumiu a liderança definitiva do campeonato e iniciou ali, naquele 5 de agosto, a sua inesquecível arrancada rumo ao pentacampeonato brasileiro.

O roteiro da partida foi desenhado a favor dos visitantes logo nos primeiros instantes. Longe de se intimidar com o ambiente sempre hostil do Estádio Olímpico, o São Paulo começou o jogo de forma avassaladora, focado em aproveitar qualquer pequena brecha. A objetividade surtiu efeito logo aos dois minutos do primeiro tempo: o atacante Borges aproveitou um cruzamento preciso, finalizou com extrema categoria e abriu o placar, silenciando a torcida gremista e ditando o ritmo de controle do duelo.

Em desvantagem no marcador, o Grêmio tentou adiantar suas linhas e buscar o empate, mas esbarrou no grande trunfo são-paulino daquela temporada: a solidez defensiva. A equipe de Muricy Ramalho demonstrou enorme inteligência tática, armando uma verdadeira muralha com o trio de zaga formado por Breno, Miranda e Alex Silva. Além disso, o meio-campo fortemente guarnecido por nomes como Josué, Richarlyson e Jorge Wagner foi impecável em neutralizar as jogadas de criação da equipe gaúcha.

Com o relógio correndo contra, o técnico Mano Menezes tentou colocar o Grêmio ainda mais para frente no segundo tempo, acionando jogadores como Kelly e Douglas. O time mandante pressionou, mas a retaguarda tricolor paulista seguiu impassível. Quando os donos da casa se lançaram quase de forma desesperada ao ataque nos minutos finais em busca de um empate salvador, o São Paulo encontrou o cenário perfeito para o contra-ataque.

O golpe de mestre veio aos 42 minutos da etapa complementar. O atacante Diego Tardelli, que havia saído do banco de reservas na vaga de Borges, partiu em jogada individual. Encontrando muito espaço à frente da área, ele ajeitou e desferiu um belo e forte chute de longa distância. Um verdadeiro golaço que sacramentou os 2 a 0 definitivos no placar. O apito final confirmou a posse da liderança da Série A para o São Paulo, posição emblemática que o clube não perderia mais até levantar a taça de campeão no fim do ano