O Campeonato Brasileiro de 2010 reservou uma campanha de grande recuperação para o Grêmio durante o segundo turno. Sob o comando do ídolo e técnico Renato Gaúcho, a equipe engatou uma sequência positiva para se afastar da parte inferior da tabela e começar a sonhar com as primeiras posições. No entanto, o time vinha de dois tropeços indigestos atuando em casa, acumulando uma derrota para o Palmeiras e um empate com o Flamengo. O Lance! relembra Grêmio 4 x 2 São Paulo no Brasileirão 2010.

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Do outro lado, o São Paulo, dirigido pelo técnico interino Sérgio Baresi, também buscava consistência para subir na tabela de classificação. A equipe paulista apostava em um sistema com três zagueiros de ofício (Miranda, Alex Silva e Xandão) para garantir segurança defensiva, enquanto confiava na velocidade do jovem Lucas e de Marlos para municiar o experiente atacante Ricardo Oliveira na frente.

Foi nesse cenário de necessidade de afirmação que as duas camisas pesadas do futebol brasileiro se encontraram na noite de quarta-feira, dia 29 de setembro de 2010. O palco do duelo foi o icônico Estádio Olímpico Monumental, em Porto Alegre, que recebeu mais de 25 mil torcedores dispostos a apoiar a equipe para espantar de vez o "fantasma" dos maus resultados recentes como mandante.

Quando a bola rolou para o confronto Grêmio 4 x 2 São Paulo no Brasileirão 2010, o que se viu foi um duelo repleto de alternativas, falhas defensivas e muita emoção. O Tricolor Gaúcho iniciou a partida com um domínio total das ações, finalizando o dobro de vezes em relação ao adversário no primeiro tempo e explorando de forma letal a surpreendente deficiência paulista nas jogadas de bola aérea.

Apesar de abrir uma vantagem confortável e de ver o São Paulo buscar o empate no início da etapa final, o Grêmio demonstrou maturidade para não se abalar. Com um show particular do centroavante André Lima e aproveitando os vacilos do sistema defensivo adversário, os donos da casa selaram um triunfo espetacular que rendeu até gritos de "olé" da arquibancada, confirmando a melhor campanha do segundo turno até aquele momento.

O domínio do Grêmio nos primeiros 45 minutos foi absoluto. Aos 29 minutos, após cobrança de escanteio e desvio do zagueiro Paulão no alto, a bola ficou viva na pequena área e André Lima se atirou de carrinho para estufar a rede, abrindo o placar. Aos 40 minutos, a falha defensiva paulista foi ainda mais evidente: Edílson cruzou, a zaga parou, e André Lima subiu completamente sozinho para desviar de cabeça e fazer 2 a 0, tirando o goleiro Rogério Ceni do lance.

O São Paulo, que encontrava enormes dificuldades para criar jogadas, achou um alento aos 42 minutos em um lance muito contestado pelos donos da casa. Marlos caiu na área entre dois marcadores, e o árbitro Ricardo Marques Ribeiro marcou pênalti, aplicando cartão amarelo ao zagueiro Paulão, que esbravejou negando o toque. Rogério Ceni foi para a cobrança, bateu firme no canto esquerdo e venceu o goleiro Victor, diminuindo o prejuízo antes do intervalo.

No segundo tempo, o São Paulo voltou mais incisivo e chegou ao empate logo aos 7 minutos com um golaço. Marlos partiu para cima da marcação de Gilson, cortou para o meio e bateu colocado no canto direito de Victor. O empate, que parecia reviver os pesadelos recentes da torcida no Olímpico, acabou servindo apenas de combustível para o time de Renato Gaúcho retomar o controle da partida.

Aos 22 minutos, o volante são-paulino Cléber Santana cortou uma bola na área com a mão. Pênalti marcado para o Grêmio, que o atacante Jonas cobrou com perfeição no alto para fazer 3 a 2. O golpe final veio aos 29 minutos: o lateral Lúcio chutou rasteiro, Rogério Ceni falhou feio e soltou a bola nos pés do atacante Diego, que não perdoou e mandou para as redes, decretando o inesquecível 4 a 2 no marcador