Após muito tempo de espera, chegou a hora do início das oitavas de final da Copa do Brasil. E um dos embates coloca uma rivalidade interestadual à prova. Internacional e Corinthians se enfrentam, no domingo (2), às 19h30 (de Brasília), no Beira-Rio, pela ida do confronto.

Por estarem na Série A, os times estrearam na competição já na quinta fase. Ambos tiveram níveis de enfrentamentos tranquilos nelas, e passaram sem grandes problemas: o Colorado pelo Athletic Club, enquanto o Timão pelo Barra-SC.

Os próximos adversários se encontraram em três edições da Copa do Brasil, na história. É bem verdades que os gaúchos conseguiram a classificação em duas oportunidades — 1992 e 2017. Só que na única vez que levaram os paulistas melhor, foi na grande final de 2009.

Após se livrar do rebaixamento na rodada final, em 2025, o clube esperava ter uma temporada mais tranquila. Mas o começo dela esteve longe de atender às expectativas. Não à toa, perdeu o Estadual e conquistou apenas dois dos 18 primeiros pontos em disputa no Brasileirão.

A diretoria opotou por manter Paulo Pezzolano à frente da equipe. E a decisão se mostrou acertada, já que emplacou um aproveitamento de 63,3%, numa sequência de dez desafios (5V - 4E - 1D). Só que perdeu os dois últimos, antes da parada da Copa, o que gerou certa desconfiança.

O longo período para treinar, livre e jogos, poderia ser o que o argentino precisava para fazer os ajuster necessários. O retrospecto pós-retorno, entretanto, indica que esse não foi bem aproveitado: perdeu para o Cruzeiro (2 a 1) e Athletico-PR (2 a 0); e empatou com Flamengo (1 a 1).

O clube chegou para o anos com as expectativas elevadas. Afinal, estava com mesmo plantel e treinador que havia conquistado a Copa do Brasil — na reta final de 2025. Porém, uma série negativa de resultados culminou na demissão de Dorival Jr. E Fernando Diniz assumiu seu lugar.

O impacto da chegada do treinador foi imediata. Não foi por acaso que perdeu a primeira apenas no oitavo desafio do trabalho. E foi para paralisação do Mundial com bom retrospecto: foram nove vitórias, quatro empates e apenas três derrotas, em 16 embates.

Diniz queria muito o tempo livre de jogos que teve, para dar ainda mais  sua cara ao time. E apesar de estar invicto, desde a volta, é evidente que poderia ter ido um pouco melhor: superou o Remo (3 a 0); e depois ficou no empate com Bahia (1 a 1) e Athletico-PR (0 a 0)