O Internacional sofreu um transfer ban preventivo nesta quinta-feira (8), após apresentar um plano para parcelar cerca de R$ 31 milhões em dívidas. A medida foi aplicada pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), responsável por fiscalizar as regras de fair play financeiro da CBF.

Na prática, a decisão cria novas restrições para o clube na contratação de jogadores. O Inter precisará cumprir algumas exigências financeiras e receber autorização do órgão para registrar novos atletas. O Colorado, porém, já está impedido de inscrever reforços por causa de duas punições anteriores da Fifa.

A situação está ligada a um plano de parcelamento de dívidas apresentado pelo Internacional à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), em 4 de setembro. A proposta prevê o pagamento de aproximadamente R$ 31 milhões a credores do futebol. O valor ainda pode aumentar caso outros credores decidam participar do acordo.

Pelas regras do fair play financeiro da CBF, a adesão a esse tipo de plano pode levar à aplicação de restrições preventivas. A medida busca evitar que clubes com dificuldades financeiras assumam novos compromissos sem ter condições de arcar com os pagamentos.

O Grêmio passou por uma situação semelhante em agosto, tornando-se o primeiro grande clube brasileiro a receber esse tipo de bloqueio desde a entrada em vigor das novas regras, em janeiro de 2026.

Com a punição, o Inter terá de cumprir uma série de condições para conseguir autorização para registrar novos jogadores. Entre elas, está a necessidade de manter um saldo positivo nas negociações de atletas, respeitando os valores arrecadados com vendas e os gastos com contratações.

O clube também precisará controlar os gastos com salários. De acordo com as regras, a folha salarial dos jogadores e da comissão técnica deve respeitar a média dos seis meses anteriores à entrada no plano de parcelamento.

Apesar da nova punição, a situação do elenco não muda imediatamente. O Internacional já enfrenta dois bloqueios impostos pela Fifa, relacionados a dívidas nas contratações do zagueiro Juninho, junto ao Midtjylland, da Dinamarca, e do lateral-esquerdo Ramon, que veio do Olympiacos, da Grécia.

O Internacional informou que pediu o parcelamento das dívidas como parte do processo de reorganização financeira do clube. Em comunicado, o Colorado afirmou que está seguindo os procedimentos previstos nas regras da CBF.

Para tentar retirar as restrições, o clube precisará avançar nas negociações com os credores e chegar a um acordo com a ANRESF. O compromisso deverá definir as condições de pagamento das dívidas e as medidas necessárias para manter as contas sob controle nas próximas temporadas.

O caso aumenta a pressão sobre a diretoria colorada, que terá de buscar soluções para as pendências financeiras sem prejudicar o planejamento do futebol. Até que a situação seja regularizada, o registro de novos reforços continuará sujeito às exigências dos órgãos responsáveis.

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