Os atletas da NFL estão em pé de guerra com os clubes depois da Copa dos EUA que colocaram grama natural nos campos onde havia grama sintética.

Os atletas da NFL querem que mantenham a grama natural porque ela protege os jogadores.

Essa é uma polêmica real e muito forte que tomou conta do esporte norte-americano recentemente, impulsionada pelo contraste gerado pela Copa do Mundo da Fifa.

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A campanha organizada pelo sindicato dos jogadores da NFL (NFLPA) foi batizada como Vale o Custo.

Um estudo feito pela própria NFL sobre a grama sintética constatou números impressionantes de desfavorecimento.

Trechos do relatório, com aval do Departamento de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da USP, para quem quiser se aprofundar no tema, seguem abaixo:

O Dossiê do Sindicato (NFLPA): Os Números que Comprovam o Risco do Sintético - Os Dados Oficiais divulgados pela NFLPA

Com base em análises de múltiplos anos de relatórios de lesões da própria liga, o sindicato dos jogadores da NFL (NFLPA) consolidou estatísticas alarmantes que diferenciam o impacto do piso sintético em comparação à grama natural.

Os números evidenciam que a superfície artificial impõe um estresse biomecânico desproporcional sobre os membros inferiores:

a) Taxa Geral de Lesões: Os atletas apresentam uma incidência 28% maior de lesões não-contato nas extremidades inferiores quando jogam ou treinam em grama artificial em relação à grama natural.

b) Lesões de Joelho: O risco de lesões ligamentares no joelho (como rupturas de Ligamento Cruzado Anterior (LCA) e Ligamento Cruzado Posterior (LCP)sem contato físico é 32% superior nos gramados sintéticos.

c) Tornozelos e Pés: O dado mais drástico ocorre nas articulações distais. O índice de lesões sem contato em pés e tornozelos disparou 69% nos campos de plástico e borracha.

d) Cirurgias de Fim de Temporada: Estudos epidemiológicos complementares publicados com base nessas janelas competitivas apontam que a probabilidade de um atleta sofrer uma lesão grave o suficiente para exigir cirurgia de encerramento de temporada é 60% maior no tapete sintético do que na grama natural (Odds Ratio = 1.60), ou seja, a razão de chances para lesões é 60% maior de ocorrer no grupo exposto (por exemplo, os atletas que jogam no gramado sintético) em comparação ao grupo de referência (os que jogam na grama natural). Aplicando esse número ao contexto que discutimos sobre as lesões que encerram a temporada:

e) O Grupo de Referência (Grama Natural): Imagine que, em uma proporção padrão, um determinado número de atletas se lesione na grama natural.

f) O Grupo de Exposição (Grama Sintética): Com um OR de 1,60, a chance desse mesmo tipo de lesão grave acontece com um acréscimo de 60%.

g) Na Prática Médica/Estatística: Não significa que o risco absoluto é de 60% (o risco real depende da incidência total da lesão), mas sim que o risco relativo de sofrer aquela lesão específica é 1,6 vez maior no piso sintético do que no natural. Para cada 10 lesões esperadas em grama natural, estatisticamente espera-se cerca de 16 sob as mesmas condições no sintético.

Caros leitores, o cerne científico defendido pela classe médica ligada ao esporte é o coeficiente de atrito excessivo do sintético e a falta de cedimento do solo sintético.

Ao contrário da grama natural — cujas raízes e camada de solo turfoso permitem que a grama arranque ou "ceda" diminuindo o atrito contra as articulações quando o atleta finca a chuteira sob alta carga rotacional —, o composto sintético trava o solado da chuteira de forma abrupta. Toda a energia cinética e o torque gerados em uma mudança de direção ou freada brusca, em vez de serem dissipados pelo deslocamento do solo, são transferidos diretamente para as estruturas articulares e ligamentares (joelhos e tornozelos) do jogador. O gramado sintético é bonito, mas ordinário.

1º aspecto — Desconstrução da Distribuição por Gravidade (Dias Perdidos)