A Medida Provisória assinada por Lula (PT) que encerrou a operação das bets no Brasil nesta sexta (26) repercutiu mundo afora. Na Argentina, a imprensa questionou sobre como isso pode afetar o domínio financeiro dos clubes brasileiros no continente, enquanto na Espanha, a pergunta é se as casas de apostas acabaram no país.

Apostas não são mais permitidas. Desde a assinatura da MP pelo Presidente da República no início da noite de ontem, não é mais possível entrar nos sites e fazer apostas. Os apostadores terão até 5, às 23h59, para retirarem seus saldos e, no dia seguinte, as casas não poderão fazer publicidade.

Olé descreve decreto como golpe no futebol brasileiro. O diário argentino ressaltou o alto valor em patrocínios com as bets, que chega a 162 milhões de dólares (R$ 840 milhões) e, em 2027, poderia ultrapassar a casa do bilhão. A publicação ainda falou do apelo popular da medida, com 75% dos brasileiros sendo a favor da proibição, e falou da reclamação do Flamengo, que falou em prejuízo no futebol feminino, base e marketing.

Times choram por contratos que romperam no passado

Proibir bets não é ação eleitoreira; é humanitária

Jornal questiona sobre como isso afeta os times argentinos. O Olé fala sobre a complexidade legal em jogos em outros países e quando os clubes portenhos forem jogar no Brasil. Estudiantes e Boca Juniors irão fazer semifinais continentais, e os xeneizes são patrocinados por uma casa de apostas. Os jogos serão no meio de outubro e se levanta a questão sobre a possibilidade do Boca poder usar o patrocínio em sua camisa contra o Vasco e se os brasileiros poderão mostrar as bets nos jogos fora de casa.

É o fim das bets? O Diario As fez essa pergunta no seu título e destaca as reclamações dos clubes em relação ao impacto financeiro da medida. O jornal ainda ressaltou o alto número de apostadores e o estudo da Comsefaz, que apontou uso de R$ 62,5 bilhões dos brasileiros em bets no último ano.

L'Equipe ressaltou proximidade com a eleição. O jornal francês destacou o timing da medida, assinada faltando 9 dias para o 1º turno das eleições presidenciais, nas quais Lula busca a reeleição. Na sua matéria, o periódico explica que a população brasileira apoia a proibição e relembra que Neymar e Vini Jr. são garotos-propaganda de algumas bets.

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