Kimi Antonelli enfrenta um processo civil milionário movido por seu ex-empresário Giovanni Minardi. A ação envolve uma suposta compensação que, segundo Minardi, nunca foi paga após a estreia do piloto da Mercedes na Fórmula 1.

A disputa ocorre longe dos holofotes há aproximadamente um ano. Agora, antes do fim de semana do GP da Hungria, Minardi formalizou a ação no Tribunal de Bolonha.

O ex-empresário acredita ter direito a uma compensação pelo trabalho realizado durante os primeiros anos da carreira de Antonelli. O processo inclui um pedido de indenização relacionado à renúncia ao mandato de representação.

Giovanni Minardi é filho de Giancarlo Minardi, fundador da histórica equipe Minardi. Em 2014, Antonelli passou a integrar a Minardi Management. Assim, a empresa assumiu a gestão dos primeiros passos do jovem piloto no automobilismo.

Posteriormente, Minardi organizou um teste para tentar colocar Antonelli no programa de desenvolvimento da Ferrari. Na época, o piloto tinha apenas 11 anos.

Entretanto, Maurizio Arrivabene, então chefe da equipe italiana, rejeitou a entrada de Antonelli por considerá-lo “muito jovem”. Por isso, o piloto seguiu outro caminho e ingressou no programa de jovens pilotos da Mercedes em 2018.

A partir daquele momento, Antonelli deixou a estrutura de Minardi. Em seguida, Toto Wolff, chefe da Mercedes, passou a representá-lo.

Segundo informações divulgadas pela imprensa italiana, as duas partes ainda estão longe de um acordo. Os valores discutidos no processo podem chegar a milhões.

Mattia Grassani, advogado de Minardi, explicou à agência Adnkronos que o ex-empresário decidiu recorrer à Justiça depois de esgotar as demais alternativas.

“Giovanni Minardi sofreu enormemente com o que aconteceu e recorreu à Justiça comum porque era a única opção que restava”, declarou Grassani.

“Tantos anos de trabalho, sacrifício e investimento no jovem piloto mereciam um reconhecimento muito maior. Portanto, o caminho da Justiça comum era a única alternativa”.

O advogado ressaltou que o processo apresenta alto grau de complexidade. Afinal, o caso está em andamento há quase um ano e já passou por diversas audiências.

“Este é um caso muito complexo que está pendente há quase um ano e já teve inúmeras audiências. Ele coloca Giovanni Minardi e Kimi Antonelli, juntamente com seus pais, em lados opostos”, afirmou.

A ação alega o descumprimento de um contrato de gerenciamento firmado quando Antonelli ainda era menor de idade. Dessa forma, seus pais também aparecem envolvidos na disputa judicial.

De acordo com Grassani, o conflito começou quando Antonelli passou a integrar a Mercedes. Nesse momento, o grupo responsável pela carreira do piloto concluiu que as condições necessárias para manter o vínculo com Minardi já não existiam.

“Quando o piloto se transferiu para a Mercedes, o grupo de Antonelli considerou que as condições para continuar não estavam mais presentes. Foi nesse momento que surgiu a disputa”, explicou o advogado.

Ainda segundo Grassani, as partes tiveram oportunidades para resolver o caso fora dos tribunais. No entanto, Minardi considerou inaceitáveis as propostas apresentadas.

“Houve oportunidades para solucionar a questão extrajudicialmente, mas as ofertas foram consideradas inaceitáveis pelo ex-empresário, que demonstrou total disposição para um acordo. Infelizmente, nenhum compromisso foi alcançado”.

Por fim, caso o processo avance, Toto Wolff poderá ser chamado para prestar depoimento, assim como Gwen Lagrue.

Lagrue trabalhou anteriormente como olheiro de pilotos da Mercedes. Recentemente, ele deixou a estrutura alemã e assumiu uma função na rival Red Bull