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Supertaça entre FC Porto e Torreense abre a época com o fim do boicote dos árbitros após acordo com Proença. O Sporting brilha com Doumbia e uma goleada, enquanto o SC Braga faz mais uma grande venda.

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

A festa da Supertaça invade a cidade de Coimbra, com o Futebol Clube do Porto a tentar começar a época com o pé direito. O Torreense quer tentar repetir a fórmula da final da Taça de Portugal, quando derrotou o Sporting em maio. Pelo meio, falamos também da reunião de Proença com os árbitros e ainda a goleada do Sporting no último jogo amigável frente ao Nottingham Forest. Muitos temas em análise nesta edição de "O Campeão É" e hoje com casa cheia, com o João Pinto, o Pedro Henriques, o João Castro e também o Luís Pinto Coelho. Sejam todos muito bem-vindos, um bom fim de semana. Eu sou o João Costa e Silva e vamos começar por esse dia de Supertaça entre o Futebol Clube do Porto e Torreense. Luís, o Sporting sabe bem aquilo que sentiu em maio, quando foi derrotado na Taça de Portugal. O Porto está alerta também para essa ameaça que é o Torreense, apesar de falarmos aqui de uma equipa que é do segundo escalão, mas esteve bem perto de subir à Primeira Liga ainda no ano passado. Que dificuldades esperas deste Futebol Clube do Porto frente ao Torreense? Bom dia.

Olá, bom dia. Essa final da Taça deixa o Porto em alerta e isso é interessante, porque o Porto sabe que não pode facilitar. É uma equipa bem organizada, o treinador continuou, tem uma boa base dos jogadores, existe ali talento e é uma equipa, eu diria que entre o Torreense e algumas equipas que estão na Primeira Liga, a diferença não é praticamente nenhuma. Por isso é sempre um jogo e por isso, sendo apenas um jogo, tudo pode acontecer. Obviamente que o Porto é favorito. Estou confiante, acho que o Porto vai vencer, porque está avisado dos perigos e começar bem a época é extremamente importante e é mais um troféu que faria do Porto a equipa com mais títulos, troféus em Portugal.

E esperas, por isso, um Torreense a jogar também olhos nos olhos com este Futebol Clube do Porto, sem medo daquilo que possa acontecer. É uma final, não é? Portanto, tudo pode acontecer.

Sim, e o Torreense nunca tem nada a perder. Já não tinha contra o Sporting e conseguiu surpreender e hoje também não tem nada a perder. O favorito é o Porto. Obviamente que vai ter as suas cautelas defensivas, mas é uma equipa que nas transições é bastante perigosa e o Porto tem que estar muito alerta.

João Pinto, que tipo de jogo é que vamos ter? O Torreense habituou-nos a ser essa equipa, eliminou no ano passado grandes formações da Primeira Liga nesse caminho para chegar à final da Taça de Portugal. Aliás, Luís Tralhão fez questão de dizer isto mesmo, ou seja, este percurso do Torreense não se centra apenas nessa final frente ao Sporting. Houve todo um caminho antes, num jogo em que há um vencedor, não é? Mas não falamos aqui de campeonato, falamos de uma competição. O chip muda também.

Sim, eu acho que era aquilo que o Luís estava a dizer, o Torreense não tem nada a perder. Vai a jogo. Agora, há outra grande diferença entre este jogo e o jogo com o Sporting, é que o Porto está fresquinho que nem alface, está cheio de vitalidade, quer começar. O Torreense também, enquanto na final da Taça, o Sporting vinha de uma época inteira de muitos jogos e o Torreense preparou-se com tempo e isso também fez a diferença. Portanto, hoje não vão chegar com essa discrepância física ou com esse cansaço acumulado. Portanto, aquilo que espero é que o Futebol Clube do Porto vá entrar muito forte, como entra sempre, vai tentar marcar cedo, como marcou muitas vezes durante o ano passado, e depois o Torreense vai ter que fazer pela vida. Se conseguir impedir que o Futebol Clube do Porto marque nos primeiros 20, 25 minutos e as coisas começarem a equilibrar um bocado e o Porto continuar este ano a ter os problemas de ataque posicional que tinha no ano passado, o Torreense tem a sua hipótese. Se não for assim, acho que vai dar Futebol Clube do Porto.

Vamos ver o que é que vai acontecer nesta que é uma final também da Supertaça entre o Futebol Clube do Porto e Torreense. Pedro Henriques, hoje é contar. Portanto, primeiro perspetivas para este Futebol Clube do Porto vs Torreense e depois, claro, o 11.

Exatamente. Hoje é uma final e nós aqui temos esta democratização da coisa, que é ter em consideração que sendo uma final, obviamente, todos são importantes. Mas de qualquer maneira, em relação àquilo que pode ser o jogo jogado dentro de campo, obviamente que já foi dito tudo. O Porto tem claro favoritismo, o contexto em que o Torreense apareceu, surgiu, ganhou ao Sporting, que é pelo Torreense, estava num momento muito alto, estava entre duas eliminatórias em que podia ter subido à Primeira Liga, estava habituado a uma época de constantes vitórias, por isso é que acabou em terceiro lugar, estava psicologicamente por cima e sem nada a perder. E este sem nada a perder, passa também para aqui. Mas agora temos um contexto diferente. E tínhamos na altura um Sporting também, e percebe-se por isso esta renovação toda, em que havia uma série de jogadores que finalmente-

Sim, foi muito à conta dessa final que também acontece esta renovação no plantel do Sporting.

Exato. E, portanto, emocionalmente o Sporting, não é que isso tenha justificado nada, mérito do Torreense, mas emocionalmente o Sporting esteve completamente ausente desse jogo. Aqui temos um contexto diferente, início de época, muitas alterações, muitas dúvidas, um Porto que é campeão e que também já estaria, mas com esse jogo do Sporting, que o Torreense também fica ainda mais de sobreaviso. E portanto, sob o ponto de vista do jogo, que o tal Torreense não tem nada a perder. Se o Torreense perder é, entre aspas, normal, o não normal será o Porto não ganhar. E, portanto, como aconteceu com o Sporting. E por isso, há tudo a ganhar e pouco a perder por parte do Torreense. Ao contrário, o Futebol Clube do Porto ganhando, as pessoas dirão que é normal, perdendo, é que pode até mesmo emocionalmente pro resto da época Poder ser um bocadinho mais permissioso. De qualquer maneira, resumindo e concluindo, o Porto é favorito, no meu ponto de vista, em jogo jogado. Pois há aquelas preocupações do costume do futebol português, que nós não conseguimos resolver em termos de organização, tem muito a ver com os nossos dirigentes, que é inconcebível o estado da relva, por exemplo, só para dar aqui um exemplo, aquilo que foram as imagens que passaram ontem, isto não pode acontecer. Alguém foi de férias, alguém não fez o seu trabalho, alguém há uma semana atrás que já devia estar em cima do processo, deixou chegar ao ponto que chegou. E não vale a pena aqui dizer que a culpa, normalmente em Portugal, é do motorista. Agora, se calhar, a culpa é do jardineiro. Não, não adianta. Alguém tem que supervisar e alguém tinha que evitar que esta circunstância pudesse chegar. Já sabemos que agora nas últimas 24 horas, à boa maneira portuguesa, nós quando temos uma festa, as pessoas já estão a entrar dentro de casa da festa e a gente ainda está a pôr os croquetes em cima da mesa, porque fizemos tudo em cima da hora. Vamos ver se pelo menos em cima da hora se consegue minimizar, até porque não é só pelo que está do jogo jogado, que fica prejudicado, as equipas ficam prejudicadas, como também daquilo que depois pode ser aquelas questões que depois estamos sempre a alimentar, que são as lesões, e neste momento, isso é bem provável que possa às vezes acontecer. Onzes. Com o grau de dificuldade elevado, porque estamos mesmo no princípio, eu vou arriscar. Dio Costa, Alberto Costa, Bednarek, Ghior, Zaidu, Fraholf, Páblo Rosário, Gabri Veiga, Pepe, André Silva e Borra Sáenz. Depois o Luís Pinto Coelho pode dar aqui uma ajuda também. Adriel, David Bruno, Stopira, Diadie, Ravi Vasquez. O Jatta, acho que é assim que se diz, Nuha Jatta, aqui há uma dificuldade. O Leo Azevedo, o Al Farou, o Luís Quintero, o Dramé e o Dany Mgeje.

Eu acho que o Pedro disse o Borra Sáenz, não foi?

Eu acho que vai jogar o William Gomes. Acho que joga o William à direita e o Pepe à esquerda, parece-me, que o Borra deve começar-

Mas concordas com o André Silva lá à frente? Achas que é o-

Muito bem. Veremos o que é que vai acontecer mais logo. Entretanto, éramos para contar com o João Castro nesta edição. O João, que ainda deve estar a recuperar da Taça de Portugal e, portanto, sendo do Porto Torriense, não estamos a conseguir fazer a ligação com o João, mas fica aqui também um abraço. Era suposto estar conosco nesta edição. Vamos ter emissão especial de desporto às 19h30, Porto-Torriense, com relato em direto do Ricardo Loureiro e Pedro Fernandes, comentários do Gabriel Alves, Pedro Henriques, Luís Pinto Coelho e também do David Rosa. O Vicente Figueira fica por cá a conduzir a emissão em estúdio. Também a marcar este sábado e a par desta Supertaça, melhor dizendo, Pedro Proença já chegou a acordo com os árbitros e com isto aquela ameaça que existia de boicote dos árbitros à Supertaça acabou por ser levantada. Em causa, os polémicos áudios nos quais Proença critica a arbitragem em Portugal, que todos fomos conhecendo também ao longo da semana. Pedro Henriques, vou começar por ti. Tu és ex-árbitro, conheces bem a classe e a forma como também os árbitros lidam com as críticas, nunca estão imunes a tudo aquilo que se diz. Se estivesses no ativo, quais eram as palavras de Pedro Proença que te vinham à cabeça? As do áudio, aquelas que ouvimos ao longo da semana, ou as da reunião desta sexta em Tomar?

Olha, é muito simples. Nós tivemos, e vou-te já responder a isto e vou ser muito rápido a passar para os meus colegas. Nós tivemos a demissão do Duarte Gomes com todo o enquadramento que levou a essa demissão, as tais desconfianças por causa das nomeações. Sabemos que toda essa situação, embora arquivada no CG, no Conselho de Justiça, está no Ministério Público, está na Polícia Judiciária, com fortes indícios que se forem provados, que podem vir a fazer rolar cabeças. E temos ainda esta particularidade que foi no meio deste fogo todo e num momento difícil como estava a arbitragem, o presidente do Conselho de Arbitragem, o Luciano Gonçalves, ter mandado um e-mail para os árbitros a dizer que não podia estar presente logo no início da ação. Ou seja, era a última coisa que ele podia ter feito. Daí que ele tinha que perceber que o momento era quente. Se fosse uma situação normal, estivesse tudo ok, podia até entender-se o não estar presente logo no início por alguma razão pessoal ou particular. Neste caso, não haveria qualquer razão para o fazer. E, portanto, comparando este cenário todo, os árbitros, com o que é que estão preocupados? Estão preocupados com um pedido de desculpa do Pedro Proença, de um áudio que vale o que vale de há dois anos, e estão preocupados em ver se depois no final desse pedido de desculpas conseguem resolver um problema de seguros, que foi isso que aconteceu. Temos aqui um problema com os seguros pessoais. Eu acho que há uma falta de noção, para já há uma falta de liderança da arbitragem, dentro do próprio setor da arbitragem. Já nem estou a falar da APAF, é os próprios árbitros, não têm mesmo a mínima noção. Ontem tudo podia ser discutido, menos estarem a pedir: "Agora vamos aproveitar que ele está fragilizado, agora vamos aqui resolver um problema do centro de treino, dos treinos e do problema de seguros". Estão com uma falta de noção completa do momento que se está a viver, daquilo que está ainda por vir e traduz: "Ainda acaba o pedido de desculpas, que é para a gente agora, tipo, perdoa-me agora". Não, não faz sentido nenhum. Isto é falta de liderança. E, portanto, não se podia resolver outros assuntos marginais para tentar, perante este momento, tipo, agora estás fragilizado, resolve-me aqui o problema dos seguros e do centro de treino. Isso era a última coisa que se podia fazer e não faz sentido nenhum, porque aquilo que deviam ser as perguntas feitas ao Pedro Proença não era sobre o pedido de desculpas da qualidade ou da competência, era sobre toda a situação que é muito grave e de perceber qual é o grau de confiança que existe do Pedro Proença em relação ao Luciano Gonçalves. Isso é que era importante, qual é a relação que tem neste momento com o Conselho de Arbitragem, com o Luciano Gonçalves, e o que é que a própria Federação vai fazer quando daqui, se calhar até hoje, mas daqui a uma semana, quando começar a liga, e houver um penálti, um fora de jogo e todos os clubes não vão discutir o penálti ou fora de jogo. Vão discutir a nomeação, não vão discutir a competência, vão discutir efetivamente a idoneidade e a verdade sob o ponto de vista de se há corrupção, não há corrupção, coisa assim do gênero. E portanto, os árbitros estão com falta de noção. Resumindo e concluindo, ainda bem que vai haver árbitro oficial no jogo. O Pedro Proença está muito otimista a dizer que vai ser uma época que os portugueses vão ter muito orgulho. Eu não tenho esse otimismo, oxalá ele tenha razão e neste caso seja eu que esteja errado, mas estou com muito receio Pelos próprios árbitros, que vão ser as principais vítimas de tudo isto que está montado. E não basta pôr maquiagem para disfarçar o acne que está por baixo. Disfarça, mas depois quando começares a suar, aparece o acne de novo.

João Pinto, concordas com o Pedro Henriques, nomeadamente nesta questão da maquiagem disfarçar alguns danos, mas que depois com uma lavagem vêm logo à superfície, não é?

Até o pedido de desculpas é fraco. Além de tudo aquilo que o Pedro disse, até o pedido de desculpas é fraco. Porque eu uma vez almocei na casa de um tio de um amigo meu. O almoço foi mau. E quando o almoço acabou, o tio perguntou: "O que achaste?" Eu disse: "Bem, a qualidade é inquestionável". Porque realmente não valia a pena falar sobre isso. Era má, toda a gente sabia que era má. Portanto, até o pedido de desculpas público é fraco. Além de tudo isto, realmente a arbitragem não começa com o pé direito, começa de joelhos, começa de rastos e não é nada bom para ninguém