Andrea Stella afirmou que a McLaren “assume a responsabilidade” pelo problema que Lando Norris vem sentindo em seu MCL40 nas últimas corridas da Fórmula 1.

Nos GPs do Azerbaijão e do Bahrain na Malásia, Norris reclamou da falta de velocidade final em relação ao carro de Oscar Piastri.

Em Baku, a diferença ficou ainda mais evidente. Afinal, Norris perdeu 0.308s para o companheiro na classificação, seu pior resultado pessoal na temporada nesse quesito.

Já em Sepang, a situação foi mais equilibrada. Norris terminou a classificação apenas 0.005s à frente de Piastri.

O MCL40 já é conhecido por apresentar bastante arrasto aerodinâmico. Por isso, a velocidade final do carro fica limitada nas retas.

Entretanto, Norris voltou a levantar a questão após a classificação em Sepang. Então, Stella explicou que a equipe identificou uma pequena diferença no carro do britânico, mas ainda investiga a causa.

“Mais precisamente, deveríamos dizer que o problema que vemos no carro de Lando é uma falta de velocidade em linha reta”, explicou Stella à imprensa.

“Vemos que, na parte limitada pela potência, o carro acelera um pouco menos e desenvolve uma velocidade máxima um pouco menor. Todos os outros parâmetros são iguais”.

“Estamos falando provavelmente de algo entre 1 e 2 kph. São quantidades pequenas e até difíceis de perceber”.

Stella citou o efeito do vácuo como exemplo. Segundo ele, basta Norris receber um pequeno vácuo de um carro quatro segundos à frente para superar Piastri em velocidade.

Ainda assim, os dados estatísticos mostram uma diferença consistente entre os dois carros.

“Por isso, vemos estatisticamente essa diferença. Mais precisamente, deveríamos falar em um déficit de velocidade em linha reta”.

Stella também estimou o impacto do problema no tempo de volta de Norris. Segundo o chefe da McLaren, a diferença pode representar até dois décimos de segundo por volta.

Entretanto, identificar a causa exata exige uma investigação mais ampla.

“Podemos até quantificar uma perda de tempo de volta. Eu diria que ela supera um décimo de segundo, possivelmente entre um e dois décimos”.

“Outra questão é entender por que isso acontece. Podemos imediatamente falar em falta de potência, mas na realidade existem diferentes razões”.

Stella explicou que a McLaren teria condições de identificar rapidamente um problema relacionado à entrega de energia da unidade de potência.

“De certa forma, é mais difícil monitorar o que está acontecendo do ponto de vista da UP. Se fosse uma questão de deployment, conseguiríamos enxergar”.

“Possivelmente, isso tem relação com outros parâmetros. Ao mesmo tempo, existem comportamentos da UP que dependem do que acontece no lado do chassi. Também pode haver parâmetros relacionados ao arrasto do carro”.

Por isso, Stella evitou atribuir diretamente o problema à UP