A Fórmula 1 voltará a correr no Circuito Internacional de Sepang, na Malásia, após nove anos. Neste final de semana, o GP do Bahrein, que não pôde ser realizado no Oriente Médio devido à guerra, acontecerá no país asiático.

Quase uma década depois, os carros da F1 passaram por muitas mudanças, mas a McLaren desponta como favorita para sair com a vitória. No Pole Position, programa do Canal UOL, a colunista Julianne Cerasoli explicou os fatores que levam o time de Woking a ser a "principal aposta" para a corrida em Sepang e bater de frente com a Mercedes, que vem dominando o campeonato de 2026.

A McLaren, para mim, é a principal aposta, tirando que não sei o que a Mercedes pode aprontar na atualização deles. Mas são alguns fatores que favorecem a McLaren. Várias curvas de Sepang têm a retomada de velocidade como ponto importante, e eles têm a relação de marchas mais curta, que é algo que ajuda na retomada de velocidade. Tem essa questão do carro produzir mais pressão aerodinâmica em sequências de curvas, todas de raio longo. O carro se comporta muito bem assim.Julianne Cerasoli, no Pole Position, programa do Canal UOL

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A corrida na Malásia também é marcada pelas altas temperaturas, algo que também pode ser benéfico para a McLaren, assim como foi no GP da Holanda, vencido por Lando Norris.

Outro ponto que eles melhoraram muito com a atualização em Budapeste é o cuidado dos pneus, principalmente quando está quente. A última vez que isso apareceu foi em Zandvoort, onde a McLaren ganhou. Nas corridas depois, eram pistas que não colocavam muita energia no pneu. Com o problema voltando a ser superaquecimento, a McLaren volta para o páreo.

O ponto fraco são as duas retas longas, uma em sequência da outra, porque as marchas curtas da McLaren não ajudam nisso, e é um carro que gera mais arrasto também. Tenho minhas dúvidas se a McLaren vai se dar bem nessa parte do circuito. Mas o restante está com a cara deles.Julianne Cerasoli

Além das retas longas, outro elemento que pode dificultar a vida da McLaren não tem a ver com a pista, mas sim com o clima. Ao lado do calor, a umidade do clima tropical também é muito presente na Malásia, e as chuvas sempre são uma ameaça em Sepang.

Se a chuva em si já é um problema para os carros de Fórmula 1, ela pode ser uma complicação ainda maior em 2026. Isso porque desde que o novo regulamento foi colocado em ação, os carros atuais ainda não tiveram contato com chuva durante um Grande Prêmio — e como eles podem reagir ainda é uma surpresa.

Tem tudo para ser uma corrida interessante. E nem vai precisar chover. Aliás, não teve chuva ainda nessa temporada. E esses carros prometem ser muito complicados na chuva. Acho que os pilotos estão fazendo a dança de 'não-chuva'.

Para os pilotos, seria muito melhor correr no fresquinho da noite do que no meio da tarde. Eu vou fazer a cobertura dessa corrida da Indonésia, perto da Malásia, e brinquei com o Bortoleto: 'Gabriel, quando você estiver escorrendo de suor, lembra que vou estar no meu computador na piscina'. Ele vai estar suando, e eu vou estar trabalhando na boa.Julianne Cerasoli

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