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Doze anos e uma geração. Este é o saldo do Land Rover Discovery Sport, que foi lançado em 2014 para diversificar o portfólio da marca, e agora teve sua produção encerrada na Europa de forma oficial.

Tecnicamente, o Discovery Sport foi criado para substituir o Freelander, colocando no mercado um SUV de luxo mais moderno e sofisticado, abandonando quase por completo a pegada de off-roader clássico — ganhando, inclusive, powertrain eletrificado e versões de sete lugares que deixavam ainda mais clara a proposta de “familiar urbano de luxo que também encara trilhas, mas dificilmente vai fazê-lo”. E agora que o próprio Freelander evoluiu para uma submarca completa com ainda mais foco na eletrificação, não surpreende que o Discovery Sport acabe sobrando na família.

A Jaguar Land Rover já confirmou que até o final deste ano o Discovery Sport deixará de ser produzido em Halewood, na Inglaterra, e que em seguida o mesmo acontecerá na fábrica de Pune, no Oeste da Índia. A retirada do modelo do mercado acontecerá de forma gradual, à medida que o estoque acabar e as concessionárias deixarem de aceitar novos pedidos.

Embora isso não tenha sido mencionado, é evidente decisão da matriz afeta diretamente o futuro do Discovery Sport fabricado no Brasil. No começo do mês veio a público que a fábrica da JLR em Itatiaia (RJ) paralisou as atividades — e, agora que o Discovery Sport deixará de ser fabricado lá fora, a montagem nacional fica inviável sem os componentes. Ele ainda aparece no configurador da marca, mas não consta no estoque oficial da marca, o que efetivamente significa que ele saiu de linha.

Nesse cenário, o futuro do Range Rover Evoque nacional, que divide a linha de produção com o Discovery Sport, também fica incerto. Pelos últimos rumores, é questão de tempo até que a chinesa Omoda & Jaecoo, parte do grupo Chery, assuma a planta. (Dalmo Hernandes)

Lembra do que falamos enquanto todos estavam nauseados pela Ferrari Luce? Que ela era um mal necessário e que a Ferrari teria modelos especiais que certamente seriam mais acessíveis para quem mantivesse a fidelidade comprando também a Luce? Pois então. O primeiro destes modelos foi a 12Cilindri Manual — que, na prática, é uma “automatizada manualizada”. E agora, o prato principal dessa ofensiva, acaba de dar as caras ao redor de fábrica: uma 12Cilindri camuflada, com um ducktail bem mais pronunciado que o do modelo básico — e que até remete à 250 GTO — o que acaba dando uma forte pista sobre a identidade deste protótipo.

Lembra que a Ferrari pretendia criar uma sucessora para a 812 Competizione, a F12tdf, a 599 GTO e, indiretamente, para a própria 250 GTO? Pois esse spoiler é a principal pista de que esta é 12CIlindri GTO ou seja lá como a Ferrari vai chamá-la. Além disso, a dianteira tem tomadas de ar maiores enquanto a traseira tem um novo difusor, certamente dimensionado para lidar com a aerodinâmica do spoiler.

Sob o capô, ela deverá manter o V12 de 6,5 litros F140HD com alguma calibragem para chegar aos 850 cv — a receita deve envolver algum alívio adicional no conjunto reciprocante, uma nova admissão, um novo escape e, claro, um novo mapa de gerenciamento do motor. Lembrando aqui que esse motor já tem bielas de titânio, virabrequim balanceado e acionamento de válvulas por balancins roletados e revestimento DLC (diamond-like carbon). Câmbio, freios e suspensão também deverão ser sutilmente refinados para justificar o nome GTO ou simplesmente a posição de herdeira dessa linhagem especial. (Leo Contesini)

Olha… ninguém precisa de verdade de uma picape esportiva de 400 cv. Mas se você quiser mesmo uma, a Shelby F-150 Super Snake é exatamente isso: em sua versão normal, ela usa a versão naturalmente aspirada do V8 Coyote da Ford, de cinco litros. Um motor à moda antiga, mas com tempero moderno graças ao comando duplo no cabeçote. Você conhece, é o motor do Mustang.

Acontece que talvez 400-e-tantos cv sejam pouco. Nesse caso, que tal uma versão com supercharger que entrega mais que o dobro da potência? É exatamente essa a receita da Shelby F-150 Super Snake Sport, que foi anunciada hoje — está fresquinha —  e, graças a um compressor Whipple no topo do motor, entrega 821 cv. Eles não dizem, mas é claramente uma resposta oportuna à RAM Rumble Bee que foi anunciada há algumas semanas com o bom e velho motor Hellcat de 787 cv.

A picape resgata a receita clássica da marca: carroceria de cabine simples com duas portas e foco total no desempenho para o asfalto. Para extrair essa cavalaria do V8 5.0, a Shelby aplicou um kit “Stage 2” que inclui admissão em fibra de carbono, retrabalho de fluxi, injetores de maior vazão, velas de alto desempenho e radiador de alumínio. Como destaque visual sob o capô, o compressor e o coletor de admissão recebem pintura no tom Ford Racing Blue. Já o ronco é assinado por um escapamento Borla ajustado pela própria Shelby.

A Super Snake Sport também vem com amortecedores coilover da KING, barras estabilizadoras na traseira para manter o controle sob aceleração forte e discos de freio Baer perfurados e ranhurados. O contato com o solo fica a cargo de pneus Michelin montados em rodas de 22 polegadas.

A estética acompanha o pacote dinâmico com o capô exclusivo de entrada de ar dupla tipo ram-air, para-choque dianteiro customizado, saídas de ar funcionais nos para-lamas e kit aerodinâmico completo. A paleta de cores oferece as opções Agate Black, Argon Blue, Carbonized Gray Metallic, Iconic Silver e Oxford White, sempre combináveis com as faixas duplas (as famosas “Le Mans stripes”) em seis tonalidades. A novidade para a linha 2026 fica por conta de um detalhe inédito de personalização: o cliente agora pode escolher se o letreiro com o nome da Shelby na grade dianteira virá pintado na cor da carroceria ou na cor das faixas.

Na cabine, o acabamento traz bancos em couro premium com a cobra bordada nos encostos, guarnições com padrão de fibra de carbono, pedaleiras esportivas em alumínio e tapetes personalizados. Produzida em lote limitado, cada unidade sai de fábrica com uma placa numerada no painel e a devida documentação no registro oficial de colecionadores da Shelby. Tecnicamente é um carro zero, o que tecnicamente a torna elegível para importação independente. O preço parte de US$ 115.795, o que arranha os R$ 600 mil em conversão direta — valor que, com os custos de importação, costuma dobrar. Você pagaria R$ 1,2 milhão em uma picape de 821 cv? Se sim, aí está. (Dalmo Hernandes)

A maioria das pessoas usa a expressão “patinho feio” da forma errada. Patinho feio não é algo que foi rejeitado, e sim uma coisa boa que foi incompreendida — afinal, o patinho feio era feio para um pato, mas ele era um cisne e, sabendo disso, ele passou a ser considerado bonito. A Ferrari F50 por muito tempo foi chamada de “patinho feio” porque era menos celebrada que a F40 e a Enzo, mas o tempo mostrou que ela só foi incompreendida. Afinal, como uma Ferrari de rua, com motor V12 estrutural de Fórmula 1 e câmbio manual pode ser rejeitada? Era o nosso parâmetro que estava errado.

É por isso que a F50 vem se tornando cada vez mais valorizada nos leilões e, no ano passado, chegou a ser um dos temas da da Car Week em Monterey, nos EUA. Agora, um dos exemplares mais famosos do modelo, está de novo a venda, por um valor recorde: o chassi 104220, que pertenceu a Mike Tyson, será leiloado pela RM Sotheby´s com estimativa de arremate entre US$ 7.000.000 e US$ 9.000.000.

O carro foi fabricado em 1995 e comprado por Tyson no mesmo ano em Beverly Hills, com a carroceria clássica Rosso Corsa e interior preto. O carro ficou com Tyson por um ano e depois acabou vendido de volta ao próprio concessionário. Desde então, o carro teve nove proprietários, mas rodou pouco menos de 10.000 km. Apesar disso, a F50 passou por uma grande revisão na Ferrari de Fort Lauderdale em 2022 e por uma nova checagem recente na Ferrari de Newport Beach para ser oferecido no leilão como parte do espólio de seu último dono. O lote inclui toda a documentação original de época e um par de luvas de boxe autografadas por Tyson. (Leo Contesini)

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