Bom dia, FlatOuters! Aqui está nossa seleção diária das notícias mais importantes e relevantes do mundo automotivo para você ficar por dentro de tudo, sem perder tempo com rage-baits, discussões rasas e textos desalmados gerados por IA alucinadas.

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Depois de 16 anos refinando e atualizando o DW12, a IndyCar finalmente terá um chassi novo, o IR-28. O projeto ainda está em desenvolvimento pela Dallara, e tem como objetivo a redução de peso, otimização do fluxo aerodinâmico para facilitar ultrapassagens e finalmente a integração do aeroscreen de modo a acabar com aquela cara de acessório improvisado. As primeiras imagens mostram uma silhueta mais limpa e agressiva, sem aquela impressão de “tampa cortada” deixada pelo atual aeroscreen, deixando o carro mais parecido com os modelos da Fórmula 1 — embora ainda mantenha o aspecto simplificado que os carros da Indy sempre tiveram em relação a eles. O cockpit também foi redesenhado para acomodar uma faixa maior de altura dos pilotos, visando trazer mais conforto e otimizar a ventilação.

Ainda não há detalhes sobre aerodinâmica e powertrain, mas a Indy já divulgou que as asas e o assoalho foram projetados para minimizar o ar sujo, permitindo que os carros possam andar mais próximos nas curvas — o que deve resultar em disputas de frenagem mais intensas. Em termos de redução de peso, o sistema híbrido trocou o supercapacitor por uma bateria convencional e adotou uma nova transmissão mais leve da Xtrac, o que ajudou a enxugar 45 kg do conjunto mecânico.

Os motores continuam os mesmos: um V6 biturbo de 2,4 litros fornecidos pela Chevrolet e pela Honda. Mas eles foram recalibrados com as atualizações naturais do desenvolvimento contínuo e produzem um pouco mais de potência — que não foi divulgada, claro. Por último, a suspensão terá um novo conjunto que permitirá mais ajustes de molas, dos amortecedores e do inerter sem aumentar os custos para as equipes.

Os primeiros testes com o protótipo em pista começam nesta semana e a estreia do carro está prevista somente para a temporada de 2028. (Leo Contesini)

Até agora a Volkswagen só mostrou a cor, o nome, as formas e uma parte da tampa traseira de sua nova picape compacta, a Tukan — e sempre na configuração de cabine dupla. É compreensível, afinal, o mercado parece ter gostado destes SUV com porta-malas menos práticos. Nos últimos dias, contudo, quem deu as caras foi a versão de cabine simples, que até pouco tempo atrás rodava apenas como mula ou sob camuflagem pesada.

Apesar de ser menos badalada que a configuração de quatro portas, a Tukan “CS” é parte tão importante da estratégia quanto a irmã mais refinada, afinal, ela precisa substituir a Saveiro e, ao mesmo tempo, se mostrar superior à Strada, que não é apenas a líder do segmento, mas também do mercado. A principal diferença mecânica aqui é que ela terá suspensão traseira por feixe de molas semi-elípticas, com um robusto eixo rígido — que é a mesma receita da rival Fiat e deve garantir capacidade de carga na casa dos 700 kg.

Sob o capô, ela terá as ofertas de motores do T-Cross, com quem compartilha a plataforma modular MQB, indo do 1.0 TSI até o novo 1.5 TSI híbrido leve, que será reservado às versões de topo da cabine dupla. Embora a picape seja aguardada desde 2018, quando vimos o conceito Tarok no Salão do Automóvel, o laçamento está previsto para o primeiro semestre de 2027 — quase dez anos de espera, e de vantagem para a concorrência. (Leo Contesini)

A Volkswagen acaba de apresentar na Europa a versão híbrida do T-Roc, seu SUV derivado do Golf Mk7, com motor 1.5 turbo TSI Evo2 e dois motores elétricos, além de uma bateria de 1,6 kWh. Pode parecer uma notícia irrelevante para nós, brasileiros, mas não é — afinal, esta motorização, ainda inédita por aqui, será a base para o T-Roc vendido aqui. Ainda que, de forma inédita para o modelo, o 1.5 vá ser adaptado para rodar tanto com gasolina quanto com álcool. Estão previstas versões híbridas leves e plena.

O mais importante, porém, é que o “SUV do Golf” que teremos no Brasil será diferente do europeu em dimensões. Os colegas do Autoesporte apuraram que a versão nacional do Volkswagen T-Roc usará a mesma plataforma MQB Evo, mas terá entre-eixos e comprimento total maiores em relação ao modelo vendido no Velho Mundo. Se na Europa são 4,37 metros de comprimento e 2,63 m de entre-eixos, no Brasil as dimensões ficarão na casa dos 4,40 a 4,50 m de comprimento, e 2,65 m a 2,70 m de entre-eixos. É exatamente a mesma situação do T-Cross em 2019, que também ganhou alguns centímetros quando o projeto originalmente europeu foi abrasileirado.

As informações são corroboradas pelos flagras do site Autos Segredos, que mostram um protótipo do T-Roc em testes no Brasil. Apesar da camuflagem, nota-se que os balanços são maiores e que o para-choque dianteiro tem desenho diferente, com novas entradas de ar para o sistema de arrefecimento.

O Volkswagen T-Roc está previsto para estrear no Brasil em 2027. Até lá, seu papel na linha da VW brasileira deverá ficar mais claro. Especula-se que o modelo poderá substituir o Nivus, efetivamente subindo de segmento, mas não descartamos a possibilidade de ambos conviverem. (Dalmo Hernandes)

A Audi acaba de revelar ao mundo seu maior SUV: o Q9. E, como não poderia deixar de ser, a estreia aconteceu nos Estados Unidos — afinal, é lá que esse tipo de veículo tem mais presença. Dito isso, o Audi A9 será fabricado em Bratislava, na Eslováquia, e também será vendido na Europa. Sua chegada ao Brasil ainda não foi confirmada, mas é bem possível.

A nomenclatura da Audi segue uma lógica bem simples: quanto maior o número, maior o carro. E sendo esta a primeira vez que o número 9 aparece no nome de um Audi, é natural que suas dimensões tenham atingido um novo patamar: o bicho tem 5,31 metros de comprimento, 2,21 m de largura, 1,81 m de altura e entre-eixos de 3,14 metros.

Para tornar o Q9 realidade, a Audi deixou de lado a plataforma MLB usada pelo Q8 e adotou a arquitetura PPC, desenvolvida em parceria com a Porsche. E também vem da Porsche o motor V8 biturbo de quatro litros, que pode ser encontrado sob o capô do Cayenne Coupé. Equipando a variante de lançamento SQ9, de apelo esportivo, ele entrega 599 cv e 81,6 kgfm de torque. Mas os americanos também poderão comprar o Q9 com motor V6 biturbo de 2,9 litros e 435 cv. O câmbio será sempre automático de oito marchas ligado ao sistema de tração integral Quattro, que distribui a maior parte da força para o eixo traseiro e inclui diferencial autoblocante eletrônico.

Para o mercado europeu, o Q9 também será oferecido com motor V6 turbodiesel de três litros, podendo entregar 245 cv ou 299 cv a depender da versão. Em ambos os casos um sistema híbrido leve contribui com 24 cv extras em momentos de necessidade. No ano que vem serão lançadas versões híbridas plug-in, completando a gama. Ainda não existe previsão oficial de lançamento no Brasil, mas a Audi não costuma demorar muito para disponibilizar suas novidades em nosso mercado — portanto, a nosso ver, não é tanto uma questão de “se”, mas sim de “quando”. (Dalmo Hernandes)

A Dodge segue em sua cruzada pela redução de danos depois do desastre publicitário que foi o novo Charger elétrico. Depois de confirmar o retorno dos V8 ao lugar de onde nunca deveriam ter saído, eles decidiram trazer de volta alguns ícones do passado com roupagem moderna. Primeiro foi o conceito Copperhead, que deverá finalmente virar um modelo de produção. Depois, o anúncio de uma provável interpretação moderna da dupla Plymouth Superbird e Dodge Charger Daytona, com bico aerodinâmico e asa traseira alta. As imagens divulgadas até agora são projeções dos carros por baixo dos panos (literalmente), mas o prognóstico é animador.

Algo mais concreto, porém, foi divulgado ontem (28). Em suas redes sociais, a Dodge soltou um vídeo-teaser feito sob medida para deixar os fãs de muscle cars clássicos empolgados: abelhas, luzes de dragstrip e as cores amarelo e preto com bastante destaque. Sabe o que isso significa? Super Bee.

O Dodge Super Bee original era um esportivo de baixo custo que a fabricante lançou em 1968 com base no Coronet. Com acabamento simples, seu atrativo estava no mais importante: a opção pelos V8 Hemi 426, de sete litros, e Six Pack 440, de 7,2 litros. E a nomenclatura também foi usada brevemente em 2023 no Charger sedã, com a versão especial Super Bee, limitada a 1.000 unidades, foi lançada como parte da série de despedida Last Call