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A Renault apresentou a linha 2027 do Kwid em uma tentativa de recuperar o protagonismo do mercado diante da concorrência chinesa. Para isso, a fabricante mudou o visual da dianteira, deixando-a mais alinhada com a identidade visual global da marca, e atualizou o interior — além de adotar preços promocionais com descontos bastante agressivos no lançamento.
Por mais que as mudanças não tenham chegado às peças de metal da carroceria, o novo para-choque dianteiro faz um trabalho bem competente em mudar a “cara” do Kwid. Os faróis em dois níveis foram mantidos, mas o para-choque e a grade mudaram completamente, com um estilo mais agressivo, acabamento que mistura preto fosco e brilhante, e o novo emblema da Renault — além de iluminação em LED para todas as versões. Atrás, as lanternas trazem novas lentes “Crystal Lens” e assinatura de LED, enquanto a câmera de ré, quando disponível, agora fica embutida no emblema da Renault.
O interior também passou por uma atualização abrangente. O painel de instrumentos é completamente novo, com elementos reposicionados e dispostos de forma mais horizontal. Nas variantes mais caras (Techno e Outsider), o quadro de instrumentos digital agora fica em uma moldura que forma uma peça contínua com a central multimídia com tela de 10,1 polegadas — que dispõe de pareamento sem fio com Android Auto e Apple CarPlay. Na variante de entrada Evolution, a tela dá lugar a uma baia 1 DIN.
O motor não muda nada — segue o 1.0 três-cilindros flex SCe, de 71 cv e 10 kgfm de torque (etanol) ou 68 cv e 9,4 kgfm (gasolina), sempre associado ao câmbio manual de cinco marchas.
O Kwid 2027 é oferecido em três versões: Evolution, Techno e Outsider, a princípio mantendo o preço da linha 2026. Confira os valores e equipamentos de cada uma delas abaixo:
Kwid Evolution (R$ 71.190): quatro airbags, controle eletrônico de estabilidade, assistente de partida em rampa, monitoramento da pressão dos pneus, alerta de cinto para todos os ocupantes, ar-condicionado, direção elétrica, computador de bordo, vidros dianteiros e travas elétricas, sensor de estacionamento traseiro, start-stop, luzes diurnas de LED e painel digital TFT de 7 polegadas.
Kwid Techno (R$ 75.990): todos is itens anteriores mais central multimídia Media Evolution de 10,1 polegadas com Apple CarPlay e Android Auto sem fio, câmera de ré, duas portas USB-C, retrovisores elétricos com acabamento preto brilhante, controles de áudio no volante, chave do tipo canivete, lanternas com assinatura de LED, maçanetas na cor da carroceria e rodas de aço de 14 polegadas com calotas de dois tons.
Kwid Outsider (R$ 84.990): todos os itens da Techno, mais barras de teto com acabamento diferente, molduras de proteção externas, rodas de liga leve diamantadas de 14 polegadas, bancos com revestimento de tecido e couro sintético e sensor crepuscular. Como opcional, ele pode ter pintura em dois tons. (Dalmo Hernandes)
A onda das cinebiografias sobre as lendas automotivas italianas continua acelerando. Depois de “Ferrari” e “Lamborghini: O Homem por Trás da Máquina”, agora é a vez da marca do tridente chegar às telonas com “Maserati: The Brothers”. O longa ainda não tem data oficial de estreia confirmada, mas já teve seu primeiro trailer divulgado.
Por trás das câmeras, a equipe já é uma velha conhecida nossa: a produção fica por conta de Andrea Iervolino — o mesmo de “Ferrari” e “Lamborghini” —, enquanto a direção está nas mãos de Bobby Moresco, que também dirigiu o filme sobre a marca do touro. Quem nos acompanha sabe que “Ferrari” teve uma recepção relativamente boa por aqui: nós do FlatOut resenhamos o longa na época do lançamento e gostamos do resultado — apesar de algumas liberdades poéticas quanto aos fatos, a produção entregou um bom drama sobre a família com as corridas servindo como um excelente pano de fundo. Agora é ver como essa fórmula será aplicada à família Maserati.
O que chama a atenção de cara é o peso dos nomes de Hollywood chamados para o elenco, que conta com figurões como Anthony Hopkins, Al Pacino e Jessica Alba.
O roteiro foca primariamente na vida, nas batalhas e no relacionamento dos irmãos Alfieri, Bindo e Carlo Maserati. O trailer recém-lançado deixa os primeiros anos da empresa em grande evidência, mostrando a dinâmica de construção da marca entre os irmãos, bem como seus respectivos relacionamentos amorosos. A partir daí, a prévia dá destaque ao automobilismo da época, com foco nas históricas vitórias da Maserati nas 500 Milhas de Indianápolis de 1939 e 1940.
Ainda não sabemos se o filme será uma boa homenagem (como foi “Ferrari”) ou se vai derrapar nas curvas da ficção (caso de “Lamborghini”, que foi muito mal recebido pela crítica). De todo jeito, continuaremos de olho para trazer a data de estreia assim que for confirmada. (Dalmo Hernandes)
A Nissan está, oficialmente, sem uma picape média no Brasil: a Frontier acaba de sair de linha e já não pode ser configurada no site da marca.
O fim da Frontier já era algo esperado: a picape deixou de ser fabricada na Argentina, de onde era importada para cá, em outubro passado, e desde então era questão de tempo até que ela deixasse de ser vendida em nosso mercado. A fabricante chegou a considerar mantê-la em linha, trazendo a Frontier do México — onde, diferentemente daqui, ela constantemente disputa a liderança no segmento — mas o plano foi abandonado, presume-se, por questões de custo.
No fim da carreira, a Frontier era vendida nas versões Attack, Platinum e Pro-4X, todas equipadas com o mesmo motor a diesel biturbo de 2,3 litros, 190 cv e 45,9 kgfm de torque, acoplado a uma caixa automática de sete marchas com tração 4×4. Com o esgotamento gradual dos estoques nos últimos meses, os números de venda eram irrisórios: em julho de 2026, apenas 34 exemplares foram emplacados no Brasil.
A ausência, porém, não será eterna: já está praticamente confirmada a chegada de uma sucessora — que deverá adotar uma estratégia diferente. Chamada Frontier Pro, a picape é uma versão rebatizada da Dongfeng Z9, que já é vendida na China desde janeiro de 2025 e conta com um powertrain híbrido plug-in de 410 cv e 81,5 kgf. O sistema é composto por um motor 1.5 turbo, mais um motor elétrico integrado ao câmbio, com tração sempre integral. (Dalmo Hernandes)
Todo mundo esperava que a nova geração da Toyota Hilux fosse lançada no Brasil no ano que vem, mas pelo visto os planos se adiantaram. De acordo com o site Autoblog Argentina, que teve acesso ao cronograma de lançamentos da Toyota na América Latina, a picape fará sua estreia no Brasil ainda em 2026