Já faz tempo que o Palmeiras não joga bem. Nas últimas cinco partidas em casa pelo Brasileirão, o time empatou com Santos e Cruzeiro em 1x1, venceu a Chapecoense por 1x0 em uma disputa com arbitragem bastante questionável e um pênalti desperdiçado pelos visitantes, perdeu do Atlético-MG por 2x1 e empatou em 0x0 com o Internacional. São 6 pontos em 15 possíveis, ou 40% de aproveitamento.
Ah, mas o Verdão lidera o Brasileiro com "folga", está na quartas da Copa do Brasil e nas oitavas da Libertadores. Sem dúvida, é difícil exigir mais, mesmo de um dos clubes mais ricos do país. O Flamengo, afinal, está na vice-liderança e eliminado da Copa do Brasil.
Nada disso muda o fato de que Abel Ferreira não vem conseguindo fazer seus comandados desempenharem um bom futebol. Entregaram um tempo louvável contra o Fortaleza, o que bastou para avançar sobre a equipe da Série B. Na Libertadores, penaram na fase de grupos, algo inédito na era Abel.
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É preciso considerar os ajustes, as adaptações que se tornaram necessárias por lesões e contratações que não vingaram. A mudança de esquema tático, optando por três zagueiros para lidar com a pobreza da lateral direita (Giay errou absolutamente tudo contra o Colorado), ainda não assentou. Vitor Roque não voltou bem da cirurgia e Flaco parece estar com a alma na Copa do Mundo. Paulinho é uma incógnita. Gustavo Gómez se lesionou, o que é raríssimo. Algumas coisas são da vida e levam tempo, não tem jeito. A questão é sempre: quanto tempo?
O Palmeiras pode, sim, atropelar o Cerro Porteño na quarta-feira e decolar para mais três títulos em uma gestão incontestavelmente vitoriosa. De novo, nada disso muda o fato de que, há meses, o time entrega o mínimo para se manter no topo. Talvez seja o suficiente e o topo é o lugar onde todos querem estar, não importa como se segurem por lá. Mas definitivamente não encanta e não leva esperança a uma torcida geneticamente pessimista, programada para não estar bem.
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