A volta da Copa do Brasil depois da pausa para a Copa do Mundo prometia reacender o futebol brasileiro. Prometia. O que se viu, porém, foi uma sequência de jogos amarrados, times pesados, criatividade em férias e uma epidemia de empates. Parecia que os clubes tinham voltado com o fuso horário desregulado e o talento preso na alfândega.

As oitavas começaram dando a sensação de que ninguém queria perder, mas poucos estavam realmente interessados em ganhar. O medo do erro superou a vontade do acerto. A bola rodou de um lado para o outro, os goleiros assistiram a longos períodos de tranquilidade e o torcedor, esse sim, teve que trabalhar duro para encontrar emoção. Atlético diante do Juventude e Vasco contra o Fluminense foram dois duelos de dar dor na vista. Ainda teve o 0x0 de Chapecoense e Cruzeiro e do Santos diante do Remo. Mirassol e Grêmio ao menos balançaram as redes, mas ficaram no 1x1, em uma partida morna e sem adrenalina.

Foi nesse cenário de futebol burocrático que Palmeiras e Internacional resolveram lembrar que mata-mata não é concurso de posse de bola, mas de sobrevivência. Enquanto boa parte dos confrontos se acomodava no empate e na previsibilidade, os dois fizeram o que se espera de candidatos ao título: venceram. O Verdão fez um 3x0 maiúsculo em cima do Fortaleza, mostrando a força de quem entende o peso de uma decisão. O time não precisou reinventar o futebol, apenas jogou com intensidade, acelerou quando era necessário e transformou superioridade em placar. Já o Colorado, em casa, em um intervalo de 6 minutos, fez 2 a 0 no Corinthians, que pouco ameaçou na partida.

Lula valoriza mulheres no gogó, mas as joga ao mar

Razões para a aposta em corte de 0,25 na taxa Selic

Estudo mostra 49 práticas antiéticas na saúde do país

No fim das contas, Palmeiras e Inter acabaram salvando a rodada. Não apenas pelos resultados, mas por lembrarem que ainda existe espaço para ambição em um futebol brasileiro que parece ter voltado da Copa do Mundo em marcha lenta.

É cedo para decretar que o nível técnico caiu de vez. O calendário continua cruel, o desgaste é real e muitos times ainda tentam reencontrar ritmo. Mas, se as oitavas seguirem no compasso dos primeiros jogos, o maior adversário dos clubes não será o rival do outro lado do campo. Será a monotonia.

E convenhamos: mata-mata pode até terminar empatado no placar na ida. Mas na volta, não haverá mais espaço para administrar o empate ou empurrar a decisão com a barriga. A Copa do Brasil cobra uma resposta: alguém terá que avançar.

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.

Ferroviários confirmam greve para as linhas 11, 12 e 13 em São Paulo

Rádio: Presidente da Uefa quer apoio de dono do PSG para boicotar Mundial

Transmissão ao vivo de Athletico-PR x Vitória pela Copa do Brasil: veja onde assistir

Álvaro Dias desiste de disputar Senado pelo Paraná: 'Não serei candidato'

Mercado: pedido de Memphis, Flamengo cauteloso e insistência por Vini Jr