Nas últimas semanas, venho apostando aqui neste espaço que o Palmeiras tem tudo para conquistar a Tríplice Coroa do futebol brasileiro e sul-americano nesta temporada.

Enquanto seus principais concorrentes enfrentavam os mais variados problemas, o Verdão de Abel Ferreira parecia voar em céu de brigadeiro.

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Por que é tão difícil para o Palmeiras criticar Abel?

Um avião robusto, seguro e aparentemente preparado para chegar longe em todas as competições.

Só que, desde a retomada do futebol após a Copa do Mundo, começaram algumas insistentes turbulências.

E elas têm sido especialmente fortes justamente nos voos realizados em território palmeirense.

No Nubank Parque, o Verdão disputou quatro partidas desde a parada e venceu apenas UMA.

Perdeu por 2 a 1 para o Atlético-MG, bateu o Fortaleza por 3 a 0 e depois empatou duas vezes por 1 a 1, contra Internacional e Cerro Porteño.

Ou seja: uma vitória, dois empates e uma derrota nos últimos quatro compromissos diante de sua torcida.

Muito pouco para um time que sonha em ganhar TUDO!

E o problema é que essa turbulência apareceu justamente no momento mais delicado da temporada.

Ontem, como escrevi por aqui, o Palmeiras fez uma partida muito ruim e empatou por 1 a 1 com o Cerro Porteño pela Libertadores.

Agora terá que resolver sua vida em Assunção, na próxima quarta-feira, em um jogo que promete ser duríssimo.

Na Copa do Brasil, o próximo obstáculo será o Santos.

Em condições normais, considero o Palmeiras amplamente favorito para eliminar o rival.

Mas, quando um time começa a oscilar, até uma turbulência aparentemente pequena pode se transformar em tempestade.

O Palmeiras continua líder e em situação bastante confortável, mas viu recentemente sua vantagem sobre o Flamengo cair para seis pontos.

Como se tudo isso não bastasse, o ambiente fora de campo também ficou mais pesado