O Palmeiras tem oito estrangeiros no elenco, mas votou favoravelmente à redução gradativa do limite de atletas relacionados por partida no Brasileirão. O UOL apurou os motivos que fizeram a diretoria palmeirense tomar essa decisão.

Formação de atletas e mais espaço para jovens nos rivais. O Palmeiras entende que a restrição ao número de estrangeiros vai estimular os clubes do país a investirem mais na formação de novos atletas e a dar oportunidades a esses jovens na equipe principal.

O elenco do Palmeiras também será pouco impactado pela mudança. Atletas como Gustavo Gómez, Piquerez, Arias e Flaco López já têm tempo suficiente para, em tese, pedirem a cidadania brasileira, o que abriria a possibilidade de deixarem de ocupar uma das vagas destinadas a estrangeiros (atletas com mais de quatro anos de residência no Brasil podem pedir a dupla cidadania). Andreas Pereira e Maurício não entram na conta justamente pela dupla cidadania.

Messias x Andrei é 2ª parte de Mendonça x Moraes

Messias falha politicamente ficando em cima do muro

Além disso, o clube entende que a mudança pode ajudar em outros debates considerados importantes. O Palmeiras conversa com a CBF sobre o fim do limite de jogos no Brasileirão para transferências domésticas (uma crítica pública de Abel Ferreira em coletiva de imprensa recente) e também defende a criação de novos mecanismos para proteger as promessas do assédio de equipes da Europa.

Queremos contribuir para o futebol brasileiro. Tem jovens aqui diferenciados, mas fizeram mais de 10 jogos e não posso ir buscar. Querem que vá buscar quem? Os jogadores que não jogam? Reservas? Então temos que buscar fora. Vocês acham justo? Abel Ferreira

O clube também vê como necessário um ajuste na legislação para que um atleta de 16 anos possa assinar um vínculo de cinco anos com seu clube formador. Nesse cenário, o Palmeiras conseguiria segurar por mais tempo algumas estrelas que foram vendidas precocemente nos últimos anos, como Endrick e Estêvão.

O modelo de regulamento que entra em vigor para 2027 vai prever até oito estrangeiros em cada partida. O limite atual é nove.

A queda vai se seguir paulatinamente até 2030, quando o teto ficará em cinco estrangeiros, no máximo, relacionados por partida. Hoje, os clubes podem escalar até nove estrangeiros nas súmulas de cada jogo.

A medida é para frear um aumento de estrangeiros que ocorreu no Brasileirão nos últimos anos. Em 2014, o limite passou de três para cinco. Em 2023, de cinco para sete. No ano seguinte, veio a mudança mais recente, de sete para nove.

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