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FC Porto e Sporting dão show na apresentação e convencem os adeptos. Pote parece ter as malas feitas para a Arábia. Rafael Leão vai conseguir ser feliz na Turquia? Ivanovic interessa ao Galatasaray.
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Sporting e Futebol Clube do Porto carimbaram vitórias na apresentação diante de sócios e adeptos nos próprios estádios. Pepe pode ter mesmo dito adeus definitivo ao Alvalade ontem, nesse jogo de apresentação, e Rafael Leão, internacional português, está a ser cobiçado na Turquia. São os destaques nesta edição de O Campeão É, hoje com a análise do Luís Pinto Coelho, do João Pinto e também do Pedro Henriques. Eu sou o João Costa e Silva. Vamos começar pelo Futebol Clube do Porto, que ontem venceu o Aston Villa. William Gomes e PP marcaram para os Dragões. Luís, vencer esta equipe da Premier League, da Liga dos Campeões, mas que venceu essa Liga Europa e que vai ter também essa Supertaça Europeia diante do Paris Saint-Germain, é um grande bilhete de visita para esta nova época do Futebol Clube do Porto. O que é que retiras desta partida?
Olá, bom dia. É sempre bom vencer. Sei que o Aston Villa está longe do seu melhor. Ainda tem muitos jogadores ausentes, porque senão seria sempre mais difícil. Acho que o Porto teve bons momentos. Gostei dos primeiros 25, 30 minutos, da forma como o Porto pressionou, aquela matriz Farioli, uma pressão muito alta, muito agressiva, a não deixar respirar o adversário. Depois o jogo esteve morno durante algum tempo e na parte final, com as substituições do Porto, muitos jogadores já fatigados quando foram substituídos, naqueles últimos 10, 15 minutos, o Porto voltou a estar bem. Acho que globalmente deixou apontamentos positivos. Agora é mais uma semana de trabalho para tentar conquistar a Supertaça, que é o primeiro troféu. Acho que será o 11 que começou ontem a partida. Parece-me, até pelo tempo de jogo que ele deu a esses jogadores, Farioli. Mas boas indicações, sim, acho que se tiraram algumas conclusões interessantes desta primeira fase da época.
Uhum! O Porto que tem esse primeiro teste oficial já no próximo sábado para a Supertaça, jogo frente ao Torreense, que venceu a Taça de Portugal no ano passado. Quando falamos em época desportiva, porque isto é muito estranho estar a dizer isto, porque ano passado foi há dois, três meses. João Pinto, este Futebol Clube do Porto, como dizia aqui o Luís, mantém muito daquilo que é a sua matriz do ano passado, uma equipa à la Farioli, tem traços de identidade já muito próprios e característicos deste treinador. Quanto ao jogo propriamente dito, sabemos que o Aston Villa está ainda a dar os seus primeiros passos com jogadores também ausentes, mas há algo que queiras realmente destacar deste Futebol Clube do Porto?
Eu acho que o Futebol Clube do Porto tem as mesmas virtudes e os mesmos problemas. Do ponto de vista da pressão alta, da intensidade, e aliás, é por causa dessa carga física que o Futebol Clube do Porto tem neste início de temporada, que se calhar os rapazes parecem um bocadinho mais cansados, mas que ninguém se distraia. O Porto vai ser exatamente a mesma máquina de pressionar que foi o ano passado, com os mesmos jogadores, praticamente o mesmo plantel. E depois, com tanta pressão, tanto carregar de piano, há magia a menos em certos momentos. Depois, no lado dos flancos, o William Gomes e o PP não são tão criativos, o Piotrowski é bom, mas não pode, com a idade que tem, carregar a equipa às costas e falta ao Futebol Clube do Porto alguma criatividade coletiva, alguma capacidade de atacar em ataque continuado. Mas o Porto dá bem a volta a isso, por exemplo, com aquilo que faz nas bolas paradas, com o treino intenso e as soluções intensas que tem ao nível das bolas paradas, uma preparação muito profunda e um trabalho muito bem feito. E portanto, o que vamos ver é mais do mesmo no Futebol Clube do Porto, com equipamento novo, mas pouco mais que isso.
Pedro Henriques, manténs essa opinião também? O que é que saltou à vista deste teste com os adeptos no estádio, neste jogo de apresentação do Futebol Clube do Porto, frente a uma equipa do Aston Villa, que apesar de ter várias ausências, é sempre uma equipa muito respeitável e que está claramente a viver uma boa fase a nível desportivo?
Bom dia. Em primeiro lugar, destaco aquilo que são os bons princípios que se mantêm naquilo que é a equipa do Futebol Clube do Porto. Agora, brincando com isto, bons princípios, faltam ali alguns acabamentos. E William Gomes e PP nas bolas paradas, eu acho que cada vez mais. Nós percebemos isso até na seleção nacional, que deu bastante destaque ao homem das bolas paradas. O momento das bolas paradas passa a ser, já era, obviamente, um momento muito importante e às vezes decisivo, quando muitas vezes não consegues ou com a nota artística ou pelo rasgo individual ou por aquilo que fazes, a bola parada passa a ser um momento importante e isso acho que neste momento da competição é bom. Recorde-se que o Porto ano passado entrou com tudo, por exemplo, nos pontapés de canto, surpreendendo muita gente exatamente nisso. E portanto, significa que o Porto mantém exatamente esse alto rendimento nas bolas paradas e daí que o William Gomes e o PP embarcaram em bolas paradas. Acho que há ali algumas fragilidades, como é óbvio, também se nesta altura não houvesse mal seria. O Alan Varela, por exemplo, pareceu-me um dos elementos mais frágeis. A ligação de todos os jogadores para o André Silva está longe daquilo que se pretende e isso levanta-me esta questão que falta um Samu, olhando para um passado mais recente, que já não está lá, falta um Taremi, falta um jogador. Claro, o Samu está lá, obviamente. Agora vamos ver como é que vai ser quando o senhor regresse.
Exatamente. E esta questão das lesões é sempre muito complicada. É uma posição em que o jogador tem que estar muito confiante, não só confiante porque marca gols, mas confiante com o seu poderio físico, porque é um sítio onde se leva, desculpem a expressão, mas tem que dizer, muita porradinha. E, portanto, tem que ser um jogador que está muito confiante e muito à vontade e quando se vem de lesões pode às vezes ser complicado. E depois eu destacaria de tudo, duas coisas, uma delas é o Williams, o motor Williams, portanto, acho que para mim foi o jogador mais, na minha perspectiva, ontem. E depois esta questão do Diogo Costa, porque é realmente o titular, não ficou com o número dois, tem aquela questão de ser o 99, mantém o 99. Vamos ver se fica ou não no Dragão. Não sei se alguém tem números financeiros, pode tirar de lá, mas também tenho a certeza, todos nós temos a certeza, se o Porto, independentemente do negócio financeiro que pudesse vir a fazer com o Diogo Costa na baliza, é muito mais forte, obviamente. E o Diogo Costa, depois até do mundial, não precisava do mundial, mas depois do mundial ainda vem mais fortalecido naquilo que é a sua posição. Foi um bom teste contra uma grande equipa, que decerto não está no seu melhor também. E quando dizemos uma grande equipa, é uma equipa Champions, e é acima de tudo um grande teste a uma semana para o Futebol Clube do Porto, para a Supertaça, porque é um título. "Ah, mas é contra o Torreense." É um título. Olha, o Sporting não conseguiu.
Exatamente. Para o povo do Porto, e estamos aqui a falar do Porto, não estamos a falar do Rio Ave, acho que vai ser muito importante, independentemente do adversário, entrar com o pé direito e ganhar um título. Isso mobiliza completamente as tropas. Não é isso que faz uma equipa campeã, obviamente, mas mobiliza completamente. Bom teste para o Porto.
E se o Porto se mantém muito fiel à sua matriz, convém também falarmos do Sporting, que ontem também teve o seu jogo de apresentação. Aliás, esse jogo começou mais cedo, venceu por 2 x 0 o Mônaco. Marcaram Rafael Nel e também o novo reforço Jesse Derry. Vamos, João Pinto, analisar também este jogo. O Sporting que com esta vitória vence o troféu Cinco Violinos. O Sporting que está aqui, se calhar, numa fase diferente, podemos dizer, até porque ontem pode-se interpretar o adeus de Pote a vários adeptos como uma despedida. Ou seja, há aqui várias posições que ainda vão ser reforçadas, possivelmente. Mas o que tens a dizer desta exibição do Sporting? Há realmente fragilidades ou está tudo bem para já para Rui Borges?
Eu acho que o Rui Borges está a tirar todo o proveito que pode ter de só começar mais tarde. Não tem Supertaça, não tem qualificações, não tem nada. E portanto, pode-se dar ao luxo de ir experimentando, ir fazendo algumas tentativas, algumas experiências mais para esquerda, mais para direita, quem é a dupla de pivôs, se na segunda parte o Doumbia ataca mais pela esquerda, se fica mais no meio. E portanto, até o que este miúdo novo pode trazer, se é titular, se não é, a questão do Luís Guilherme.
Exatamente, se o Luís Guilherme está para ficar como titular ou se é só uma opção. Há muito esta avaliação e tempo para avaliar. E o Rui Borges está a tirar o melhor proveito que pode disso mesmo. Vai testando, mas testando em produção, vai metendo muita carga nos miúdos. Já se percebe que o Altamira vai ser o novo patrão do meio-campo. Já se percebe que a aposta no Geny é para titular. E há ali uma aposta também no Vagner, não deixam cair o jogador, não se põem à pressa a tentar vendê-lo, vão tentar que ele seja mais qualquer coisa. E vê-se que realmente há aqui um período de transição pensado estrategicamente, suportado por boas compras, excelentes vendas. E o Sporting, quanto a mim, está a fazer uma revolução pacífica, uma revolução silenciosa, que como disse ontem, tem risco, mas um risco calculado, um risco bem suportado, bem pago. E até agora assenta em miúdos com muita ambição. As coisas parecem bem, o jogo ontem correu bem. O Sporting ganha também, fica com esse balão de oxigênio. Acho que as coisas correram bem ao Sporting e realmente vejo que os sportinguistas têm motivos para estar esperançosos.
Luís, já que o João Pinto falava aqui de miúdos, temos de falar de um, Rafael Nel, que marcou ontem também um gol, tem se vindo a mostrar cada vez mais no Sporting. É alguém que pode vir a ganhar cada vez mais espaço, nomeadamente nesta época, também com a ausência de alguns jogadores ou nem por isso? O que tu acreditas?
Não acredito que vá ter muitos minutos. Eu acho que com o Luís Soares e Ioannidis, não me parece que possa ter muitos minutos. Será o terceiro ponta de lança, obviamente que aqui e ali poderá-
Nem os problemas físicos de Ioannidis podem atrapalhar aqui as contas, por exemplo?
Sim, se Ioannidis voltar a ter uma época com esses problemas, obviamente, mas eu até acho que se calhar o Sporting, se perceber isso, até vai ao mercado ainda buscar um outro ponta de lança. Até porque há muito jogo, há muita competição, pode ter alguns minutos. Parece-me um jovem interessante, deixa sempre tudo em campo, é daqueles pontas de lança chatos para o defesa, que não dá uma bola como perdida. Acho que o Sporting está bem neste momento. Eu ontem também estava no Dragão a fazer o jogo aqui para "O Observador", fui acompanhando pelo nosso relato e depois vi o resumo. Pareceu-me bem a equipa, a equipa está solta, está dinâmica. Agora, eu acho que o teste para o Sporting vai ser perceber que consistência é que esta equipa vai ter a partir do momento que possa surgir um ou outro resultado menos positivo, porque não vai ter aqueles jogadores mais experientes, como o Trincão, como Pote, como Ullman, como Morita, que depois seguravam a equipa nos momentos menos positivos. Essa consistência só com a competição é que se vai perceber. Há talento, há qualidade individual. Agora é começar a época para perceber essa consistência e as oscilações que a equipa pode ter e como é que vai reagir a elas.
Pedro Henriques, as tuas notas também sobre esta partida. Destaque para Pedro Gonçalves, que deu ontem sinais claros em Alvalade que pode estar realmente de saída. Vender um jogador com a importância de Pote, quando já vendeu o Ullman ou Trincão, é um risco calculado ou o Sporting pode estar aqui também a tentar, quem sabe, comprometer o início da época, porque está numa fase de transição e de revolução com muitos jogadores novos também a entrar?
Ok, sim. Eu fiz aqui um resumozinho também daquilo que me parecia o Sporting, ou que foi ontem o Sporting, e se calhar está aí também contida a resposta à pergunta que estás me a colocar. Em primeiro lugar, a questão, já que o troféu se chama Cinco Violinos, eu acho que o Sporting já parece com a orquestra um bocadinho afinada. Ninguém é campeão por ganhar os jogos na pré-época, também é verdade, da mesma maneira que dá para o negativo e dá para o positivo, mas o fato é que o Sporting aparece já aqui com alguma afinação. E a grande questão, e a grande dúvida, está exatamente aí, aquilo que agora o Luís acabou também de dizer, é até que ponto, sobretudo quando for para os jogos a doer e com o continuar da época, agora está tudo muito enamorado, até que ponto é que tanta experiência e jogadores já tinham anos de Sporting E com títulos, isso também é importante, até que depois, numa derrota, num jogo menos bem conseguido, numa lesão, num castigo, etc., até que ponto é que esta consistência é possível se manter, porque é toda uma série de jogadores novos. O Sporting fez uma autêntica revolução em setores estratégicos e sobretudo naquilo que é o meio do campo, aquele seis e oito. De qualquer maneira, ontem o jogo deu boas indicações. Percebemos que o Pote na volta olímpica despediu-se, embora já tenha visto coisas destas e depois jogadores a ficarem nos clubes