O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu o fim das bets e criticou a carta divulgada por clubes de futebol que pede a manutenção da autorização para apostas esportivas no Brasil.

Intitulado “O fim do futebol brasileiro”, o documento foi assinado por clubes da Série A, entre eles Flamengo, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Botafogo, Fluminense e Vasco, além das federações de futebol de São Paulo e do Rio de Janeiro.

As equipes afirmam que as bets se tornaram uma das principais fontes de receita do futebol e argumentam que uma mudança abrupta nas regras poderia comprometer as finanças e o futuro dos clubes.

A declaração de Lula ocorreu no sábado, 19, durante agenda em Florianópolis, capital de Santa Catarina, estado considerado principal reduto do bolsonarismo no Brasil. O presidente contestou a afirmação de que o fim das apostas poderia comprometer a continuidade do futebol brasileiro.

“O futebol não pode é querer sobreviver às custas do povo pobre, que já torce pro time, já vai ao estádio, ainda tem que gastar apostando para o time ter dinheiro. Não é correto”, afirmou.

Lula também disse que vem refletindo sobre o papel das apostas esportivas há cerca de dois meses e associou as bets ao endividamento da população.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição em 2026, afirmou durante ato de campanha em Florianópolis que pretende vencer a eleição e manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) preso. A declaração ocorreu no sábado, 19, ao comentar a posição de Flávio Bolsonaro (PL) sobre a concessão de anistia ao pai.

"A ideia do outro (Flávio Bolsonaro): ‘Eu quero ganhar as eleições para tirar meu pai da cadeia’. E eu quero ganhar para manter ele na cadeia", disparou Lula

Jair Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro de 2025, a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado. Atualmente, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária, mantida por decisão do ministro Alexandre de Moraes em julho deste ano