Pierre Waché, diretor técnico da Red Bull, revelou que a equipe pretende aproveitar muito pouco do RB22 no desenvolvimento do RB23, carro que disputará a temporada 2027 da Fórmula 1.
Em entrevista ao racingnews365.com, o francês explicou que os engenheiros identificaram diversas áreas com potencial de evolução.
Por isso, a equipe planeja desenvolver novos componentes em vez de simplesmente transferir as soluções do modelo atual para o próximo carro.
Depois de um início de temporada difícil, a Red Bull conseguiu transformar o RB22 em uma máquina capaz de vencer corridas.
Max Verstappen conquistou vitórias consecutivas na Malásia e em Singapura após uma atualização aerodinâmica introduzida no GP do Azerbaijão liberar mais performance.
Agora, enquanto aproveita os resultados dessa recuperação, a equipe concentra esforços no projeto de 2027.
Dessa maneira, a Red Bull pretende iniciar a próxima temporada em boa forma e manter o ritmo que encontrou na segunda temporada do atual regulamento técnico.
Embora Verstappen, Isack Hadjar e a própria equipe já não tenham chances de conquistar os títulos de 2026, o próximo campeonato oferece uma oportunidade importante para consolidar essa evolução.
Ao explicar quanto do RB22 a equipe pretende aproveitar no projeto de 2027, Waché foi direto: “Quase nada”.
Segundo o diretor técnico, as mudanças no regulamento e as limitações de engenharia influenciam diretamente as decisões da Red Bull. A equipe identificou oportunidades para desenvolver novas soluções em diversas áreas do carro.
“Existem algumas modificações no regulamento e temos muitas limitações no carro – tenho certeza que as outras equipes enfrentam limitações diferentes”, explicou Waché.
O engenheiro também destacou o impacto financeiro dessa estratégia, especialmente por causa do teto orçamentário. Ainda assim, a Red Bull pretende priorizar o desenvolvimento de novos componentes para buscar mais desempenho.
“Isso não é bom para o teto de custos, então tentamos transferir o mínimo possível. Não é bom para o teto orçamentário, mas queremos desenvolver muitas peças novas para o carro”, afirmou.
Assim, embora a equipe precise administrar os recursos disponíveis, Waché deixou claro que a prioridade consiste em explorar novas soluções para o RB23 em vez de manter grande parte da arquitetura atual.
Waché explicou que a Red Bull identificou possibilidades de melhoria em diferentes áreas do projeto, incluindo a aerodinâmica e os componentes mecânicos.
Portanto, a equipe pretende promover mudanças abrangentes para aumentar a competitividade do próximo carro.
“Mais ou menos, quase nada será transferido para 2027 porque identificamos muitas áreas nas quais acreditamos que podemos melhorar”, declarou.
Apesar dessa decisão, a Red Bull ainda pretende aproveitar alguns elementos do RB22. No entanto, a quantidade será pequena, já que o projeto do próximo ano exigirá soluções diferentes em componentes importantes.
Entre os exemplos citados pelo diretor técnico estão a caixa de câmbio e o chassi, que terão novas configurações no RB23.
Dessa forma, a equipe busca aproveitar o conhecimento adquirido durante o desenvolvimento do carro atual sem limitar o projeto de 2027 às escolhas técnicas anteriores