Laurent Mekies, chefe da Red Bull, afirmou que a equipe “certamente receberia bem” uma discussão com a FIA e os demais fabricantes de unidades de potência sobre a evolução das regras do ADUO da Fórmula 1.

Em seu primeiro ano de funcionamento, justamente na estreia da nova era das UPs, o motor da Red Bull Powertrains foi considerado pela FIA como referência no sistema de Oportunidades Adicionais de Atualização e Desenvolvimento (ADUO).

Entretanto, o ADUO considera apenas a potência do motor de combustão interna. O sistema não leva em conta as baterias, que respondem por 50% da potência total das UPs de 2026.

Assim, a RBPT aparece como líder do sistema, embora as unidades Mercedes HPP tenham vencido 13 dos 15 GPs disputados até agora e conquistado todas as 15 poles.

A Mercedes HPP recebeu uma oportunidade de ADUO. Com isso, a fabricante poderá introduzir uma atualização em seu motor em 2026 e outra em 2027.

A RBPT, por outro lado, não recebeu nenhuma oportunidade. O ADUO funciona como uma permissão para atualizações, enquanto os projetos das UPs foram homologados no início da temporada.

Enquanto isso, Audi, Ferrari e Honda receberam duas oportunidades de ADUO por ano. A FIA considerou que os três fabricantes estavam mais distantes da RBPT em performance do que a Mercedes.

A decisão de não conceder oportunidades à RBPT causou surpresa. Por isso, a fabricante buscou explicações junto à FIA.

Agora, Mekies afirmou que a Red Bull pretende “concentrar-se em nós mesmos”, embora já tenha conversado com a FIA e os demais fabricantes sobre como “evoluir” o ADUO.

“Em termos de querer evoluir o regulamento do ADUO, acho que provavelmente podemos concordar que as regras não foram exatamente perfeitas”, disse Mekies à imprensa.

“Certamente receberemos bem uma discussão sobre como fazê-los evoluir. Tenho certeza que, mais cedo ou mais tarde, teremos essas discussões com a FIA e os fabricantes de UPs”.

Enquanto isso, a Red Bull já apresentou sua posição sobre o funcionamento do sistema.

“Nesse meio-tempo, tentamos deixar bastante claro nosso ponto de vista sobre onde achamos que podemos concordar e onde achamos que não concordamos”.

“Em algum momento, precisamos nos concentrar em nós mesmos e fazer o melhor trabalho possível com o regulamento que temos”.

A Audi também apresentou sua visão sobre o futuro do ADUO. A fabricante disputa sua primeira temporada na F1 e desenvolveu sua própria UP. Além disso, recebeu duas oportunidades de atualização pelo sistema.

Mattia Binotto, chefe da Audi, considera que o conceito do ADUO continua “válido”, mas acredita que o regulamento precisa de alguns “ajustes”.

“O sistema atual: primeiro, o regulamento foi criado como uma rede de segurança para os fabricantes que estavam claramente atrás e precisavam se recuperar, ou então permaneceriam congelados em uma situação difícil durante cinco temporadas”, explicou Binotto.

“O segundo objetivo era apoiar a convergência, e esses são os dois principais conceitos do regulamento. Portanto, rede de segurança e convergência”.

No entanto, Binotto reconheceu que o funcionamento do sistema ainda não atingiu o resultado ideal.

“Se você observar como essas coisas se desenvolveram, como acho que Laurent mencionou, ainda não está ideal”