Fala, Galera! Romário na área! Está todo mundo comentando sobre o baixo nível técnico dos jogos na volta da série A e da Copa do Brasil, após a parada da Copa. Tá ruim de assistir, mesmo. Muito chutão, pouco gol, passes errados pra dar e vender e um mau trato geral com a bola. Dureza!

Podemos apontar algumas razões pra esse baixo nível. A primeira é a qualidade, ou melhor, a falta de qualidade dos gramados, naturais ou artificiais. É impressionante como tem campo ruim pra jogar no Brasil, mesmo nos grandes estádios e dos clubes mais importantes. Uma total falta de respeito não apenas com os jogadores e profissionais da bola, mas também com o público, que paga caro para ver bons espetáculos e acaba assistindo, muitas vezes, a bola parar nas irregularidades do gramado.

Outra razão que podemos considerar é o calendário. Com jogos amontoados pelas semanas, e elencos muitas vezes sem tantas opções, os jogadores acabam tendo um maior desgaste sem tempo pra recuperação. E a gente sabe que o jogo está cada vez mais intenso, com maior exigência física. Mesmo com o avanço da ciência esportiva e da preparação, isso acaba comprometendo a qualidade das partidas.

A arbitragem também afeta. Quando se para muito o jogo, marcando falta em qualquer disputa e uso excessivo do VAR, a partida perde ritmo. Isso acaba quebrando o rendimento dos atletas. O jogo fica travado e ruim. É uma conta que só fecha no negativo.

Por fim, e não menos importante, é fato que vivemos uma crise na formação de jogadores. Tá difícil achar bons meias criativos, que destravem o jogo, ou laterais habilidosos que saibam dar boas assistências. E olhem que entrou muita grana pros grandes clubes nos últimos anos. Mesmo assim, o nível técnico geral não acompanhou o aumento dos recursos.

Temos de voltar a formar esses jogadores com mais “cara de Brasil”, honrando nossa tradição. Se os nossos melhores ainda vão jogar na Europa, e formam a base da seleção que fracassou na Copa, os que jogam por aqui são ainda piores. Os atuais treinadores também não parecem ajudar, mais preocupados em não perder o jogo – e o emprego – do que produzir um bom futebol. Mas quem perde mesmo, ao final, é o torcedor e quem ama o futebol. É triste!

Antes de encerrar, aproveito para mandar um abraço aos papais de todas as cores e torcidas pelo dia de hoje. E um muito obrigado ao meu pai Edevair, que está com Papai do Céu e era um grande torcedor do nosso Mecão!

Baixinho analisa o futebol brasileiro e lembra histórias da época de jogador