Ralf Schumacher criticou Christian Horner e sugeriu Andreas Seidl como alternativa para comandar a Ferrari.

Schumacher detona Horner por sua tentativa pública de se colocar como candidato ao comando da Ferrari. Além disso, o ex-piloto sugeriu Andreas Seidl como uma alternativa caso a equipe decida substituir Frederic Vasseur.

Christian Horner voltou a alimentar as especulações ao declarar que a Ferrari representa o “emprego dos sonhos”. O ex-chefe da Red Bull também afirmou que aceitaria trabalhar na equipe italiana mesmo sem possuir participação acionária.

Entretanto, Ralf Schumacher não viu as declarações como uma demonstração legítima de interesse. Para o alemão, Horner está tentando utilizar a imprensa para voltar à Fórmula 1.

Durante o podcast Backstage Boxengasse, da Sky alemã, Schumacher criticou duramente a postura de Horner.

“Oferecer-se dessa maneira já é constrangedor o bastante”, afirmou o ex-piloto.

Segundo Schumacher, caso realmente existissem negociações entre Horner e Ferrari, nenhuma das partes trataria do assunto publicamente.

“Se ele realmente tivesse interesse, ou se a Ferrari estivesse interessada, as coisas não aconteceriam dessa maneira”, declarou.

Schumacher também lamentou a mudança de comportamento do dirigente que comandou a Red Bull durante duas décadas.

“Ele foi um homem muito bem-sucedido e agora fica contando histórias desse tipo”, acrescentou.

Horner deixou a Red Bull em 2025, depois de conquistar oito títulos de pilotos e seis campeonatos de construtores. Desde então, seu nome apareceu relacionado a Aston Martin, Alpine e, mais recentemente, Ferrari.

Contudo, nenhuma negociação resultou em sua volta à F1.

As declarações de Horner aumentaram a pressão sobre Vasseur. Após o GP do Azerbaijão, o chefe da Ferrari demonstrou irritação com as perguntas sobre uma possível substituição.

Vasseur afirmou que Horner está procurando emprego e, por isso, tenta manter seu nome ligado a diferentes equipes.

Além disso, o francês reclamou que os rumores prejudicam a tranquilidade interna da Ferrari. Segundo ele, a equipe precisa concentrar seus esforços no desenvolvimento do carro e não em especulações sobre seu comando.

A Ferrari também reafirmou publicamente sua confiança em Vasseur. Portanto, oficialmente, não existe uma vaga disponível para Horner.

Ainda assim, a ausência de títulos desde 2008 mantém qualquer chefe da equipe sob enorme pressão.

Apesar das críticas a Horner, Schumacher acredita que existe uma alternativa interessante caso a Ferrari realmente decida mudar seu comando.

O nome indicado pelo alemão é Andreas Seidl, ex-chefe da McLaren e antigo diretor executivo da Sauber.

“Andreas Seidl seria uma excelente alternativa para a Ferrari por causa de sua personalidade”, afirmou Schumacher