Situação da Dupla no Brasileirão requer atenção antes do clássico da Copa do Brasil, no dia 27, no Beira-Rio

Assim que saiu a bolinha do Inter logo após a do Grêmio no sorteio das quartas de final da Copa do Brasil, brotaram diversas sensações de tudo que é lado. Ser apenas o segundo confronto na história de 37 anos do torneio dá o peso do enfrentamento válido pelas quartas de final. A sete dias do primeiro clássico no Beira-Rio, no entanto, o que seria em outras épocas o início da 'semana Gre-Nal', é também um espaço de tempo dividido por outras preocupações.

A situação na tabela do Brasileirão é o que mais tira a atenção desde a definição dos Gre-Nais. Os times jogaram apenas uma vez de lá para cá. O Grêmio na goleada sofrida para o Atlético Mineiro e o Inter no empate amargo com o Remo. Antes do clássico do dia 27, o Colorado recebe o Galo e o Tricolor visita o Bragantino, partidas que podem trazer novas sequelas no que diz respeito à pressão.

"O Inter taticamente se comporta bem, fisicamente em alguns jogos tem algum desgaste, mas o anímico não é bom. Não é uma equipe consolidada, que consegue manter um nível de apresentação satisfatório. E isso é reflexo de tudo que o clube vem passando. O Inter adotou a 'Síndrome do Rocky Balboa': Se defende, se defende e depois tenta sair no contra-ataque para fazer um gol", opina Christian, ex-centroavante com história no lado azul e vermelho.

Pelo lado azul, Christian recorda um momento também típico do clássico. A capacidade de produzir efeito além do resultado conquistado, cenário com chance de se repetir agora, mesmo em competições diferentes: “Em 2003, o momento era terrível para a gente, lutando para não cair. Se perdesse aquele jogo, era mais um prego no caixão. E fomos dentro do Beira-Rio e conseguimos o resultado positivo e, a partir dali, uma retomada fantástica até escapar do rebaixamento”, lembra.

Somente três pontos separam o Grêmio, 15º com 25 pontos, do Vasco, vice-lanterna com 22. Entre eles, estão Inter com 24, mais Mirassol e Remo, com 23. Ou seja, após a próxima rodada, esta ordem pode mudar e respingar, ainda mais antes do primeiro duelo no Beira-Rio.

Em relação aos times, Luís Castro e Paulo Pezzolano terão poucos acréscimos. O português, que perdeu Nardoni e Gustavo Martins machucados, terá Krovinovic em melhores condições físicas e Danilo Barbosa, que ainda não estreou. De resto, é o que o torcedor está acostumado a ver. Do outro lado, o uruguaio certamente poderá contar com o recém-chegado Eliasson e quem sabe Sanabria, ambos para reforçar o ataque. Fora isso, a torcida colorada conhece a limitação do elenco à disposição do treinador.

O desafio posto tinha 14% de chance de sair de dentro do pote das oito bolinhas. Após quase 40 anos, Porto Alegre viverá dias, no mínimo, diferentes de sua rotina, pois até as sensações são outras. Elas brotam, mas nem sempre são expostas, pois compõem o tradicional mistério. "Não tem nada como um Gre-Nal. A cidade para, muda. As pessoas ficam mais sérias. Você não vê aquela alegria. Mexe muito", admitiu Abel Braga, presente no evento semana passada no Rio de Janeiro.

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