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Uma unha negra de um centímetro valeu três pontos aos dragões na Madeira. Já as águias lançaram comunicado sobre arbitragem antes de jogar na Luz. E CR7 precisa de um advogado para voltar à Seleção?
Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Seja bem-vindo a mais uma edição de "O Campeão É", manhã de domingo na Rádio Observador. Foi uma vitória justa. O Porto imitou o Sporting, operou uma reviravolta na Madeira frente ao Marítimo, depois de ter estado a perder por 1 x 0. Fechou o jogo com 2 x 1, num belo momento de Pietro Zezki, lance analisado pelo VAR, que colocou o polaco em jogo por 1 centímetro. Mais logo há Benfica, Vitória Sport Club, no Estádio da Luz. Partida para acompanhar com mais uma emissão especial de desporto da Rádio Observador. Eu sou o Nelson Ferreira e comigo para comentar a atualidade desportiva tenho hoje o João Castro, o João Pinto, o Luís Pinto Coelho e o Pedro Henriques. Muito bom dia, campeões. Vou começar a análise puxando a fita atrás e a aproveitar a presença do João Castro, que não esteve conosco ontem. João, queria muito saber o que achaste da vitória do teu clube em Braga, num jogo que se antecipava difícil, mas que foi resolvido a partir do banco.
Bom dia a todos. É verdade. A partir do banco, é uma estrutura diferente do Sporting, um 4-3-3. A defender um 5-4-1 com o Altymira pro meio dos centrais e o Sporting uma equipa mais de transição do que propriamente uma equipa de posse. E que conforme tu disseste, e bem, algumas dificuldades, que depois foram resolvidas com a entrada do Maxi, do Zalazar e do Suárez, a dar outra qualidade à equipa e outra definição no último terço, e o Sporting a vencer bem a partida. Era um jogo fulcral para o Sporting, para o Rui Borges, diria também. E assim já não podem dizer que o Rui Borges não ganha nenhum jogo grande, já ganhou um. E agora vamos ver se realmente o Sporting começa a ser mais consistente, embora ainda tenha muitas dúvidas sobre este sistema, sobretudo quando apanhar blocos baixos.
João Castro, há também essa notícia, ao que parece já confirmada, de Zalazar, que parece estar fora do jogo, por exemplo, com o lance para as Champions na próxima terça-feira.
Sim, infelizmente pareceu uma alia, qualquer coisa na coxa, e portanto deve ser muscular. E saiu, se calhar, muito por precaução para não agravar, mas fica realmente de fora. Nesta situação onde ele entrou, a jogar interior pro lado direito, e com esse sistema, não sei se o Rui Borges irá manter, prevejo que o João Simões tenha uma oportunidade também de começar a jogar.
Muito bem, vamos ter uma semana também de Europa para as equipas portuguesas. Viramos a agulha para o Futebol Clube do Porto. Luís Pinto Coelho, como antecipaste aqui ontem no Campeão, uma vitória difícil na Madeira, onde esteve o melhor e o pior do Futebol Clube do Porto neste jogo de ontem.
Olá, bom dia. Eu diria que o pior foi a primeira parte, acho que uma primeira parte aquém, e depois o Diogo Costa também um bocadinho, entre aspas, a dormir num remate que era perfeitamente defensável para ele, e o Marítimo chega à vantagem, o Porto empata mesmo no final da primeira parte e isso também tranquilizou um pouco a equipa. E depois na segunda parte, sim, o Porto cria muitas oportunidades. O guarda-redes do Marítimo também foi agarrando sempre a equipa. E depois o Porto, que tem um banco incrível, ontem percebeu-se isso, a capacidade que Fariole esta época tem de, se tiver todos os jogadores disponíveis, ir ao banco e acrescentar sempre muita qualidade. Ontem foi o Pietro Zezki que resolveu, mas podia ter sido o Samu, o Jimenez, o Gabri Veiga ou o Borra, porque há muitas soluções no banco. E o Porto faz uma boa segunda parte. Eu previa um jogo difícil. Aquele relvado também não ajuda, a bola salta muito, é difícil da bola rolar com facilidade. Quem tenta jogar muito com a bola pelo chão tem mais dificuldade, mas foi uma vitória justa, parece-me inegável. E se o Porto criou muito mais oportunidades, teve sempre muito mais perigo. E é importante continuar com 100% de aproveitamento. Já melhorou a época passada, porque na época passada, à oitava jornada, o Porto já tinha perdido pontos e agora vai com uma folha limpa.
De fato, o Diogo Costa tem um lance pouco habitual para aquele que é titularíssimo do Porto e também da seleção portuguesa. Há também uma má notícia, Luís, com essa lesão do William. Algumas semanas vai estar de fora com uma entorse.
Sim, é um lance feio até de ver, porque se percebe que o pé torce completamente. Parece que é uma entorse de grau dois. Eu diria que se calhar três semanas, no mínimo, estará ausente. A sorte é que o Porto já tem Pietro Zezki bem, o Borra também tem entrado bem e vamos ver se o Meque também pode aproveitar esta lesão do William. Mas é pena, porque é um jogador que atravessava um excelente momento.
João Pinto, muito bom dia também conosco. Já vamos fazer a antevisão desse Benfica x Vitória, mas queria também o teu comentário relativamente a este jogo que, como ontem aqui falamos, não teve bailinho da Madeira, mas diz o Benfica que foi uma vergonha. Não sei se subscreves a opinião do comunicado feito pelo teu clube.
Bom dia. Eu não gosto desse tipo de coisas, não gosto destes comunicados. O Benfica nem jogou. Portanto, pelo menos tinham que ter o recato de esperar pelo fim do jogo do Benfica, porque nunca sei se o Benfica vai ser beneficiado com dois lances iguais e depois vai ser uma chatice. Mas tirando isso, acho que o Futebol Clube do Porto, o jogo foi muito aquilo que o Luís disse, um Diogo Costa que normalmente costuma ser ele a salvar a equipa. Desta vez foi a equipa que o salvou a ele. Ele tinha alguns créditos e os colegas dele acabaram por o recompensar. E depois, realmente, aquela decisão do VAR ou aquela linha do VAR que por um centímetro, isto não há cá lei Van G, ou Wenger que nos valha, vai haver sempre um centímetro de margem, uma linha que é colocada e o frame do pé que a bola que sai. Vai haver sempre discussão, porque é mesmo assim. Desta vez calhou pro Porto, certamente. Outro dia virá em que será um centímetro a menos.
Pedro Henriques, por um centímetro se ganha e por um centímetro se perde. Estava a recuperar o teu podcast Sem Falta, onde deste nota 7 à equipa liderada por João Gonçalves. É uma nota boa.
A partir do momento que temos vídeo-arbitragem, passa a ser uma nota boa, porque existem tecnologias. Se só perguntar às pessoas, todas que fazem análise e comentário à questão do VAR, se já uma vez estiveram sentadas numa sala de vídeo-arbitragem, se alguma vez operaram o sistema, sabem qual é os prazos que se dá e se sabem se há erro, se não há erro, se sabem alguma coisa sobre vídeo-arbitragem e se sabem qual é a página onde está o protocolo, a resposta é: não sabem. E portanto, falam de algo que, à partida, está logo errado, porque as pessoas não sabem do que estão a falar. Há uma tecnologia que é aplicada de igual forma em Portugal. É uma tecnologia que mistura o 2D com 3D. É uma tecnologia que não é tão perfeita como é o SAOT, Semi-Automatic Offside Technology, traduzindo as letras para português, que tem três momentos com duas intervenções da parte humana, que é exatamente, não é quando a bola sai, é como diz na lei, é o momento em que o jogador, neste caso o Kyora, toca na bola, no fundo, inicia o ponto de contato, é aí que se coloca a paragem. Depois, duas referências têm que ser dadas, neste caso, relativamente ao ombro de quem está em fora de jogo, porque era a parte que estava mais à frente, e estou a falar do Pietrzewski, e depois relativamente ao ombro do jogador do Marítimo, que também era a parte que estava mais próxima da linha de baliza. É só isso que eu quero dizer. A partir do momento em que tu manualmente, através do teu técnico que está ao teu lado, colocas estes três pontos e dás estes três pontos ao computador, o VAR, o homem, o ser humano, já não faz mais nada. Toda a gente que diz que as linhas estão tortas, é mentira, porque o algoritmo não faz linhas tortas. O que há é erros paralax, pessoas a tentar no telemóvel fazer as suas próprias linhas e aquela linha azul para o atacante e a linha vermelha para o defensor. A projeção para o sol, que é aí que se passa do 2D para o 3D, é tudo feito pelo software. E depois medem a distância para a linha de baliza. Não é a linha de fundo, não existe linha de fundo, é linha de baliza. E depois o que é que deu? Deu que o jogador do Marítimo está mais próximo da linha de baliza um centímetro. Dito ao contrário, o jogador do Porto está um centímetro atrás. Mesmo que possa haver aqui erro humano, na perspectiva que é o momento em que tu pões o toque do Kyora na bola, há uma certeza que a gente tem: todos os lances em Portugal da primeira e da segunda liga são colocados exatamente da mesma maneira, exatamente no mesmo critério. E para terminar com isto, não vou falar do jogo, estou me aqui a esticar na parte da vídeo-arbitragem. Se der um centímetro como deu ontem, o VAR, por isso é que demora tempo, desfaz tudo e volta, sem qualquer referência, a colocar outra vez, o que para ele acha que é o momento do toque do Kyora, a referência do ombro do jogador do Porto, que nesse caso era os ombros que estavam mais à frente, e volta outra vez. E se der o mesmo valor ou se não der o mesmo valor, ainda vai fazer uma terceira vez, porque se começar a dar valores diferentes, aí fica novamente a decisão tomada em campo. A partir do momento que deu segunda vez um centímetro, eventualmente, às vezes até vão à terceira vez um centímetro, é essa que é assumida. Tão simples quanto isso. É a mais segura de todas? Não, a mais segura é o FAOT, custa 5 milhões. Ainda não foi feito esse investimento. Agora, dizer que o lance, o jogo é decidido pelo VAR, não, é decidido pelo VAR com uma decisão correta, porque para mim, ou estás fora de jogo ou não estás fora de jogo. E se não estás, não estás. Se querem mudar a lei, como disse aqui o João Pinto e bem, para uma STV anger, que já está a ser estudada no Canadá e em fevereiro vai ser votada, então mudemos a lei, a letra da lei, para depois podermos aplicar as coisas de forma diferente.
Muito bem, Pedro Henriques, também com esta análise mais precisa a estas linhas que deram então a posição em jogo para Pietrzewski, validando assim o 2 x 1 do Futebol Clube do Porto no campo do Marítimo. Vamos ao Benfica, que recebe mais logo no Estádio da Luz o Vitória Sport Clube. João Castro, Tiago Margarido quer fazer história. Diz que o Vitória não vence no Estádio da Luz há mais de uma década, mas que tem aqui uma hipótese de o fazer. Acreditas nas hipóteses do Vitória para ir buscar pontos a este Benfica de Marco Silva?
Eu gostava que eles fizessem história, disso não tenho dúvidas. Agora, acho difícil. O Vitória não está numa boa fase, o Benfica está numa boa fase. Quanto a mim, não está fácil para o Tiago em Guimarães. E vamos ver o que o Vitória consegue fazer. Perante um Benfica que em casa é forte, tem apresentado um bom futebol ofensivo e eu não acho que seja fácil para o Vitória, que tem algumas lacunas no plantel. Passa por algumas dificuldades financeiras e tem que vender alguns jogadores, aposta muito na juventude, mas ainda não tem uma equipa preparada, como se vê até pela classificação. E as coisas não serão fáceis e vamos ver com que estratégia que chega para anular, obviamente, sobretudo o jogo exterior do Benfica. Claramente, há um ponto que é: os jogadores vieram da seleção e viu-se isso com o Sporting, que também tiveram alguns jogadores na seleção e podem não estar já aptos e vamos ver se vão jogar de início, se vão entrar, como é que entram. Esse pode ser um fator importante, ou seja, que reequilibra ali um bocadinho as forças entre o Benfica e o Vitória, mas obviamente o Benfica é favorito.
E a pegar precisamente nesse ponto para perguntar ao Luís Pinto Coelho se a esperança dos adversários do Benfica numa perda de pontos mais logo é um bocadinho esta pausa de seleções que o próprio Marco Silva não criticou, mas que lamentou.
Sim, é um bocadinho por aí. Percebe-se que os treinadores tentam gerir essa pausa, tentam gerir também o jogo europeu que vem aí, os jogadores que não tiveram em seleções e os jogadores que tiveram em seleções, porque há aqui níveis competitivos muito diferentes. Há jogadores que foram às seleções, fizeram quatro jogos, por exemplo, outros que ficaram e não fizeram nenhum jogo e perderam um bocadinho de ritmo competitivo, porque os treinos não são tão intensos, obviamente, e é difícil para as equipes técnicas gerirem isso. Mas o Benfica joga em casa, é muito superior ao Vitória. Eu diria que há aqui, se calhar, 10% de uma possibilidade de o Vitória roubar pontos. Mais do que isso, não me parece que seja muito credível. Agora, o Benfica já perdeu pontos em casa com o Académico de Viseu. Por isso, pode acontecer, embora me pareça difícil, neste contexto, vir a acontecer.
João Pinto, como é que achas que o Benfica se vai apresentar ou se tem de apresentar mais logo para não ter dificuldades frente a este Vitória, que pelas palavras do seu treinador, está motivado para esta partida?