Vasseur ironizou Horner ao responder às especulações envolvendo o comando da Ferrari. O chefe da equipe italiana afirmou que seu antigo rival na Red Bull está simplesmente “procurando emprego”.

Christian Horner voltou a alimentar os rumores ao declarar que a Ferrari seria a única equipe pela qual retornaria à Fórmula 1 sem exigir participação acionária.

O inglês está fora da categoria desde que deixou a Red Bull em 2025. Entretanto, seu nome continua aparecendo como possível substituto de Frederic Vasseur.

A Ferrari voltou a vencer corridas em 2026, depois de uma temporada decepcionante no ano passado. Contudo, sua disputa pelo título perdeu força nos últimos meses. Além disso, a equipe completou cinco GPs consecutivos sem subir ao pódio.

No GP do Azerbaijão, Charles Leclerc terminou em P4, enquanto Lewis Hamilton recebeu a bandeirada em P6. Portanto, o novo resultado abaixo das expectativas aumentou a pressão sobre Vasseur.

Em uma entrevista recente, Horner afirmou que atualmente procura um projeto no qual também possa participar da propriedade da equipe.

“Neste momento da minha vida, existe apenas uma equipe pela qual eu aceitaria não ter participação na propriedade”, afirmou Horner.

“Eu consideraria a Ferrari? É a maior marca da Fórmula 1. É o sonho e, provavelmente, o gigante adormecido da categoria.”

As declarações rapidamente reacenderam as especulações sobre o futuro de Vasseur. Afinal, Horner comandou a Red Bull durante duas décadas e construiu uma das estruturas mais vitoriosas da história da F1.

Sob sua liderança, a equipe conquistou oito títulos de pilotos e seis campeonatos de construtores. Portanto, apesar das circunstâncias conturbadas de sua saída, ele continua sendo um dos chefes mais bem-sucedidos da categoria.

Após o GP do Azerbaijão, perguntaram a Vasseur se os constantes rumores estavam afetando seu trabalho e o ambiente dentro da Ferrari.

O francês admitiu que a equipe já não consegue trabalhar com a tranquilidade desejada.

“Não estamos trabalhando com perfeita serenidade. Isso vale primeiro para mim, mas também para todos dentro da equipe”, declarou.

Segundo Vasseur, aproximadamente metade das perguntas feitas pelos jornalistas trata de seu futuro ou da possível chegada de Horner. Consequentemente, o assunto também acaba chegando aos profissionais que trabalham na garagem.

“Estamos lutando pelo P2 no campeonato e, no final das contas, todos falam muito sobre isso. Para as pessoas na garagem, também não é a melhor discussão que poderíamos ter.”

Em seguida, Vasseur apresentou uma resposta muito mais direta sobre o interesse do antigo chefe da Red Bull.

“O senhor Horner está procurando emprego. Todo mundo sabe disso e ele procura em todos os lugares.”

“Só posso tentar fazer o meu melhor, incentivar a equipe, manter todos motivados e concentrados no que precisamos melhorar hoje. Não devemos perder tempo com fofocas.”

Vasseur também reclamou que precisa responder à mesma pergunta constantemente.

“Em cada entrevista, perguntam isso 25 vezes por dia”, disparou