Max Verstappen contestou a percepção de que a Red Bull é a única equipe de ponta da Fórmula 1 a enfrentar uma grande saída de talentos. Segundo o tetracampeão mundial, essa interpretação ganhou proporções exageradas.
Em uma entrevista ao racingnews365.com, o holandês questionou a narrativa que envolve a estrutura de Milton Keynes. Afinal, embora vários profissionais importantes tenham deixado a equipe, novos nomes também continuam chegando.
“Para mim, a equipe é como uma segunda família”, afirmou Verstappen. “Vivenciei muitas coisas incríveis com a equipe”.
“É claro que tivemos muitos momentos excelentes. No entanto, também enfrentamos períodos que provavelmente foram um pouco mais difíceis”.
Nos últimos dois anos, as mudanças internas da Red Bull se tornaram um dos assuntos mais debatidos da F1. Esse processo ganhou força principalmente após a saída de Adrian Newey.
O antigo diretor técnico chegou à Red Bull no fim de 2005, depois da temporada de estreia da equipe. Desde então, ele desempenhou um papel decisivo na evolução do projeto.
Ao longo de quase duas décadas, Newey ajudou a transformar a Red Bull. Inicialmente, a equipe ocupava o papel de azarã. Posteriormente, consolidou-se como uma das maiores forças da história da categoria.
Sua trajetória coincidiu com dois períodos de domínio absoluto. Primeiro, Sebastian Vettel liderou uma sequência histórica de títulos. Mais tarde, Verstappen assumiu o protagonismo e construiu sua própria era de sucesso.
Desde a saída de Newey em 2024, outros nomes importantes também deixaram a estrutura. Jonathan Wheatley e Will Courtenay, por exemplo, integravam o grupo de profissionais mais experientes e exerciam funções fundamentais.
Agora, Laurent Mekies conduz uma nova fase da Red Bull. Ainda assim, Verstappen permanece como uma das principais referências da equipe. Portanto, o holandês ocupa uma posição central na reconstrução do projeto.
A temporada atual começou de forma complicada para a Red Bull. Ao mesmo tempo, a equipe iniciou sua primeira campanha como fabricante de unidades de potência.
O projeto desenvolvido em parceria com a Ford impressionou durante os testes de pré-temporada no Bahrain.
Além disso, a FIA adotou a UP da Red Bull como referência para o programa Additional Development and Upgrade Opportunities, conhecido pela sigla ADUO.
Entretanto, o RB22 apresentou dificuldades importantes. Nas primeiras etapas, o comportamento instável do chassi limitou a performance de Verstappen e do novo companheiro Isack Hadjar.
Como consequência, os dois pilotos passaram parte das corridas disputando posições nas regiões mais baixas da zona de pontuação.
“Acho que o ano começou de forma bastante difícil”, admitiu Verstappen. “Porém, estamos em uma trajetória de crescimento”.
Desde o GP de Miami, o cenário começou a melhorar. Embora o desempenho ainda apresente oscilações, a Red Bull adicionou gradualmente mais carga aerodinâmica, equilíbrio e velocidade geral ao RB22.
Dessa forma, a equipe passou a encontrar soluções para alguns dos principais problemas do carro. Ainda assim, o caminho até o topo continua longo.
Agora, após 11 etapas, Verstappen soma quatro pódios. Entre eles, está o segundo lugar conquistado no recente GP da Hungria. Apesar desse avanço, o holandês ainda busca sua primeira vitória na temporada.
Mesmo sem retornar ao topo da F1, a Red Bull identifica sinais positivos. Portanto, a equipe acredita que segue na direção correta