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Presidente do Chega diz que Luís Montenegro confundiu as grandes reformas do Governo com a realidade do país. Ainda neste noticiário, NSN Development Team vai abandonar Volta a Portugal em Bicicleta.
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É uma hora. As notícias com Miguel Pina Andrade.
O governo vai comprar a empresa que gere a Rede Elétrica Nacional, a REN. É um anúncio do primeiro-ministro durante a rentrée social-democrata na tradicional Festa do Pontal, no Calçadão de Quarteira. O Estado vai voltar a ser acionista da REN com a compra de cerca de 14% do capital da empresa ao dono da Zara. Foi uma das grandes novidades de Luís Montenegro no discurso da edição número 50 da Festa do Pontal. O primeiro-ministro retrata este evento como um grito de liberdade, David Bileu.
O Pontal é um grito de liberdade, é um grito de afirmação convicta, sem medos, com coragem de ideias políticas para transformar a vida das pessoas.
Na Festa do Pontal, o ambiente foi de enorme festa. Luís Montenegro esteve presente na rentrée do PSD em Quarteira e falou para os militantes do partido num discurso onde abordou tanto o passado como o futuro. O primeiro-ministro abordou o fato de o Estado voltar a ser acionista da REN. Luís Montenegro diz que a compra de cerca de 14% da empresa insere-se no fundo soberano anunciado há uns meses, com o objetivo de servir os interesses estratégicos do país.
Nós fazemo-lo não para renacionalizar esta empresa. Nós fazemo-lo para estar lá dentro, para salvaguardar o interesse estratégico de Portugal na sua infraestrutura elétrica.
Esta iniciativa do Estado não foi o único tema abordado por Luís Montenegro. O primeiro-ministro falou do processo em curso de privatização da TAP e diz estar convicto de que a operação vai ter um resultado mais favorável do que o previsto.
Eu não sei, ninguém sabe, o processo está em avaliação, qual vai ser o desfecho, mas tenho uma convicção muito firme de que nós vamos iniciar a recuperação total do valor que os portugueses investiram na TAP.
Durante o discurso, houve ainda espaço para uma crítica indireta à imprensa. Para Luís Montenegro, o país devia falar mais das conquistas do governo e não tanto dos assuntos polêmicos que têm marcado o executivo.
Nós não podemos viver uma espécie de censura moderna, em que as pessoas só sabem, só conhecem e só debatem os assuntos mais polêmicos, os assuntos muitas vezes de pequenos incidentes.
Luís Montenegro, a discursar no Algarve, na Festa do Pontal, aproveitou também para garantir que a região vai ter no próximo ano o Grande Prêmio de Fórmula 1.
Um trabalho do jornalista David Bileu, com um resumo do discurso do primeiro-ministro na Festa do Pontal, em Quarteira. Na reação a este discurso, André Ventura acusa o primeiro-ministro de estar desligado da vida dos portugueses. O presidente do Chega diz que no discurso, na rentrée social-democrata, Luís Montenegro confundiu as grandes reformas do governo com a realidade do país.
O primeiro-ministro está desligado da vida dos portugueses. Como confunde aquilo que fez e que chama as grandes reformas, que nunca se percebeu bem em que é que se traduzem na melhoria da vida das pessoas. Foi capaz de falar do IRS, das casas que supostamente entregou, da execução do PRR, sem perceber que o país está pior, que as pessoas não compreendem por que o governo não agiu na subida do preço dos combustíveis, no aumento brutal do custo de vida derivado da guerra, em soluções reais pra habitação, para os preços das suas casas.
O presidente do Chega, num vídeo enviado às redações, em que André Ventura atira ainda ao ministro da Administração Interna, Luís Neves.
A forma como o primeiro-ministro tentou ignorar completamente o caso do seu ministro da Administração Interna, apesar de todos os portugueses saberem as suspeitas graves que existem, mostra como não é um governo livre, como não é um primeiro-ministro livre e como não combate, como não mostra combater os conluios, a corrupção e a falta de transparência. Nós precisamos de um governo que vá no sentido contrário. Os exames, o caos na educação, completamente ignorados. Temos um primeiro-ministro que vive em outro mundo, que olha para o país e não o consegue ver, porque não sabe de que está a falar.
Reação de André Ventura ao discurso de Luís Montenegro na Festa do Pontal, no Algarve. O jovem de 15 anos suspeito de ter matado a mãe vai ficar num centro educativo por um período de três meses, em regime fechado, ou seja, com saídas limitadas, situações excepcionais, como, por exemplo, por motivos de saúde. O Conselho Superior de Magistratura revela, em comunicado, que o jovem ficou em silêncio durante o primeiro interrogatório judicial. Salienta também que o tribunal considera que há indícios fortes de um crime que, caso tivesse sido praticado por uma pessoa com mais de 16 anos, seria suscetível de configurar um crime de homicídio qualificado. O tribunal entende, ainda, existir o perigo de prática de novos fatos de gravidade semelhante, é o que dá conta o Conselho Superior de Magistratura. A NSN-Development Team vai abandonar a Volta a Portugal, isto depois da morte do ciclista de 19 anos, durante a etapa desta sexta-feira. Foi uma decisão manifestada pelo diretor desportivo da equipe à Agência Lusa. O jovem ciclista Finley Tarling morreu após um choque frontal com uma viatura que circulava em sentido contrário. Apesar desta tragédia, a Volta a Portugal em Bicicleta é pra levar até o fim, é o que garante o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa, que fala no dia mais difícil que já viveu.
Este foi o momento mais duro de toda a minha vida, enquanto ex-atleta e agora enquanto presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo. Temos vindo a trabalhar naquilo que é a prioridade máxima: a segurança dos atletas. O trabalho tem sido exemplar e naturalmente hoje fomos apanhados por esta tragédia. A corrida terá que continuar. Pedir força a todos os atletas para terminarem os últimos dois dias da Volta a Portugal e a todas as suas famílias, porque é difícil ver cá os seus filhos a competir.
Declarações do presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa. O diretor da prova, Ezequiel Mosquera, fala de um dia trágico