A Bridgestone trabalha ativamente para retornar à Fórmula 1 como fornecedora de pneus e surge como forte candidata à próxima escolha da FIA.
Segundo informações do racingnews365.com, a fabricante japonesa intensificou sua presença no paddock nos últimos meses e já discute os planos para uma possível volta.
Além disso, uma delegação de especialistas de alto escalão da empresa acompanhou os GPs de Singapura e dos Estados Unidos.
Durante as visitas, os representantes conversaram reservadamente sobre os planos tecnológicos, comerciais e empresariais da Bridgestone para a categoria.
A fabricante japonesa forneceu pneus à F1 pela última vez no encerramento da temporada de 2010. Na sequência, a Pirelli assumiu a posição de fornecedora exclusiva em 2011 e permanece na função desde então.
A Pirelli renovou seu contrato em 2023, garantindo o fornecimento de pneus entre 2025 e 2027.
Entretanto, em julho de 2026, a FIA acionou a opção de extensão por mais um ano. Dessa forma, a fabricante italiana tem seu vínculo assegurado pelo menos até o final da temporada de 2028.
A escolha da próxima fornecedora seguirá o processo de concorrência conduzido pela FIA.
Primeiro, a federação abre a licitação e seleciona uma empresa vencedora. Em seguida, apresenta a proposta à F1 para iniciar as negociações comerciais e empresariais antes da conclusão do acordo.
Segundo fontes familiarizadas com o assunto, a Bridgestone tem boas chances de conquistar o próximo contrato.
A empresa japonesa prepara uma proposta tecnológica e comercial mais robusta do que a apresentada em sua tentativa anterior. Na ocasião, o pacote já havia recebido avaliações positivas no paddock.
A Bridgestone participou da F1 entre 1997 e 2006, período em que disputou com a Michelin uma guerra de pneus. Depois, assumiu o fornecimento exclusivo em 2007 e permaneceu na categoria até sua saída ao final de 2010.
A reestruturação da divisão de automobilismo da Bridgestone em 2025 também sinalizou a intenção de voltar à F1. Naquele ano, a empresa contratou Hiroshi Imai para liderar a organização.
Imai retornou à fabricante japonesa depois de uma primeira passagem entre 1990 e 2008. Posteriormente, ingressou na McLaren, onde trabalhou de 2009 a 2025.
Durante esse período, ocupou cargos importantes, incluindo engenheiro-chefe de corrida, diretor de performance de suspensão e freios e, nos últimos anos, diretor de engenharia de pista.
Sua saída representou uma perda significativa para a equipe de Woking, onde conquistou grande respeito profissional.
Fontes do paddock afirmam que as ambições da Bridgestone na F1 influenciaram o retorno de Imai à empresa. Ele também integrou a delegação de alto escalão que acompanhou os GPs de Singapura e dos Estados Unidos.
As mesmas fontes destacam que a fabricante possui capacidade tecnológica para atender às exigências da categoria. Afinal, a empresa mantém participação em diversas competições importantes do automobilismo mundial.
A fabricante japonesa ampliou sua atuação no automobilismo e assumiu o fornecimento exclusivo de pneus da Fórmula E para a temporada 2026-2027.
Além disso, a empresa participa da IndyCar com a marca Firestone e mantém presença na Super GT e em outras categorias