Max Verstappen nunca escondeu a insatisfação com o novo regulamento da Fórmula 1 desde a estreia na Austrália. A partir daí, surgiram rumores de que o piloto da Red Bull estaria perto de uma aposentadoria precoce. Em meio às reclamações do holandês, o CEO da categoria, Stefano Domenicali, abriu o jogo sobre o futuro das regras e as mudanças planejadas para 2027 e 2028.
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— Não devemos esquecer que, para alterar as regras, as equipes, os fabricantes, a FIA e a direção da F1 precisaram chegar a um ponto comum. Na verdade, queríamos ser ainda mais agressivos na alteração do equilíbrio de potência, mas, como resultado do acordo feito com as equipes, foi aceita uma transição gradual — disse Domenicali.
Segundo o dirigente, as novas atualizações já estão em processo de desenvolvimento e o retorno obtido até o momento é positivo. Além do apoio de alguns pilotos, Domenicali também conversou pessoalmente com Verstappen sobre as mudanças e acredita que o tetracampeão mundial seguirá na categoria.
— Os pilotos que testaram no simulador com as configurações do ano que vem disseram que estamos no caminho certo. Também falamos pessoalmente sobre esse assunto com Max. Minha opinião é que Max ficará conosco. Acredito nisso de coração e espero que assim seja.
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A relação próxima entre Domenicali e Verstappen também ajuda nas conversas sobre o futuro da Fórmula 1. O dirigente acredita que o piloto ficará satisfeito com as alterações previstas para os próximos anos, mas reconhece que a decisão sobre a continuidade da carreira pertence ao próprio holandês.
— Penso que Max ficará extremamente satisfeito com as futuras mudanças. Ele adora a F1 e se preocupa com o futuro do esporte. Neste momento, estamos discutindo juntos tanto o futuro dele como da categoria. Tenho uma ótima relação com ele. A F1 é uma organização suficientemente grande para tê-lo, mas, no fim das contas, ele mesmo decidirá seu futuro e o esporte seguirá seu próprio caminho.
A expectativa de Domenicali está diretamente ligada ao processo de revisão das regras. A categoria já trabalha nas configurações que serão utilizadas nos próximos anos, enquanto pilotos e equipes participam dos testes e fornecem avaliações sobre o comportamento dos carros.
A principal alteração envolve o equilíbrio de potência das unidades, entre elétrica e combustão, utilizadas na Fórmula 1. Em 2026, a nova geração de motores passou a utilizar aproximadamente metade da potência proveniente do motor a combustão e metade do sistema elétrico, uma mudança significativa em relação à geração anterior.
A partir de 2027, porém, a categoria vai começar a deslocar novamente essa balança em direção ao motor a combustão. Em 2028, a divisão será de 60% para o motor a combustão e 40% para o sistema elétrico. Assim, a mudança não representa uma volta aos motores do passado, mas uma correção gradual do equilíbrio adotado para 2026.
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