David Coulthard acredita que a Fórmula 1 nunca voltará a Zandvoort. Segundo o ex-piloto, o circuito enfrenta limitações físicas e comerciais que tornam seu futuro na categoria extremamente difícil.
Neste fim de semana, a pista holandesa recebe sua última corrida de F1 atualmente prevista. Zandvoort retornou ao calendário em 2021 após 35 anos de ausência.
No entanto, o promotor privado do evento decidiu não renovar o contrato além de 2026. Por isso, o GP da Holanda marcará o encerramento de uma passagem que durou cinco temporadas consecutivas.
Durante um episódio recente do podcast Up To Speed, Coulthard analisou o futuro do circuito. O ex-piloto discutiu se existe alguma possibilidade de Zandvoort retornar à F1.
Na visão de Coulthard, o retorno do GP da Holanda esteve diretamente ligado ao enorme sucesso de Max Verstappen.
Segundo ele, o príncipe holandês e sua companheira, ambos fãs de automobilismo, também tiveram papel importante nesse processo.
Assim, o crescimento da popularidade de Verstappen criou a oportunidade para que a F1 voltasse ao país. Consequentemente, Zandvoort retornou ao calendário em 2021.
Entretanto, o circuito enfrenta obstáculos que vão muito além do interesse do público.
“Eles foram fundamentais para trazer o GP de volta à Holanda na onda do sucesso de Max e estão limitados no que podem fazer com suas instalações”, explicou Coulthard.
O principal problema, segundo Coulthard, é a localização do circuito. Zandvoort está cercado por um parque natural e pelas dunas de areia da região.
Portanto, a pista não possui liberdade para expandir suas instalações. O circuito também não pode simplesmente crescer para atender às exigências comerciais cada vez maiores da categoria.
“Eles estão cercados por um parque natural, pelas dunas de areia. Não podem expandir, não podem crescer”, afirmou o ex-piloto.
Ao mesmo tempo, a F1 continua buscando aumentar suas receitas comerciais. Dessa forma, circuitos capazes de oferecer estruturas maiores e novas oportunidades financeiras se tornam cada vez mais atraentes.
Por isso, Coulthard acredita que Zandvoort chegou a um ponto crítico.
“Provavelmente chegou ao ponto em que não é mais comercialmente viável para eles continuar como está”, avaliou.
Enquanto Zandvoort enfrenta limitações, outros países demonstram interesse em receber a F1. Coulthard citou Ruanda como exemplo.
Novos candidatos podem construir instalações modernas e projetadas especificamente para os padrões atuais da categoria. Dessa maneira, esses locais podem oferecer à F1 estruturas de última geração e maior potencial comercial.
“Há outros lugares. Ruanda e outros locais estão dizendo: ‘Queremos fazer parte da família da F1’. E eles vão construir instalações de última geração”, declarou.
Consequentemente, a competição por uma vaga no calendário se torna ainda mais intensa. Assim, Zandvoort precisa disputar espaço com projetos que possuem maior capacidade de investimento e expansão.
Apesar de acreditar que a despedida será definitiva, Coulthard fez questão de elogiar Zandvoort