A chegada do GP de Ruanda ao calendário da Fórmula 1 aumentou a preocupação com o futuro de Spa-Francorchamps.

O circuito belga já terá de alternar sua presença no calendário com Barcelona a partir de 2028. Além disso, Ruanda garantiu um contrato de 10 anos para receber a categoria a partir do início da década de 2030.

A emissora belga VRT destacou o risco para as corridas tradicionais da Europa. Gert Vermersch, comentarista da Play Sports, demonstrou preocupação com a possibilidade de novos GPs ocuparem o espaço de circuitos históricos.

“Estou um pouco preocupado com isso”, afirmou Vermersch ao comentar a chegada da nova corrida. “Alguém terá de sair para abrir espaço para o GP de Ruanda. Portanto, a Bélgica terá de fazer lobby”.

Apesar da popularidade de Spa-Francorchamps entre pilotos e torcedores, Vermersch acredita que esse fator pode não ser suficiente para garantir a permanência do circuito no calendário.

“Os pilotos adoram vir aqui. A atmosfera é sempre fantástica e este é um dos circuitos mais bonitos do mundo”, destacou.

Entretanto, o comentarista ressaltou que os responsáveis pela F1 consideram outros fatores na definição das corridas.

“Porém, isso não é suficiente para os proprietários da F1”, afirmou.

A principal preocupação envolve o aspecto financeiro. Segundo Vermersch, os GPs europeus enfrentam dificuldades para competir com as ofertas de países que aceitam pagar taxas de organização muito mais elevadas.

Na avaliação do comentarista, a Europa perdeu força na disputa por espaço no calendário porque muitos de seus GPs pagam menos para receber a categoria do que outras corridas.

“Os GPs europeus já não estão entre as prioridades dos proprietários americanos porque pagam muito pouco em comparação com os outros”, declarou.

Por isso, Spa-Francorchamps e Barcelona enfrentam uma situação delicada. Embora tenham tradição, prestígio e apoio dos torcedores, os dois circuitos precisam lidar com a crescente concorrência por vagas no calendário.

“Isso deixa Spa-Francorchamps e Barcelona um pouco como azarões na Europa”, concluiu Vermersch